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Notícias e entrevistas sobre futebol, tênis, vôlei, Fórmula 1...
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  • Esporte em foco - Ciclismo: Volta da França terá versão feminina em 2022, mas prêmios são inferiores aos dos homens
    Doze anos depois de ter encerrado a versão feminina, em 2022 a Volta da França de ciclismo terá novamente atletas mulheres. O trajeto, com oito etapas, foi anunciado na quinta-feira (14) e representa mais um passo rumo ao reconhecimento do esporte feminino, quase sempre invisível na comparação com os homens. O circuito feminino da competição mais charmosa da França partirá da Torre Eiffel, em Paris, e se encerrará oito dias depois em La Planche des Belles Filles, num total de 1.029 quilômetros. O trajeto é mais curto do que o masculino, que se estende por três semanas. Por durar menos, não se trata de uma verdadeira volta – e sim, de um traçado pelo norte e nordeste do país, passando por vinhedos e montanhas. A cobertura midiática do evento também será menor. Para Marion Rousse, ex-campeã francesa de ciclismo e diretora da Volta da França feminina, essa primeira edição funcionará como um grande teste, sob diversos aspectos: infraestrutura para as ciclistas, hospedagem nas etapas, audiência na televisão. No futuro, a competição poderá ser ampliada. "Primeiro, queremos que essa primeira Volta da França feminina seja um sucesso, que a gente entre no coração e nos hábitos dos franceses. Que a gente não fique mais surpreso quando ligarmos a TV e virmos meninas na bicicleta, mas sim que isso seja normal”, disse, em entrevista à emissora FranceInfo. Mulheres ganham menos da metade do que os homens No anúncio do trajeto, a divulgação dos valores das premiações chamou a atenção: serão distribuídos 250 mil euros em prêmios para as ciclistas mulheres, enquanto que, na competição masculina, o vencedor da Volta da França recebe, sozinho, 500 mil euros. "Não, não é normal. Não posso chegar ao ponto de dizer que é normal. Mas as pessoas também precisam saber – e acho que elas não sabem – que recentemente foi criada uma corrida que não existia antes, a Paris-Roubaix feminina, que não tinha patrocinadores. Não se conhecia o potencial de audiência e foi um grande sucesso, de quase 2 milhões de espectadores”, explicou Rousse. "Esperamos, então, que no ano que vem a imprensa nos acompanhe, os patrocinadores venham e os prêmios aumentem. Queremos pagar prêmios iguais aos dos homens”, salientou. No início do mês, a versão feminina da Paris-Roubaix foi lançada na França e também causou controvérsia pelo fosso entre as premiações para mulheres e homens – eles ganharam 20 vezes mais do que as colegas. Apesar do caminho que ainda resta para a igualdade, a competidora Maëlle Grossetete festejou a realização da nova prova. "Finalmente, todas as meninas que vêm ao velódromo poderão pensar que em alguns anos elas poderão participar de um Paris-Roubaix. É importante elas poderem se identificar com outras mulheres”, disse, à RFI. "Agora elas têm uma motivação a mais. Essas coisas marcam a história.” Mulheres vestindo a famosa “camiseta amarela” Quanto à Volta da França, Marion Rousse reconhece que gostaria de ter tido a oportunidade de vestir a famosa “camiseta amarela” (maillot jaune”) dos vencedores da competição. Quando a prova feminina foi abandonada, em 2009, ela recém começava a subir na carreira. Desde então, foram 12 anos de ausência das ciclistas mulheres nesta prova, uma das mais visualizadas do mundo. Para a ex-campeã francesa, a retomada consolida o interesse crescente das mulheres pelo esporte. "Há corridas que existem há muitos anos, como a Liège-Bastogne-Liège, a da Flèche-Wallone, teve até uma Volta do Catar feminina. Ou seja, não é nada novo. Mas é claro que falamos menos das provas femininas”, observou, à FranceInfo. "Mesmo assim, eu acho que é um avanço grande para o esporte feminino em geral e acho que devemos comemorar, e não falar das polêmicas.” A Volta da França das Mulheres ocorrerá de 24 a 31 de julho de 2022. As favoritas para a “camiseta amarela” são as holandesas Marianne Vos, Annemiek van Vleuten e Demi Vollering, além da francesa Elizabeth Deignan, que acaba de vencer a Paris-Roubaix.
    10/14/2021
    7:19
  • Esporte em foco - Ida Álvares, ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, ajuda a expandir o beach tennis em Portugal
    Ida Álvares  a ex-jogadora de vôlei da seleção brasileira, medalha de bronze em Atlanta, conhecida como a “Ida do vôlei”, é hoje também a “Ida do beach tennis”. Morando em Portugal há dois anos, Ida, que se apaixonou pelo esporte quando ainda morava no Brasil, é uma das maiores incentivadoras da modalidade e agora que ajudar a expandir o beach tennis por terras lusitanas.  Luciana Quaresma, correspondente da RFI em Portugal “Comecei a procurar locais que tivesse o beach tennis. As coisas não acontecem por acaso. Achei minha casa aqui na Parede e andava de bicicleta por aqui e encontrei este campo com numa rede de vôlei rasgada , sem ninguém jogando e foi quando percebo que caiu no meu colo, foi um achado!", diz Ida.  "Foi um presente mesmo. Fiz um projeto, trouxe pro clube. Passei a administrar pra eles a quadra, eles confiaram em mim e de uma quadra passamos a ter duas. E estão sempre cheias. Gente de todas as idades", acrescenta. O beach tennis entrou na vida da jogadora há cerca de doze anos quando ainda morava em São Paulo.“Conheci o beach tennis em São Paulo, no Pinheiros onde eu jogada futevôlei e vôlei de praia. Um dia vi o pessoal jogando beach tennis e fiquei curiosa. Parecia fácil de jogar, gostoso e resolvi experimentar. Comecei a jogar no clube e um mês depois teve um torneio e fui participar. Perdi de duas senhoras que já jogavam há muito tempo", conta. "Mas vi que eu melhorava a cada vez que pegava na raquete e percebei que eu podia jogar num nível melhor. Comecei a participar de torneios e, metida como sou, me inscrevi logo na categoria A ao invés da categoria para iniciantes. Só perdia, mas vi que era muito fácil melhorar. E aí peguei o vicio", afirma.   O "vício"  acabou por se tornar a grande paixão da ex-jogadora de vôlei que participou de três mundiais e três Olimpíadas durante a carreira de 27 anos, 12 jogando pela seleção brasileira. “Eu acho esse esporte incrível pela transformação das pessoas, pelo lado social, é a melhor maneira de conhecer pessoas aqui. Aqui eu fiz milhões de amigos aqui em Portugal”, revela. Ida já conquistou muitos adeptos brasileiros que moram em Portugal, mas o objetivo agora é trazer os portugueses para a quadra. “Este é o meu maior desafio não adianta ter só brasileiro aqui. Cada português que chega, eu digo logo 'Nossa bem-vindo!'. O português precisa conhecer este esporte. Um esporte que nasceu na Itália mas que hoje ele mais brasileiro que italiano e eles se apaixonam quando conhecem.” O esporte criado na Itália é febre entre os brasileiros A brasileira Kelly Angeloni, 41 anos, começou a treinar com a atleta há apenas um mês, mas já se rendeu ao esporte que conheceu pela primeira vez quando foi passar férias em São Paulo. “Eu fui passar férias no Brasil e vi que em São Paulo estava uma febre, todo mundo jogando, e vi que era interessante. Reparei em senhoras de sessenta e setenta anos jogando e como nunca fui muito coordenada para nenhum esporte na vida, achei que o beach tennis poderia ser para mim. Quando voltei para Portugal, comecei a pesquisar lugares pra praticar e descobri a Ida aqui com este espaço ótimo e estou amando. É um presente estar aprendendo e treinando com a Ida, que é um exemplo. Todos os brasileiros a admiram. Foi um verdadeiro presente ter encontrado a Ida aqui", garante. Andrea Marino, 51, conheceu o beach tennis em Portugal através da amiga. Para ela, ter a atleta brasileira como mentora é uma experiência ainda mais enriquecedora. “Eu cresci vendo a Ida jogar, essa mulher maravilhosa e agora ela está aqui me ajudando a desenvolver. Ela é paciente, nos incentiva, foca nas nossas deficiências então eu tenho a certeza que eu vou aprender muito", diz. "Depois de tanto tempo trancados por conta da pandemia, estar aqui ao ar livre, com uma distância grande da outra jogadora, tem todo este lado social também que nos faz muito bem. Essa combinação do esporte ao ar livre, convívio, aprender com a Ida, éperfeita. Estou muito feliz”, diz Andrea. Daniel, é de Salvador e viu os amigos jogando e diz ter sido amor à primeira vista pela modalidade. "Eu vi o pessoal jogando ainda no Brasil, pisei na quadra me apaixonei e até hoje sigo jogando. Cheguei em Portugal e comecei a procurar. Achei em Cascais, com a Ida e sigo minha rotina aqui também. O esporte é viciante. A curva de aprendizado é muito rápida. Você pisa na areia e já bate uma bolinha. E’ um esporte democrático, qualquer um pode jogar", afirma, diz o baiano de 36 anos. Beach Tennis: uma mistura de Tênis, Badminton e Vôlei Segundo Ida, o beach tennis é um jogo que não precisa de tantas habilidades como o tênis e o vôlei, e acaba sendo mais fácil para qualquer pessoa aprender. “O beach tennis é uma mistura de vôlei de praia pelo tamanho do campo e a rede ser alta, tem também um pouco do badminton, apesar de eu nunca ter jogado, mas todo mundo fala isso, pois tem uma precisão de colocar a bola muito semelhante, e tem também um pouco de vôlei de praia, jogo curto, fazer a o outro correr e tem um pouco do tênis também. O tenista joga fácil aqui”, explica. "As raquetes são de fibra de carbono e a bolinha é mais murcha, então o jogo não é tão rápido. Não é necessário ter praticado qualquer um desses esportes. Basta querer vir” completa. Aproveitando as Olimpíadas de Tóquio este ano, Ida criou um pequeno torneio entre os praticantes do Beach Tennis em Portugal. “Eu disse ao pessoal, vamos aproveitar o clima olímpico e fazer uma brincadeira. Trouxe minha medalha e todo mundo adorou. A primeira vez que entrei neste campo, eu comprei algumas palavras para espalhar pelas quadras e comecei com amor e gratidão. Depois trouxe os valores olímpicos: amizade, respeito, coragem e falta os outros que que ainda vou trazer”, revela a atleta. História O beach tennis foi criado há cerca de 30 anos na Itália e chegou ao Brasil, mais precisamente, no Rio de Janeiro, em 2008. Hoje, segundo a ITF, a Federação Internacional de Tênis, o esporte tem cerca de 500 mil praticantes em todo o mundo e o Brasil é a segunda maior força no esporte, atrás apenas da Itália. Agora, a atleta brasileira Ida quer dinamizar o esporte em Portugal trazendo campeonatos amadores. “O grande diferencial entre o beach tennis no Brasil e em Portugal é que aqui existem os torneios do ITF e não existe o amador junto. No Brasil tem os torneios dos tops, dos pros do ITF, mas vem o amador junto e esse é o diferencial do esporte. Porque você é tratada como um atleta profissional e, ao mesmo tempo, poder ver seu ídolo jogando e aprende com ele. Lisboa tem um clima bom e mesmo no inverno dá pra jogar, sem nenhum problema. Nos dias mais frios, coloca uma botinha de neoprene e já deu. Eu acredito muito neste esporte em qualquer lugar do mundo”, afirma entusiasmada.
    10/11/2021
    5:53
  • Esporte em foco - Contusão adia objetivo de Abouba no campeonato francês e na seleção brasileira de vôlei
    Abouba começou a jogar na França este ano, depois de duas temporadas na Itália. O campeão sul-americano com a seleção brasileira de vôlei veio reforçar o Tours, uma das melhores equipes francesas, mas se contundiu nessa sexta-feira (1°) poucas semanas depois do início da temporada e ficará de fora das quadras por vários meses. Poucos dias antes de romper o tendão de Aquiles, o atacante, que joga na posição de oposto, recebeu a reportagem da RFI para falar de seus sonhos e objetivos. Aboubacar Dramé Neto, mais conhecido como Abouba, tem 27 anos, 2,04 metros de altura, um sorriso largo e muito talento. O oposto canhoto nasceu em Brasília, mas tem sangue 100% africano. Ele é filho de malineses que se mudaram para a capital brasileira no início dos anos 1990 a trabalho e decidiram ficar no país. “Me sinto 50% brasileiro e 50% africano. Minha vivência foi toda no Brasil. Eu tenho o sangue africano, mas meu estilo, minha vida, minha cultura, são brasileiros”, define. O descendente de malineses lembra que “a maioria dos costumes brasileiros vieram da África, são muito enraizados” e que as duas regiões “são praticamente parecidas”, mas lamenta que o Brasil seja um país tão racista. “No Brasil, a maioria das pessoas são negras, só que isso não isenta do racismo. O Brasil é um país muito racista, infelizmente, onde os negros têm pouca representatividade”, diz o atleta que conseguiu se empoderar pelo esporte. Carreira Abouba começou a jogar vôlei aos 8 anos. Adolescente, por influência dos amigos, chegou a se aventurar no futebol e quase abandonou de vez às quadras, mas voltou ao vôlei para obter uma bolsa atleta universitária e nunca mais parou. Ele se profissionalizou aos 20 anos, passou por vários clubes brasileiros, antes de ir para a Itália em 2019, onde disputou duas temporadas. Também em 2019, vestiu pela primeira vez a camisa da seleção brasileira e ajudou a equipe a conquistar a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos. Este ano, estreou no vôlei francês pelo Tours, jogando com a camisa 10. “Estava atrás do objetivo de conquistar títulos. Veio a oportunidade de disputar esse campeonato diferente do da Itália. Aceitei de primeira mão. Ainda mais que o técnico é brasileiro (Marcelo Fronckowiak), já trabalhei com ele, tem outro jogador brasileiro (Leo Nascimento dos Santos, o Aracaju) na equipe, e seria mais fácil de me adaptar”, conta o oposto. A adaptação nas quadras e com a equipe é boa. O Tours estreou com vitória e atuação decisiva de Abouba. Fora das quadras, o jogador ainda tem um pouco de dificuldade para se expressar, apesar de o francês ser a língua materna dos pais. “Sinceramente, achei que estaria pior", confessa. "Eu consigo compreender tudo que todo mundo fala, não somente no vôlei, mas no mercado. Onde vou, consigo me comunicar bem, mas acho que só daqui dois, três meses, eu vou conseguir realmente conversar numa boa.” Vôlei francês A seleção de vôlei da França acaba de conquistar o ouro em Tóquio. O título olímpico coloca em evidência o campeonato francês. A competição tem um nível elevado e ajuda Abouba a evoluir ainda mais tecnicamente. “Além deles terem acabado de ser campeões olímpicos, as próximas olimpíadas serão em Paris. Eles contrataram o Bernardinho, que é um grande técnico, e têm esse objetivo de ganhar as olimpíadas em casa. Com isso, quem ganha é a liga francesa. Todos os olhos vão estar voltados para cá. Todo mundo vai estar observando o campeonato francês que já tinha um nível muito bom, mas este ano está muito forte”, avalia. O brasiliense quer ajudar o Tours a conquistar todos os títulos da temporada e também "o coração dos torcedores". Ele afirma que o clube comandado pelo técnico Marcelo Fronckowiak está “muito bom” e pode alcançar todos os objetivos. Além disso, participar do campeonato de vôlei francês dá destaque mundial e ajuda Abouba a ficar no radar da seleção brasileira. Seleção brasileira de vôlei Quando o atleta já estava na França, começando os treinos para a nova temporada com o Tours, ele recebeu a boa notícia de sua segunda convocação para a seleção brasileira de vôlei. Ele foi escolhido pelo técnico Renan Dal Zotto para disputar o Sul-Americano em Brasília e ajudou a equipe a conquistar o título. “Foi um momento muito feliz da minha vida. Acho que é o sonho de qualquer atleta poder representar seu país. Receber essa convocação e voltar para o Brasil para defender o título sul-americano foi muito importante, ainda mais que foi em casa. Essa temporada está sendo muito especial para mim e acho que reserva muita coisa ainda”, prevê. Com a aposentadoria do campeão olímpico Wallance, que foi uma de suas referências no vôlei, o oposto está confiante em manter a vaga na seleção nesse novo ciclo olímpico que começa. Abouba nunca pensou em defender o Mali. “Meu sonho sempre foi jogar na seleção brasileira. Outros estrangeiros têm esse sonho de se naturalizar e jogar na seleção. A camisa do Brasil é muito forte. Poder jogar pelo Brasil é uma honra”, pontua o oposto. Contusão Abouba se contundiu na sexta-feira, 1° de outubro. Ele teve rompimento total do tendão de Aquiles direito na vitória do Tours contra o Montpellier, por 3 sets a 2, em partida do torneio de pré-temporada francesa. O oposto será operado nos próximos dias e ficará fora das quadras cerca de oito meses. Em entrevista à sua assessoria de imprensa, Abouba disse que “já está focado na recuperação” e que, em princípio, “fica na França” para o tratamento.
    10/3/2021
    6:05
  • Esporte em foco - Copa do Mundo de Futsal: brasileiros brilham nas Seleções de outros países
    Eles não são tão badalados quanto as estrelas do futebol, mas os brasileiros do futsal também espalham seu talento mundo afora. Agora, na Copa do Mundo da modalidade, que acontece na Lituânia, os jogadores do Brasil reforçam as seleções de equipes como Estados Unidos, Rússia, Cazaquistão e Japão. Como com os colegas dos gramados, a excelência dos atletas do país no futsal é reconhecida de longa data. A equipe do Brasil disputa a competição como favorita, depois de ser eleita a melhor do planeta pela Fifa. Mas os jogadores “brazucas” que construíram a carreira em outros países podem acabar parando numa seleção adversária. Foi o que aconteceu com o goleiro Higor Pires, um dos três brasileiros que entram na quadra com a camisa japonesa. “É uma grande honra. Eu estou no Japão desde 2009, um país que me recebeu de braços abertos. Nunca tive nenhum problema lá. Minha esposa é japonesa, meu filho também”, contou Higor ao enviado especial Marco Martins, da redação em português da RFI. “O povo japonês me trata muito bem, a qualidade de vida é absurda. Poder representar esse país numa competição top no mundo e poder retribuir de alguma forma tudo que eu recebo, o carinho, não tem preço. É uma honra muito grande e enquanto eu puder vestir essa camisa, darei o meu máximo”, sublinha o paulista, de 41 anos. Jogar contra o Brasil Numa Copa do Mundo, ninguém escolhe o adversário. E quando, do outro lado, está a camisa verde e amarela, como fica o coração? Foi o caso nesta semana, quando Brasil e Japão se enfrentaram no mata-mata – e os brasileiros levaram a melhor, eliminando os japoneses por 4 a 2. “No começo incomodou um pouco, sim. Quando eu fui para o Japão, eu não pensava nisso, mas pouco a pouco, vivendo e aprendendo mais sobre a cultura, vendo a qualidade de vida deles, e para mim isso é muito importante, eu não pensei duas vezes [antes de assumir a vaga na Seleção]”, afirma o goleiro. “O ponto determinante para mim foi o meu futuro com a minha família, não o futsal. O meu filho crescer num lugar como o Japão, seria muito bom, por isso eu pensei na naturalização e depois disso veio o futsal, a chance na Seleção”, complementa. Colega de equipe de Higor, o ala Rafael Katsutoshi Henmi tem uma história um pouco diferente. Ele é filho de brasileiros e atua no Benfica, de Portugal. Mas no Mundial, briga pela Seleção do Japão. “Na primeira vez que eu fui para a seleção do Japão, eu tinha 17 anos. Eu nasci no Japão e só fui criado no Brasil. Tudo que eu tenho hoje foi graças ao Japão, todas as oportunidades”, ressalta o jogador, de 29 anos. "Eu já tinha disputado a Copa do Mundo de 2012 na Tailândia e participar de mais uma aqui é sempre com muito orgulho. É muito bom." Diferenças culturais Morando dos 2 aos 15 anos no Brasil, Rafael não tem nem sotaque para falar português, e mantém uma relação forte com os dois países. “São completamente diferentes, mas são duas culturas que eu gosto muito. O calor das pessoas, dos brasileiros, e o respeito e o orgulho dos japoneses, que eu acho que têm uma cultura brutal”, compara. Higor Pires já tem cidadania japonesa, mas reconhece que falar o idioma é mais difícil do que pegar pênalti de jogador brasileiro. “Eu consigo me virar”, comenta, em meio a risos. “Poderia estar falando muito melhor, poderia me dedicar um pouco mais. Mas no dia a dia eu consigo me virar, para entrevistas e tudo mais.” Para dar uma ideia da importância dos jogadores brasileiros para o futsal, na última Copa, em 2016, nada menos do que 25 brasileiros estavam nas quadras disputando por seleções de outros países. Neste ano, a Seleção verde e amarela busca o hexacampeonato. O último título foi na Tailândia, em 2012. A Copa se encerra no domingo que vem. A atual campeã é a Argentina.
    9/26/2021
    5:25
  • Esporte em foco - Brasil encerra fase de grupos invicto e segue como favorito no Mundial de Futsal na Lituânia
    A seleção brasileira de futsal encerrou neste domingo (19) sua participação na fase de grupos invicta. Já classificada após as goleadas contra o Vietnã (9-1) e contra a República Tcheca (4-0), a equipe encarou o último jogo contra o Panamá como um novo desafio para melhorar o entrosamento e reforçar a defesa. Com reportagem de Marco Martins, enviado da RFI à Lituânia O Brasil avança às oitavas de final após vencer o Panamá por 5-1 em Klaipeda, na Lituânia. Apesar de já classificado, o pivô Ferrão, autor de dois gols contra os tchecos, encarou a partida contra os panamenhos com seriedade. “Não tem de relaxar. A gente sabe que cada jogo é uma nova história. A gente precisa, indiferentemente do adversário, de melhorar, de estar cada vez mais como um grupo. Isso é importante. Cada jogo é uma aprendizagem para a gente melhorar porque nos próximos jogos vamos precisar”; afirmou Ferrão antes de entrar em campo. O goleiro Guita ressalta que a equipe, tendo sofrido apenas um gol em duas partidas, precisava mostrar contra o terceiro adversário do Mundial a força também de sua defesa. “Quando o Brasil entra em competições, ainda mais em futsal, a gente sempre visa o título. Claro que tem outras seleções classificadas e vai ser difícil todos os confrontos daqui para frente, mas gente tem que pensar o que a gente quer no final. A gente quer ser campeão. É isso que a gente tem que colocar na mente e ir atrás disso. Entrar para vencer para fazer gol, mostra a força do Brasil e garantir a primeira colocação”, declarou o goleiro. Título é um sonho Para o treinador Marquinhos, o Brasil segue como um dos favoritos ao título, mas tem cada vez mais desafios difíceis pela frente. “É um sonho. Não estamos sozinhos nessa busca. Existem outros concorrentes muito capacitados, A gente está usando cada jogo para progredir, para evoluir taticamente e conseguir uma condição física que nos habilite a continuar sonhando. A gente vai buscar até o final essa possibilidade”, indicou o treinador Marquinhos. O Brasil terminou a fase de grupos no primeiro lugar no grupo D com 9 pontos. A República Tcheca e o Vietnã, que empataram o último jogo (1-1), somaram 4 pontos e ficaram respectivamente na segunda e na terceira posição. O Panamá não marcou nenhum ponto e ficou na lanterninha do grupo.
    9/19/2021
    14:00

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Notícias e entrevistas sobre futebol, tênis, vôlei, Fórmula 1... Espaço aberto para a cobertura exclusiva dos grandes torneios franceses e europeus. Destaque para a atuação dos atletas brasileiros na Europa

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