Radio Logo
RND
Ouça {param} na aplicação
Ouça RFI CONVIDA na aplicação
(171.489)
Guardar rádio
Despertar
Sleeptimer
Guardar rádio
Despertar
Sleeptimer

RFI CONVIDA

Podcast RFI CONVIDA
Podcast RFI CONVIDA

RFI CONVIDA

juntar
Entrevistas diárias com pessoas de todas as áreas.
Entrevistas diárias com pessoas de todas as áreas.

Episódios Disponíveis

5 de 23
  • RFI Convida - “Heroides”, da brasileira Flavia Lorenzi, reescreve narrativas de mulheres mitológicas em Paris
    Acontece neste momento em Paris o festival Fragments que abre espaço para companhias de teatro apresentarem a primeira etapa de suas novas peças. Entre as quatorze companhias de toda a França selecionadas para esta edição 2021 está a Brutaflor, da brasileira Flavia Lorenzi, que apresenta “Heroides” baseada na obra do poeta romano Ovídio. “Heroides” é um conjunto de poemas do ponto de vista feminino. Ovídio imaginou e escreveu, provavelmente entre os anos 20 e 16 a.C, 21 cartas enviadas por mulheres mitológicas (Penélope, Ariane, Medeia, Dido...) a seus amantes e maridos ausentes. A obra de Ovídio foi apenas o ponto de partida da peça criada por Flavia Lorenzi. A ideia era criar um diálogo entre as vozes antigas e as vozes contemporâneas para dar uma existência moderna a esses mitos. “Eu achei muito instigante esse lugar da espera, da mulher que foi traída ou abandonada. Eu pensei que seria uma forma de rever essas narrativas femininas e dar a elas uma nova forma de existência. Tentar reescrever essas histórias, colocando a mulher realmente no centro. Como a gente ocupa esse lugar sem ser pelo choro, pela dor?”, explica Flavia. Entre fragmentos das cartas das heroínas de Ovídio, há textos imaginados pelas atrizes e também textos da artista franco-americana Niki de Saint Phalle. Uma obra sobre narrativas femininas criada quase 100% por mulheres. São sete mulheres em cena e apenas um homem na equipe, o diretor musical Baptiste Lopez. Cinco brasileiras integram a trupe. Trabalho coletivo A peça “Heroides” é multidisciplinar, cruzando teatro, dança e música. “É um teatro musical. Muitas atrizes têm uma carreira dupla entre teatro e música. E tem a questão do movimento, da coreografia, que vem pontuar o trabalho”, conta a diretora. O trabalho de criação é coletivo, uma característica que sempre marcou a companhia Brutaflor. “Gosto de pensar o teatro como um lugar do coletivo. Nas minhas peças não existe protagonista. Existe esse grupo e dentro desse grupo, desse coral, vão emergindo as singularidades”, revela. Flavia Lorenzi fundou a Brutaflor na França em 2012 e “Heroides” é a sexta produção da companhia. A seleção para o Festival Fragments, neste momento de saída da pandemia, quando os teatros ainda estão sendo muito impactados pela crise, é fundamental para o futuro da peça. “Mostrar essa primeira etapa da criação para o público é interessante. É também um momento em que os profissionais e programadores podem vir e projetar o futuro dessa criação. Mais do que nunca, o Festival Fragments é importante para esses projetos que estão nascendo”, conclui. A peça “Heroides” da companhia Brutaflor está em cartaz até esta quarta-feira (20) no espaço Le Grand Parquet de Paris.
    10/20/2021
    7:04
  • RFI Convida - No rastro de exploradores, romance retraça a história da Amazônia entre Brasil e Guiana Francesa
    Um casal de exploradores franceses do século 19 que decide se aventurar pela região entre o que hoje são o Amapá, o Pará e a Guiana Francesa. Esta foi a pista seguida pelo escritor suíço e jornalista Patrick Straumann, em seu novo livro, Oyapock. O romance amarra a experiência de Henri e Octavie Coudreau há 120 anos com o cenário atual da região. Apaixonado pelo Brasil, Straumann seguiu os passos dos Coudreaus pelo interior do Amapá e do Pará, para recontar as aventuras deste casal que, trabalhando para o governo francês, levantou todo tipo de informações sobre a região, que era alvo de disputa de fronteiras. “Eles eram os últimos viajantes exploradores da região. Nasceram no sudoeste da França, começaram a explorar a região a partir da Guiana Francesa e, depois do início da república [brasileira], trabalharam para o governo do Pará. O que me atraiu nessa história é que eles começaram como um casal clássico e depois começaram a trabalhar juntos, e inventaram uma vida de casal bastante moderna. Depois eles desertaram a França para trabalhar para o Brasil, o que significa que eles mudaram completamente de vida.” O livro, ao costurar o século 19 com o 21, recria um painel histórico de tentativas de colonização da região com população de fora, exploração da borracha e dos minérios na Amazônia, fim da escravidão e criação da República no Brasil. Uma república independente antes de 1889 No mergulho para melhor entender este território, Straumann faz ressurgir eventos esquecidos, como a criação da República de Cunani, em 1886. Na fronteira entre a Guiana Francesa e o Brasil, a localidade tentou decretar sua independência, reunindo comerciantes franceses, aventureiros e negros que buscavam a liberdade. “A França queria integrar essa região e Portugal, e depois o Brasil também queria integrar essa região. Nessa indefinição, a população decidiu a uma certa altura declarar a independência, mas isso não teve muita consequência, por ser uma região muito isolada. Mas esse território virou um espaço para aventureiros, para escravos que fugiam, para condenados que fugiam da Guiana. Essa sociedade inventou, de uma certa maneira, um novo jeito de viver um pouco utopista”, conta o autor. As marcas francesas, no entanto, não ficaram registradas na história oral da região. “Quando passei no vilarejo Cunani, a população é evidentemente brasileira e as referências são a de uma história de quilombo, dos pretos que fugiram das fazendas para viver em liberdade. E só visitando a igreja, que tem sinos feitos em Nantes, para descobrir esse passado francês”, ele descreve. O romance ainda revela outras joias ainda pouco conhecidas do lugar, como os resquícios de artes rupestres, já conhecidos no século 19, mas ainda pouco estudados. No traço de Coudreau, Straumann encontra um explorador já preocupado com a preservação da floresta e deslumbrado com as riquezas amazônicas que podem ser exploradas sem devastá-la. O livro “Oyapock” está sendo lançado em outubro na França pela editora Chandeigne. O título ainda busca editor para sua versão brasileira.
    10/19/2021
    7:07
  • RFI Convida - “Crise agravada pela pandemia é nosso grande adversário”, diz novo presidente de Cabo Verde
    Mesmo se os resultados definitivos ainda não foram publicados, a apuração aponta a clara vitória nas eleições presidenciais do candidato da esquerda tradicional, José Maria Neves, já no primeiro turno, com mais de 51% dos votos. No entanto, o novo chefe de Estado vai ter que coabitar com um primeiro-ministro de centro direita e administrar um país que ainda tenta se recuperar do impacto da pandemia em sua economia. Em entrevista exclusiva à RFI, Neves fala dos desafios que tem pela frente.  Os resultados ainda deverão ser validados pela comissão eleitoral e, cinco dias depois, o novo presidente assume o cargo. Porém, o chefe de Estado eleito já sabe quais serão suas prioridades. “O nosso grande adversário é a crise que se agravou agora com a pandemia e temos de trabalhar de mãos dadas”, resume Neves. Se o novo presidente fala da Covid-19 antes mesmo de assumir o cargo é porque a crise sanitária transformou a economia do país. Apesar da relativa estabilidade política, o Cabo Verde é extremamente dependente do turismo, que representa 25% de seu Produto Interno Bruto. E a Covid-19 acabou estremecendo as finanças cabo-verdianas.  Em 2020, após anos de crescimento (5,7% e 2019 e 4,5% em 2018), Cabo Verde registrou uma queda no número de visitantes, seguida de uma recessão histórica, na casa dos 14%. A maioria dos hotéis fecharam suas portas e muitos cabo-verdianos, que atuavam no setor, perderam seus empregos.  O presidente eleito também fala de mãos dadas pois sabe que terá que administrar um país cujo executivo é controlado pelo primeiro-ministro de centro direita, Ulisses Correia e Silva. “Serei um presidente que irá costurar pontes, entendimentos, consensos ao nível do país para unir a nação global cabo-verdiana”, disse Neves. “Eu quero ser um fator positivo e pretendo, sobretudo, puxar o país para cima. A estabilidade é um recurso estratégico”. Ouça a entrevista completa clicando acima.
    10/18/2021
    7:04
  • RFI Convida - Startup brasileira ganha prêmio da Unesco por projeto que ensina mulheres a programar
    Neste ano, o prêmio da Unesco pela educação de meninas e mulheres será concedido a uma startup social brasileira. A Reprograma, de São Paulo, receberá US$ 50 mil por seu projeto de ensino de programação para mulheres e sua inserção no mercado de tecnologia. "Nosso objetivo é trazer mais diversidade para a área de tecnologia brasileira", explica Mariel Reyes Milk, diretora da empresa. O projeto "Reprogramar o setor de tecnologia do Brasil" começou em 2016, em São Paulo, com aulas gratuitas para ensinar a programação a meninas e mulheres de baixa renda, com atenção particular à população negra e transgênero. O objetivo final é trazer mais diversidade para esse setor: as mulheres são apenas 13% dos alunos em cursos de ciências da computação e quase metade delas acaba desistindo. “Esse é um desafio no Brasil e no mundo inteiro. A sociedade fala para essas meninas, desde muito pequenas, que as ciências, a computação e outras áreas de tecnologia não são para elas. A solução para isso é mudar a forma como as adolescentes percebem essas áreas", resume Reyes Milk. Em cinco anos, o projeto já beneficiou cerca de 10 mil mulheres em todo o Brasil, atendidas agora também por cursos online. O Reprograma ainda ajuda essas mulheres a encontrarem emprego na área. "Achamos empresas que estão interessadas em aumentar a diversidade de suas equipes, formamos essas mulheres ao longo de 18 semanas e apresentamos para essas empresas", conta Reyes Milk. “Nosso objetivo é fechar completamente esse ciclo. Além disso, muitas dessas mulheres que formamos estão agora voltando para a Reprograma como professoras, então estamos também aumentando o número de professoras”, diz. Prêmio dividido com Moçambique A cerimônia oficial de entrega do prêmio acontece nesta sexta-feira (15), de forma virtual por conta da pandemia.  Além da startup brasileira, também será premiado um projeto de Moçambique, Girl Move, que promove rodas de conversa e mentoria entre meninas.
    10/15/2021
    7:39
  • RFI Convida - Nos 40 anos da lei "Lang", simpósio em Paris debate regulação do preço do livro no Brasil
    Em entrevista à RFI, Livia Kalil, doutoranda no Instituto de Altos Estudos da América Latina (IHEAL/CREDA, em cotutela com a USP), detalha as motivações do seminário internacional sobre a lei do preço único do livro no Brasil. O simpósio “Por uma Lei da Bibliodiversidade” pretende pautar questões que envolvem não apenas a política de regulação do preço do livro, mas também a “cultura do livro”, mediando a concorrência desleal no setor, após o sucesso da lei Lang na França. Para ver a entrevista na íntegra clique na imagem acima A pesquisadora brasileira Livia Kalil organiza o simpósio de 13 a 15 de outubro ao lado da professora Marisa Midori Deaecto [Escola de Comunicação da USP] e parceiros como o Instituto de Estudos Avançados da USP e o Consulado da França em São Paulo, entre outros. Ela relata que a ideia surgiu no ano passado, para homenagear os 40 anos da lei Lang [referência ao sobrenome do ex-ministro da Cultura francês, Jack Lang] na França, um texto que foi aprovado por unanimidade pelo congresso francês em 1981 e que mobilizou massivamente a sociedade francesa, combatendo a concorrência desleal contra as livrarias. “Hoje sabemos que a lei Lang teve um balanço muito positivo na França”, avalia Kalil. “Os resultados foram muito expressivos ao longo desses 40 anos e hoje esse texto consegue não apenas regulamentar o preço dos livros, mas um dos objetivos principais dessa lei era manter um rede densa de livrarias em todo o território nacional, com livrarias independentes; apoiar o pluralismo editorial e a diversidade de publicações”, afirma a doutoranda. “Hoje a França possui cerca de 3.200 livrarias independentes e o acesso ao livro foi muito mais democratizado”, relata. A vitória francesa despertou o debate sobre o preço único do livro em todo o mundo. Portugal (1996), Grécia (1997), Áustria (2000), Argentina (2001), Coreia do Sul (2002), Países Baixos (2005), Itália (2005), México (2008), Japão (2008) e Bélgica (2019) adotaram a política de regulação. A importância de se regular preços nesse tipo de mercado é essencial, segundo Kalil: “as livrarias independentes não têm condições de fazer frente às práticas comerciais agressivas dessas grandes redes. Passou-se a querer criar uma lei de regulamentação do preço do livro a partir de meados dos anos 1970, quando surgiu a Fnac”, lembra. Brasil já tem PL para regular preço do livro O Brasil já tem um debate tramitando no senado neste sentido, o projeto de lei Política Nacional do Livro e Regulação de Preços (PL 49/2015), que deve ser compreendido como uma extensão da Lei do Livro de 2003. A pesquisadora argumenta que não há livre circulação do saber, ou seja, não se pode apoiar a ampla difusão do livro em um mercado no qual as estratégias de concorrência se colocam em condições desiguais.  “O projeto de lei de autoria da senadora Fátima Bezerra foi criado em 2015 e tramita desde então no Senado. Ele tem por objetivo e diretrizes fomentar o livro como um bem cultural muito importante. É importante lembrar que o livro não é um produto como os outros, é também algo muito afetivo para nossas sociedades”, diz. Governo Bolsonaro quer desrespeitar cláusula pétrea da Constituição para taxar livros No Brasil, no entanto, os obstáculos parecem grandes para esse tipo de regulação do mercado do livro, a começar pelo próprio ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, que quer começar a taxar o livro. “ A não taxação do livro [como bem cultural] até agora sempre foi assegurada pela Constituição Federal. Hoje o governo está pautando uma contribuição nova, uma reforma tributária que permitirá taxar o livro e o fim dessa isenção acarretaria um encarecimento por volta de 12% dos livros”, conclui Kalil. Clique aqui para acessar a página oficial do simpósio na França no Instagram.
    10/13/2021
    7:10

Sobre RFI CONVIDA

Entrevistas diárias com pessoas de todas as áreas. Artistas, cientistas, professores, economistas, analistas ou personalidades políticas que vivem na França ou estão de passagem por aqui, são convidadas para falar sobre seus projetos e realizações. A conversa é filmada e o vídeo pode ser visto no nosso site.

Website da estação

Ouve RFI CONVIDA, A história do Brasil nas ruas de Paris E várias outras estações de todo o mundo com a aplicação radio.pt

RFI CONVIDA

RFI CONVIDA

Descarregue agora gratuitamente e ouve facilmente o rádio e podcasts.

Google Play StoreApp Store

RFI CONVIDA: Podcast do grupo

RFI CONVIDA: Rádios do grupo

Information

Devido às restrições do seu browser, não é possível reproduzir directamente esta estação no nosso website.

No entanto, você pode tocar a estação aqui no nosso Popup-Player radio.pt.

Radio