96 episódios
- João Duarte é geólogo e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde é director adjunto do Instituto Dom Luiz. Doutorou-se pela Universidade de Lisboa, com uma tese sobre a tectónica do Golfo de Cádis e o papel do Arco de Gibraltar, e foi investigador na Universidade Monash, na Austrália. Trabalha na modelação de diferentes ambientes tectónicos, desde a subducção — o processo em que uma placa tectónica mergulha por baixo de outra, afundando-se no interior da Terra — à ligação entre a tectónica e as marés e, mais recentemente, na geologia de outros planetas rochosos e na origem da vida. É presidente da Divisão de Tectónica e Geologia Estrutural da União Europeia das Geociências, a EGU, e sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.
Neste episódio, João Duarte conta o que o levou à geologia e ao estudo das placas tectónicas, e explica-nos o que são, afinal, estas peças que formam a superfície da Terra e porque é que se movem.
Falamos da ideia de que os oceanos não duram para sempre — nasceram, crescem e um dia voltarão a fechar-se — e da hipótese, abordada no seu trabalho, de se estar a formar uma nova zona de subducção a sudoeste de Portugal.
A conversa passa pela causa do sismo de 1755, pela informação geológica de que dispomos e sobre o risco sísmico em Portugal, e ainda por tópicos mais inesperados do seu trabalho — o clima ao longo de milhões de anos, a origem da vida e a comparação com outros planetas rochosos.
See omnystudio.com/listener for privacy information. - Beatriz Subtil é comunicadora de ciência e doutorada em Ciências Biomédicas pela Universidade Radboud, nos Países Baixos. Depois de vários anos dedicados à investigação, trocou o laboratório pela comunicação de ciência e fundou o projeto Subtilmente, com o objetivo de promover a literacia em saúde e estilos de vida mais saudáveis — traduzindo a complexidade da biologia humana para a linguagem do dia a dia, e cruzando o rigor científico com ferramentas práticas. É autora do podcast "De Boa Saúde", na Antena 1, e publicou recentemente, na Pergaminho, o livro Desregulados — Entre o Stresse Crónico e o Excesso de Prazer: Como Encontrar Equilíbrio e Regular o Sistema Nervoso no Mundo Moderno.
Neste episódio, Beatriz Subtil conta o que a levou a sair do laboratório para a comunicação de ciência e explica o "paradoxo do conforto moderno" — a ideia de que o nosso corpo, moldado ao longo de milhões de anos para a escassez e o perigo, foi atirado em muito pouco tempo para um mundo de abundância e conforto. Fala da "checklist da desregulação", explicando o que é um sistema nervoso regulado e como lá chegar.
See omnystudio.com/listener for privacy information. - Cláudia Cavadas é professora na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e investigadora no Centro de Neurociências e Biologia Celular, onde lidera o grupo "Neuroendocrinologia e Envelhecimento". Licenciada em Ciências Farmacêuticas, com doutoramento em Farmacologia e uma passagem por Lausanne, na Suíça, dedica-se desde 2008 a estudar o envelhecimento e o modo como este processo pode ser modulado para prevenir as doenças associadas à idade. Foi vice-reitora da Universidade de Coimbra para a Investigação e presidiu à Sociedade Portuguesa de Farmacologia. Acaba de publicar, pela Contraponto, um livro de divulgação, Os Segredos do Corpo — Como Retardar o Envelhecimento e Prevenir Doenças Crónicas.
See omnystudio.com/listener for privacy information. - José Francisco Rodrigues é matemático e presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Nascido em Lisboa, em 1956, formou-se na Universidade de Lisboa, onde é Professor Catedrático desde 1994, e estudou nas universidades de Paris e de Bona. Ao longo da carreira, dedicou-se sobretudo às equações com derivadas parciais — as ferramentas matemáticas que descrevem fenómenos como a propagação do calor ou o movimento dos fluidos — e, em particular, aos problemas de fronteira livre, como o do gelo que derrete, em que a fronteira entre a água e o gelo se vai deslocando. Interessou-se também pela história e pela divulgação da matemática, e recebeu o Prémio Gulbenkian de Ciências Básicas em 2004. Foi delegado português à fundação da Sociedade Europeia de Matemática, dirigiu o Centro Internacional de Matemática e presidiu ao Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências de Lisboa. É membro da Academia das Ciências desde 1994 e preside atualmente à instituição.
Neste episódio, conta-nos o que o levou à matemática e descreve, mesmo para querm é alheio à matemática, aquilo a que dedicou a vida científica. A conversa centra-se depois na Academia das Ciências de Lisboa — o que é esta instituição, de nome solene, como e quando nasceu, e que papel foi tendo na ciência e na cultura portuguesas ao longo de quase dois séculos e meio, desde a sua fundação em 1779, no reinado de D. Maria I, até hoje. Fala do que a Academia faz na actualidade, das suas sessões, prémios, dicionários, museu e biblioteca, e da missão de aconselhar o poder político, levando o conhecimento científico às políticas públicas.
See omnystudio.com/listener for privacy information. - Miguel Miranda é geofísico e professor catedrático jubilado da Universidade de Lisboa. Dedicou a carreira ao estudo do planeta — da geofísica marinha à geodinâmica e aos tsunamis — e reúne uma longa experiência na direçcão de instituições científicas: presidiu entre 2012 e 2023 ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o IPMA e é hoje director executivo do AIR Centre, uma rede internacional de investigação sediada nos Açores, dedicada à cooperação científica em torno do Atlântico.
Neste episódio, Miguel Miranda conta o que o levou a estudar o mar, os sismos e os tsunamis, e o que aprendeu sobre o clima de Portugal nos anos em que esteve à frente do IPMA. E explica por que razão Portugal e, mais em geral, o Sul da Europa são locais onde o aquecimento global se faz sentir mais intensamente. Falamos dos verões de calor extremo, das secas e dos grandes incêndios, e o que nos leva a relacioná-los, com confiança, às alterações climáticas.
Por fim, a conversa é sobre o AIR Centre e o modo como a observação da Terra a partir do espaço ajuda a resolver problemas concretos nas duas margens do Atlântico.
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Sobre Mais lento do que a luz
Uma conversa sobre ciência, o Universo e tudo o resto com David Marçal e Carlos Fiolhais.
O som é muito mais lento do que a luz: 340 m/s em contraste com os estonteantes 300 000 km/s da luz, a sua velocidade no vazio. A voz dos convidados deste podcast chegará aos microfones à velocidade da som e daí seguirá, mais lento do que a luz no vazio, através dos cabos de fibra óptica, que formam a Internet hoje.
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