Edição da rubrica Grandes Livros, com a advogada Clara Monjardino, realizada na LAR DOCE LIVRO - Livraria, Café & Posta-Restante, de Angra do Heroísmo (ilha Terceira, arquipélago dos Açores, Portugal), e com o romance "O Lobo das Estepes", de Hermann Hesse, em destaque.
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AUTORIA E APRESENTAÇÃO: Joel Neto. GENÉRICO: Guesswho. PÓS-PRODUÇÃO: Joel Neto. UMA PARCERIA Lar Doce Livro/Rádio Voz dos Açores.
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Foi anatemizado como imoral durante mais de 3 décadas, em resultado das (digamos) liberdades sexuais e do uso de drogas recreativas por parte das duas personagens, mas Jack Kerouac recuperou-o no seu próprio livro Big Sur (de 1962), transformando-o num símbolo da geração Beat e da revolução sexual dos anos 1960.
Monumento ao existencialismo e, ao mesmo tempo, manifesto anti-nacionalista alemão – com Goethe e Mozart como primeiros adversários –, "O Lobo das Estepes" (ou "Der Steppenwolf"), de Hermann Hesse, foi publicado em 1927 e conta a história de Harry Haller, um intelectual alcoólico e misantropo que, aos 50 anos, chega à conclusão de que a sua situação simplesmente não tem saída.
Mas a vida ainda lhe reserva surpresas. Ao cruzar-se com um pequeno livro – na verdade um panfleto – que estranhamente o trata pelo nome, e onde se parecem reflectir na perfeição a sua história e as suas angústias, vai dar a um bar onde conhece a desconcertante jovem Hermine, que por sua vez lhe apresenta a também jovem Maria (em breve sua amante) e o irascível músico Pablo (rapidamente objecto das suas maiores atenções).
Surpreendentemente, isso desencadeia uma sequência de incidentes do domínio do fantástico, dir-se-ia que psicadélicos, e que, lenta mas persistentemente, vêm a despertá-lo do seu longo sono existencial...