Edição da rubrica Psicologia & Educação, com as psicólogas Raquel Nunes e Fabiana Gomes, a educadora Cláudia Correia e a anfitriã (e moderadora) Marta Cruz. Uma conversa gravada ao vivo na LAR DOCE LIVRO - Livraria, Café & Posta-Restante, de Angra do Heroísmo (ilha Terceira, arquipélago dos Açores, Portugal) , com a morte e a dificuldade de explicá-la às crianças como pano de fundo.
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AUTORIA E APRESENTAÇÃO: Marta Cruz. GENÉRICO: Guesswho. PÓS-PRODUÇÃO: Joel Neto. UMA PARCERIA Lar Doce Livro/Ordem dos Psicólogos/Rádio Voz dos Açores.
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"A cessação definitiva e irreversível das funções biológicas que sustentam um organismo, e marcando o fim da existência." Assim se define, à luz da ciência, a morte. Com ela vêm os dogmas sociais de cada lugar do mundo, a reação de cada cultura, as crenças de cada religião e, claro, a capacidade emocional de quem por ela passa (os que para ela caminham, em regime de doença ou avançar da velhice; e os que lhes sobrevivem).
Podíamos encará-la com serenidade e aceitação, e talvez até concebê-la menos como um fim absoluto e mais como uma transição natural, sem deixarmos de perceber a sua irreversibilidade. Assim acontece em grande parte das culturas orientais. Mas no Ocidente a morte tem vindo a evoluir, desde a Idade Média, de um episódio doméstico e livre de angústia para um momento perturbador, associado a sofrimento e a medo – e, consequentemente, interdito e silenciado.
Os adultos, que já tiveram tempo de adquirir as componentes essenciais de compreensão da morte, escondem-se dela e, por vezes, pouco ou nada encaram o luto. E as crianças? Como lidam as crianças com a morte? Existe uma maneira certa de o fazer? E como devemos nós, familiares e educadores, guiar a criança no processo de compreensão da morte e do luto?