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Ontem Já Era Tarde

Luís Aguilar
Ontem Já Era Tarde
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  • Ontem Já Era Tarde

    Daniel Sá: “Por mim, Ronaldo deve jogar na Seleção até aos 80 anos”

    08/1/2026 | 58min
    Especialista em marketing desportivo e diretor executivo do IPAM, Daniel Sá tem-se habituado a olhar para as grandes figuras do desporto como marcas. Presença assídua nos media nacionais e internacionais, e autor de vários livros sobre o tema, afirma que “Michael Jordan, no mercado americano, e David Beckham, na Europa, abriram a porta aos jogadores enquanto marcas globais”.
    Em relação aos treinadores, não tem dúvidas: “Mourinho foi o primeiro treinador superstar.” Sobre Cristiano Ronaldo, e ao contrário da opinião generalizada, defende que a ida para a Arábia Saudita ou a recente visita à Casa Branca — onde esteve com Donald Trump —, apesar de muita contestação, não tiveram qualquer impacto negativo: “É uma marca que continua a crescer e já pouco precisa do futebol jogado”, revela.
    Daniel Sá divide Ronaldo em quatro dimensões: “Há o jogador, depois vem o atleta que participa em publicidades, segue-se o influencer e, hoje, temos a fase do investidor. A marca atualmente vive mais destes três ‘Ronaldos’ do que daquele que está dentro do campo.”
    Sobre a permanência de Ronaldo na Seleção Nacional, Daniel Sá não entra na conversa dos adeptos, mas fala como marketeer: “Por mim, Ronaldo jogava na Seleção até aos 80 anos. Em termos de contratos, prémios, direitos televisivos, a Seleção vale muito mais por ter Ronaldo. É assim há muito tempo. Ele tem alimentado a Seleção nesse sentido.”
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  • Ontem Já Era Tarde

    Os mais ouvidos de 2025, com Pedro Henriques: “No Benfica vi o Schwarz dar uma chapada ao César Brito. Era normal haver pegas”

    01/1/2026 | 55min
    Passou por clubes como Benfica, FC Porto, Belenenses, Vitória de Setúbal, Santa Clara ou Académica e representou a seleção nas camadas jovens, incluindo o Mundial de sub-20. Após a carreira, teve uma breve incursão no imobiliário e não previa voltar ao futebol. Mas tudo mudou com um convite da SportTV para comentar salários em atraso — tema que conhecia bem. A experiência correu bem e a televisão tornou-se caminho sério. Após 17 anos como comentador na SportTV, juntou-se à equipa de análise desportiva da SIC Notícias.
    Durante a carreira, viveu episódios marcantes. No Benfica, confrontou um jornalista que o culpou por um golo sofrido... quando já nem estava em campo. “Já tinha sido substituído. Pensei que ele era maluco ou mau caráter.” Passado algum tempo, encontrou-o e abordou-o:“Perguntei se tinha algo contra mim. Ele respondeu: ‘Não, tenho muita admiração por si.’ Quando dizem isso, normalmente é mentira. Era daqueles que criticava sem avaliar.”
    Até ao final de 2025, a SIC Notícias recupera os episódios mais ouvidos do ano de ‘Ontem Já Era Tarde’. Recorde aqui as histórias do antigo defesa do Benfica.
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  • Ontem Já Era Tarde

    Os mais ouvidos de 2025, com Ricardo Araújo Pereira: “No fundo do meu telemóvel tenho uma foto do Eusébio. Não tenho das minhas filhas, porque as minhas filhas nunca marcaram um golo pelo Benfica”

    26/12/2025 | 1h 10min
    É uma história que Ricardo Araújo Pereira já contou várias vezes, mas que continua a guardar como um dos momentos mais marcantes da sua vida. Certo dia, enquanto seguia de carro com os pais, viu Eusébio a tentar apanhar um táxi. Pediu ao pai que parasse e dirigiu-se ao antigo jogador para lhe oferecer boleia.
    “Ele estava com dificuldades em apanhar um táxi porque iam todos ocupados. É logo algo que não faz sentido. Se o Eusébio quer um táxi, a outra pessoa tem de sair e deixá-lo entrar. É isso que faz sentido”, recorda.
    Eusébio aceitou o convite. Tinha de chegar ao aeroporto de Lisboa, de onde o Benfica partiria para um estágio. “Eu não conseguia falar. Estava perto de uma divindade. Mas os meus pais, que não são crentes, foram sempre a falar com ele”, conta, entre risos.
    Durante a viagem, o pai de Ricardo contou um episódio curioso: certo dia, numa piscina onde se encontravam vários jogadores do Benfica, teve uma cãibra dentro de água. Foi Eusébio quem o retirou da piscina e lhe deu uma picada no músculo para aliviar a dor. “E o Eusébio, muito simpaticamente: ‘Então não me lembro?’ Eu, sempre calado.”
    No dia seguinte, o jornal A Bola noticiava que Eusébio tinha sido o único a chegar a horas ao aeroporto, referindo apenas que “se deslocou por meios próprios”. “Era como se o carro do meu pai tivesse sido nacionalizado e dado ao Eusébio — o que acho bem e lícito”, comenta com humor.
    Hoje, guarda uma imagem desse ídolo sempre por perto. No fundo do telemóvel, está uma fotografia de Eusébio com a camisola do Benfica. “O Eusébio está impecável em todas as fotos. Às vezes perguntam-me: ‘Então tens uma foto do Eusébio em vez de teres das tuas filhas?’ E sou obrigado a responder: ‘As minhas filhas não marcaram um golo pelo Benfica.’”

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    Os mais ouvidos de 2025, com Sá Pinto: “No Vasco da Gama os treinos eram interrompidos por rusgas e tiros de metralhadora”

    18/12/2025 | 1h
    Ricardo Sá Pinto é um daqueles jogadores que deixa marca nos adeptos do Sporting. Uma ligação emocional que resiste ao tempo. Contratado ao Salgueiros na época 1994/95, criou desde logo um vínculo especial com as bancadas de Alvalade. Um laço tão forte que ainda hoje lhe vale a alcunha de “Coração de Leão”.
    Mais tarde, transferiu-se para a Real Sociedad e, após três épocas em Espanha, teve nova oportunidade de regressar ao clube do coração. “Voltei com aquela vontade de ganhar um campeonato e jogar uma Champions pelo Sporting. Consegui ambas”, recorda.
    Mas apenas 15 dias depois de assinar novamente pelos leões, no verão de 2000, surgiu uma proposta que poucos recusariam: “Os dirigentes do Sporting na altura podem confirmar. O Real Madrid quis contratar-me e estava nas minhas mãos.” Sá Pinto tinha dado nas vistas na liga espanhola. Especialmente num jogo em que deixou Roberto Carlos, um dos melhores laterais-esquerdos da história, em agonia. O Real não ficou indiferente. Florentino Pérez, já então presidente dos merengues, chegou a afirmar publicamente que faltava pouco para que Sá Pinto se juntasse a Luís Figo, o primeiro galáctico da sua era. E Figo também fez pressão para voltar a ter Sá Pinto ao seu lado. Ambos tinham sido colegas nos leões e passaram muitos anos a jogar lado a lado na Seleção Nacional.
    Mas o negócio não se concretizou. “O Sporting seria ressarcido em dinheiro e com jogadores. Se eu quisesse sair, tinha saído. Mas, por incrível que pareça, disse não ao Real Madrid. Tinha acabado de voltar ao meu clube e trair o Sporting não é a minha forma de estar.”
    Sá Pinto admite que a decisão não foi fácil e garante que, se estivesse noutro clube estrangeiro, talvez não hesitasse. Mas o sportinguismo falou mais alto.
    A escolha acabou por ser recompensada. Em 2001/2002, já em Alvalade, foi peça importante na equipa que conquistou o título nacional, orientada pelo romeno Lazslo Boloni, e ao lado de nomes como Schmeichel, João Vieira Pinto ou Jardel — que lhe tinha escapado na primeira passagem pelo clube.
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    Artur Soares Dias: “Não é difícil arbitrar Champions. Jogadores querem jogar. Difícil é apitar em Portugal”

    10/12/2025 | 59min
    Filho de um árbitro, Artur Soares Dias cresceu a acompanhar o pai nos estádios, habituou-se cedo ao ambiente do futebol e conheceu, desde jovem, tanto o lado fascinante como as dificuldades da profissão. Nada disso o demoveu — nem sequer os avisos do próprio pai, que procurou dissuadi-lo de seguir o mesmo caminho.
    Ainda na adolescência, inscreveu-se no curso de arbitragem e iniciou um percurso que o levou a subir, etapa a etapa, todos os escalões. Hoje, é considerado um dos árbitros mais conceituados do país e uma das referências internacionais da sua geração.
    Ao longo da carreira, dirigiu inúmeros grandes jogos em Portugal, incluindo clássicos e dérbis, e somou momentos marcantes no plano internacional. Entre eles, destacam-se a presença no Euro 2024, a final da Conference League desse mesmo ano entre Olympiacos e Fiorentina, e a primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões 2022/23, que colocou opôs Real Madrid a Manchester City.
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Sobre Ontem Já Era Tarde

O futebol é o ponto de partida nestas conversas sem fronteiras ou destino agendado. Todas as semanas, sempre à quinta-feira, Luís Aguilar entra em campo com um convidado diferente. O jogo começa agora porque Ontem Já Era Tarde.
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