O sorriso franco de Clara Keel Pereira traduz a paz que um caminho duro deixou. Mateus, o seu filho mais velho, que nasceu com Trissomia 21 e faleceu aos 43 dias de vida, não é apenas uma memória, mas uma intercessão com quem que esta jovem mãe, o seu marido Luís e os restantes filhos, se relacionam.
Se só assim poderia ser, para ultrapassar a dor de perder um filho no colo, não sabemos, mas a profunda fé, também as perguntas que Maria da Luz, com sete anos, da Maria da Paz, com cinco anos, do Lourenço, que tem três anos - e um dia a Esperança, que hoje tem 10 meses, fazem sobre o irmão mais velho – e também sobre o bebé que perderam às 12 semanas de gestação – molda o relacionamento familiar, a conceção de vida e de transcendente também.
A primeira experiência de maternidade de Clara é traduzida à luz de uma grande confiança, que a acompanhou quando aos 24 anos é confrontada com um diagnóstico e com a perda do seu filho; foi isso que lhe permitiu também, e ao marido, não se encerrarem na dor mas perseguirem a concretização do seu projeto familiar, através dos filhos e da relação com o mundo.
Antecipamos o Dia da Mãe com Clara Keel Pereira, mãe de seis filhos, que conta como é cuidar de quatro filhos entre os seis anos e os 10 meses, e confiar que «dois estão no céu» e que «já vivem a plena felicidade».