838 episódios
- José Rui Teixeira tece a vida com as palavras, dos livros,dos encontros, dos caminhos. A poesia veio primeiro, nas palavras da mãe, nos livros do avô na ‘casa de terra batida’, lugares de memórias e de linguagem afetiva – a mesma que o levou a querer escrever.
A vocação de peregrino foi-se estabelecendo com a vida,quando percebeu a necessidade de se deixar encontrar e resignificar trilhos, ora feitos pela Teologia, pela Filosofia ou pela Literatura.
No caminho da vida, marcou-o a generosidade da irmã Fernanda, que o abriu à Teologia, quando na Livraria Paulinas lhe emprestava livros à segunda-feira - que ele devolvia imaculados à sexta, porque não tinha dinheiro para os comprar; o poeta Daniel Faria, que conheceu no Seminário diocesano do Porto, lhe apresentou novas vozes, com quem partilhava o autocarro 37 e interrogações sobre Deus; o padre Leonel Oliveira, da Comunidade de Fradelos, sacerdoteprofético que acreditava “na liberdade dos filhos de Deus”, radicada na “simplicidade, coragem, alegria e desassombro” que o conduziu à liderança laical de uma comunidade; a irmã Lúcia, de quem leu os escritos e escreveu a biografia que seguiu para a Causa de Canonização, no Vaticano, e que convida a conhecer pelo seu “imenso amor ao Reino de Deus”.
José Rui Teixeira continua a caminhar no ‘Átrio dos Gentios’mas, tal como o padre de Fradelos caminha dentro, sem deixar que as inconsistências que encontra, afetem o dom da fé e o dom da poesia. - Falamos hoje do projeto Missão Agora, desenvolvidopelo Patriarcado de Lisboa.
Foi depois da realização da Jornada Mundial daJuventude Lisboa 2023 que o patriarca, D. Rui Valério, lançou o repto da missão, para dar continuidade ao entusiasmo daquele ano, procurando que a alegria e participação pudesse concretizar-se em compromisso. Este projetoassente em quatro pilares (oração, comunidade, missão e formação) teve a sua primeira edição entre abril e maio na paróquia de São Maximiliano Kolbe, em Chelas.
Recebemos neste programa Hugo Falcão Ramos, um doscinco participantes, e Susana Ferreira, da coordenação Missão Agora. - Tony Neves na Matola, MoçambiqueOs Espiritanos chegaram a Moçambique em 1996. É uma presença muito jovem, com tudo o que tal representa. Os missionários são jovens, as estruturas frágeis, mas a vontade de anunciar o Evangelho e caminhar com o povo é enorme. Tive a alegria de, mais uma vez, visitar o país com o objetivo único de estar com os missionários e com eles avaliar a missão que ali se desenvolve, bem como lançar os compromissos espiritanos para os próximos anos. O Conselho Ampliado do Grupo, sob a forma de Assembleia Geral, reuniu na Matola, periferias de Maputo, todos os Espiritanos que vivem e trabalham em Moçambique. Digno de nota - uma vez que aponta para um futuro risonho - este Encontro contou, pela primeira vez na história, com um jovem Padre Espiritano nascido e criado em Moçambique: o P. Agostinho João, recentemente ordenado em Nampula e já nomeado para trabalhar na vizinha Zâmbia.Vale a pena olhar para os rostos que dão corpo à Missão espiritana por terras de Moçambique. Comecemos pelo Superior, o P. Alberto Tchindemba, natural de Angola. É mesmo o pai do Grupo, pois faz parte da equipa que iniciou a presença espiritana em Moçambique. Ali está de alma e coração, tendo assumido nos últimos anos a delicada e desafiante missão de animar e ‘governar’ a presença no país desta Congregação missionária.O mais velho do Grupo é o P. John Kingston, irlandês. Foi missionário em Angola, durante a guerra civil, tendo marcas no corpo das balas que recebeu durante uma emboscada. Foi formador de futuros espiritanos, na Irlanda e, depois, desempenhou o cargo de Conselheiro Geral, em Roma. Está, atualmente, no Chimoio, sendo o Superior da Missão de Inhazónia, assumida em 1996. Nesta mesma Missão, situada na fronteira com o Zimbabwé, estão os jovens confrades Joseph Adah (da Nigéria) e Rogasian Kiraia (da Tanzânia), ambos chegados ao país enviados por Roma em nomeação missionária, a primeira que os jovens Espiritanos recebem.Nampula acolhe a Casa Principal onde vive o Superior do Grupo e a partir da qual se anima a enorme e desafiante Paróquia de S. João de Deus, situada nas periferias da cidade. Além do P. Alberto, vive e trabalha nesta comunidade e na paróquia o P. Luís Irineu, um jovem de Cabo Verde que fez os estudos em Portugal e França.
Histórias contadas por Lisandra Rodrigues, conjugadas com os verbos «ver, julgar e agir» - Emissão 09-07-2026
09/07/2026 | 32minO poder de uma história contada: este é o primeiro desafio –em forma de convite – feito por Lisandra Rodrigues, terapeuta da fala, pós-graduada em Economia Social e Solidária, que tem cimentado a sua vida na construção comunitária. Ali encontra a possibilidade de concretizar o queindica serem bandeiras de vida: a inclusão, o desenvolvimento, a educação não formal, a cidadania e a possibilidade de contar histórias que ajudem a crescer e a pertencer.
As crianças eram companheiras de brincadeiras, no seu crescimento, mas era com os adultos que gostava de conversar. Talvez ai esteja a génese do seu interesse pela escuta, pelas histórias.
Os verbos ver, julgar e agir marcam a sua vida, pessoal eespiritual, e continuam a marcar a sua vida profissional. Conhecer a Juventude Operária Católica foi um marco no seu percurso, viver no Porto, na sua residência, foi um convite a mergulhar num património muito rico e em relações que a marcaram pelo testemunho e consistência do coletivo – do parar, refletir e partilhar em grupo. Este crescimento não ficou fechado no seu calendário de vida – são caminhos que Lisandra continua a construir, diariamente, nas relações com as crianças que acompanha – em consultório ou no espaço “feliz” que é a escola – e em todas as associações a que se junta: o associativismo é uma forma de celebrar relações, valorizar a solidariedade e encontrar espaço para dar voz a todos.- Conhecemos hoje as semanas hospitaleiras, que levam jovens a experiências missionárias junto de pacientes de foro psiquiátrico. Na casa de Saúde do telhal, com os irmãos São João de Deus, ou junto das irmãs hospitaleiras na Idanha, contactar com a fragilidade humana continua a chamar jovens e queremos perceber porquê, junto do padre Alberto Mendes, irmão e sacerdote da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, e Beatriz Zacarias, jovem voluntária.
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