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Agência ECCLESIA

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    LUSOFONIAS - Cem anos a ‘gritar’ Missão!

    16/10/2026 | 5min
    Tony Neves, em RomaLeão XIV escreveu a 100ª Mensagem para o Dia Mundial das Missões – que celebramos no próximo domingo - com o título ‘Um em Cristo, unidos na Missão’. Pio XI escreveu a primeira, há cem anos. Depois, este Dia foi marcado por todos os Papas com uma Mensagem para ajudar a Igreja e o mundo a refletir sobre a importância da Missão.O perfil missionário do nosso Papa é inquestionável. Americano de origem, viveu longos anos no Peru onde foi pároco e Bispo. E também deu boa parte da sua vida ao serviço da sua Congregação Religiosa, os Agostinianos, quer em Roma, quer em visitas aos seus confrades espalhados pelos cinco continentes. Tem, por isso, um olhar abrangente sobre a Igreja e o mundo.As suas viagens apostólicas têm sido cirúrgicas, sempre com a Missão como pano de fundo. Este ano de 2026 já foi ao Mónaco, à Argélia, aos Camarões, a Angola, à Guiné Equatorial, a Espanha, a São Marino e à França. Nas suas visitas em Itália, esteve na Ilha de Lampedusa e em Assis. Basta ler as suas intervenções para perceber que o Papa transpira missão por todos os poros!Leão XIV, nesta 100ª Mensagem para o Dia Mundial das Missões, quer ajudar a Igreja a ‘renovar em nós o fogo da vocação missionária e avançar juntos no empenho pela evangelização, numa ‘nova era missionária’ na história da Igreja’. O Papa Francisco insistiu sempre muito na nossa condição de ‘Discípulos-Missionários’ e S. João Paulo II partilhou a sua profunda convicção de que ‘a comunhão representa a fonte e, simultaneamente, o fruto da missão‘. Por isso, Leão XIV diz que o futuro da Igreja está nos ‘corações reconciliados e desejosos de comunhão’, que combatem ‘conflitos, polarizações, incompreensões, desconfiança mútua’. Conclui: ‘É no testemunho de uma comunidade reconciliada, fraterna e solidária que o anúncio do Evangelho encontra toda a sua força comunicativa. Quanto mais estivermos unidos em Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia’.
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    A surpresa da vocação da irmã Rita Ornelas depois de muitas braçadas nos Açores - Emissão 15-10-2026

    15/10/2026 | 32min
    Nasceu e cresceu, até aos 18 anos, no «parque de diversões» dos Açores, e era para lá que sonhava voltar após a formação em Educação física, em Lisboa. Ser professora, casar, ter muitos filhos e viver na Terceira era o projeto de vida de Rita Ornelas.
    O mar dos Açores é o contexto das braçadas que lhe indicaram o caminho, também a imersão no mistério quando as palavras ainda não lhe davam a relação com Jesus, é a natureza que a chamava para uma vida «bela e boa», junto da família e da irmã gêmea.
    Mas os estudos no continente, e a participação num projeto de voluntariado em São Tomé e Príncipe, mudaram-lhe as respostas quando começou a perguntar como seria a sua vida – e não tanto a entregar planos feitos a Deus.
    Nas Servas de Nossa Senhora de Fátima, congregação onde professou os votos perpétuos em 2024, encontrou «um amor à primeira vista» onde a missão no mundo, a vivência em comunidade, e a vida espiritual profunda a conduzem a uma relação com Deus que percebeu ser o ser caminho de serviço, de «lava-pés» como gosta de realizar.
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    LUSOFONIAS - A ‘maré humana’ e os ‘banhos de multidão’ do Papa em França

    10/10/2026 | 5min
    Tony Neves, em RomaO Papa Leão XIV pisou terras francesas, com visitas a Paris, Lourdes e Metz (25 a 28 de setembro). A avaliação foi muito positiva, bastando olhar para o que os media e as redes sociais publicaram, o que as autoridades francesas disseram e tudo quanto a Igreja foi divulgando. A título de exemplo, cito a TV5 Monde que, sobre a Eucaristia na Praça da Concórdia e Campos Elísios, falou de ‘Missa gigante’ com uma ‘Maré humana’, ideia partilhada por muitos media que apresentaram um Papa que recebeu constantes ‘banhos de multidão’.Tentarei seguir, a par e passo, esta viagem apostólica. O primeiro grande momento, na ‘Cidade Luz’, foi o encontro com as autoridades, a sociedade civil e os diplomatas. O Papa evocou a história de França, com raízes cristãs, como o provam o seu rico património cultural, artístico e espiritual. Disse que os direitos humanos, a liberdade, a igualdade e a fraternidade ‘remetem para exigências éticas que têm na mensagem evangélica uma fonte inesgotável de inspiração e realização’. Também abordou várias vezes o tema da Inteligência Artificial, remetendo para a sua primeira encíclica, a ‘Magnifica Humanitas’. Pediu a defesa dos mais frágeis e da vida em todas as etapas. Contestou a laicidade do Estado vista como ‘laicismo’, onde as religiões são expulsas da praça pública. Abordou a complexa questão da paz (‘desarmada e desarmante’) e da urgente proteção das vítimas das guerras, que nunca são ‘inevitáveis’.
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    II Jornada da Identidade das irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus - Emissão 10-10-2026

    10/10/2026 | 32min
    Números indicam que cerca de 20% da população portuguesasofre com alguma perturbação mental, sendo que as mais frequentes são a ansiedade e a depressão.
    Neste Dia Mundial da Saúde Mental importa sensibilizara população para as questões da saúde, combater o estigma social associado às doenças psiquiátricas e promover políticas de acesso a cuidados de saúde mental.
    O trabalho das irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração deJesus faz acompanhar pacientes e famílias na área dos cuidados de saúde, reconhecendo que a saúde mental é uma prioridade na assistência e cuidado.
    Para melhor assumirem a sua missão nesta área, aconteceu a II Jornada da Identidade, este ano centradas em “três grandes temas” como a “fragilidade, a relação e a linguagem”.
    A Ecclesia dá-lhe conta do trabalho realizado, a partir de quem também encontrou na Casa de Saúde da Idanha um espaço para transformar a dor em amor.
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    «Eu só vinha pedir um livro»: o encontro que mudou a vida do Frei Hermano Filipe - Emissão 08-10-2026

    08/10/2026 | 32min
    Era um jovem universitário estudante de Geografia quando bateu à porta da Fraternidade dos Frades Menores Capuchinhos, em Gondomar, ao descobrir São Francisco de Assis como o patrono dos ecologistas. Um trabalho sobre biodiversidade mudou-lhe o rumo quando, para além de livros, encontrou um estilo de vida assente na sobriedade e simplicidade.
    Timor está-lhe marcado na pele, assim como o texto que SãoFrancisco escreveu quase cego – o «Cântico das Criaturas» - que nos 800 anos da sua morte deve convidar a descobrir o essencial na vida e na Igreja.
    As pessoas, a terra timorense, os recursos escassos e os desafios à simplicidade, a natureza e a presença dos frades num ano em que os confrontos civis entre a população reduziram a presença da fraternidade a um «estar», sãomarcas que não esquece dos anos que viveu na Ásia, e lhe deu o contexto natural para ler e traduzir a «Laudato Si», do Papa Francisco.
    Em Portugal, descobriu-se capelão hospitalar no tempo da pandemia, viu-se paciente, companheiro de cabeceira que amparou na morte e abraçou últimas palavras; também conduziu a «Caravana da Esperança» pelas terras deBragança-Miranda, fazendo da proximidade e do encontro a forma de construir a Igreja; hoje é em Samora Correia que constrói comunidade ao serviço da Igreja, com marcas de simplicidade e fraternidade.
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