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Agência ECCLESIA

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    O núncio apostólico que queria ser pároco da aldeia - Emissão 13-08-2026

    13/08/2026 | 32min
    D. Andrés Carrascosa Coso queria ser pároco da aldeia, se possível próximo de Cuenca, a sua terra natal, para acompanhar os últimos anos da vida dos seus pais, mas a sua vocação seria moldada pela frase que o seu bispo um dia lhe disse: «Aquele que quer servir, não escolhe o lugar do serviço».
    São 41 anos ao serviço da diplomacia da Santa Sé que levouD. Andrés a trabalhar com São João Paulo II, uma “pessoa enorme”, a acompanhar representações Pontifícias na Libéria e Dinamarca, nas Nações Unidas e nas Instituições especializadas em Genebra, no Brasil e Canadá, tendo passado também pela Serra Leoa, Guiné Conacri e Gambia,Suécia, Islândia, Finlândia e Itália.
    Na Libéria, onde chegou com 29 anos, acompanhou um golpe de Estado, que durou algumas horas, foi retirado do carro diplomático com quatro metralhadoras, sofreu malária; no Congo conversou com guerrilheiros, ajudou através da diplomacia, ao desenvolvimento da democracia – uma forma de ler o Evangelho com as pessoas.
    Desde fevereiro em Portugal, surpreendeu com a sua formapróxima de estar com as pessoas, disponível para os encontros, apostado na transparência quando explica o processo de nomeação de bispos e em combater oclericalismo, quando quer escutar todos.
    Ser simples e próximo é a sua forma de ser pároco da aldeia,de acompanhar e conhecer a real vida das pessoas, como o sonho que o levou em 1980 a ser ordenado padre, depois de crescer numa família onde o testemunho de mártires assassinados na Guerra Civil o acompanhou e moldou a sua vocação e de duas irmãs que hoje são consagradas.
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    Campos de férias dos Pulgas, Carraças e Carrações - Emissão 08-08-2026

    08/08/2026 | 32min
    Estamos durante estas semanas de verão a dar-lhe conta deprojetos e férias missionarias, que numa oferta diversa marcam as atividades de tantas congregações, movimentos e dinâmicas da Igreja católica.
    Assim é com o projeto de campos de férias dos Carraças, desenvolvido pela Associação Férias com Deus, uma associação católica de formação espiritual e campos de férias, que desafia os jovens e crianças para momentos de convívio,alegria e crescimento na fé, frequentemente com atividades ao ar livre e em ambiente de acampamento.
    Vamos perceber como surgiu este nome - Carraças - a que se juntam ainda os Pulgas e os Carrações, e as atividades queorganizam ao longo do mês de julho e até ao início de agosto, conversando com Pedro Simão e Manuel Cana Verde.
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    Campos de férias «Farol» das Servas de Nossa Senhora de Fátima - Emissão 01-08-2026

    05/08/2026 | 32min
    Durante estas semanas de verão estamos a dar conta de atividades de campos de férias desenvolvidas por congregações religiosas, movimentos e grupos da Igreja católica - hoje falamos sobre a proposta que as Servas de Nossa Senhora de Fátima formulam para este tempo, mas também sobre o investimento de acompanhamento e formação dos animadores.
    Os campos de férias Farol já decorreram e terminaram,juntando jovens e adolescentes em dias de vivência comunitária, social e espiritual.
    Neste programa recebemos a Irmã Rita Ornelas, Serva de Nossa Senhora de Fátima e o jovem Augusto Branco, 18 anos, da paróquia de Mafra, que pelo segundo ano anima os campos de férias das Servas de Nossa Senhora de Fátima.
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    LUSOFONIAS - De Moçambique a Angola

    31/07/2026 | 4min
    Tony Neves, em Moçambique e AngolaAterrei em Maputo na noite de 27 de junho, era sábado. A viagem começou em Lisboa, na véspera, e passou por Luanda. Fui levado até ao Seminário de S. Agostinho, na Matola, situado numa área de pântanos, com caminhos de difícil acesso, tantos os buracos de água que os povoam. No dia seguinte, tive a alegria de presidir à Missa na Capela da Imaculada, pertencente à Paróquia de S. Francisco de Assis, nas periferias da Matola. Foi o meu primeiro banho de África, com uma Eucaristia toda cantada e dançada, bem ao ritmo das culturas locais, o que garante sempre uma animação fantástica.Mas encontrei a Igreja em Moçambique a viver um dos momentos mais trágicos da sua história. D. Osório Citora, Bispo de Quelimane, foi barbaramente assassinado na sua própria casa, a 6 de junho. Era um Missionário da Consolata, trabalhou largos anos em Roma e tinha apenas 54 anos. Recentemente, o Vaticano tinha-o nomeado também Administrador da grande Arquidiocese da Beira. O contexto desta morte dá a entender que houve envolvimento ou, pelo menos, conivência de pessoas próximas ao Bispo. Tal tragédia gerou uma onda de suspeição, quer fora quer dentro da Igreja, o que complica muito o testemunho missionário.Tive a feliz oportunidade de reencontrar D. João Carlos Nunes, Arcebispo de Maputo e fui até à Nunciatura para reunir com D. Luis Miguel Muñoz Cárdaba, o Núncio Apostólico. Percebi, pelas palavras e pelos silêncios, que há problemas graves que a Igreja terá de enfrentar e resolver nos próximos tempos. Seja qual for a decisão da justiça moçambicana sobre este assassinato, os tempos que se seguem serão difíceis. Esta morte traz ao de cima a violência, a instabilidade social e a pobreza que caracterizam Moçambique hoje e mostra como a vida humana está desvalorizada, bastando olhar para a quantidade de pessoas que sofrem violência ou são mortas por razões menores. Daí se compreenda a afirmação dos três Arcebispos que foram chamados a Roma e, no fim, disseram: ‘o Papa Leão XIV acompanha de perto a situação e mostrou-nos que é possível transformar a tragédia num caminho de renovação, conversão e purificação’.
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    A liberdade no serviço à Igreja, o caminho das palavras e as mãos de Isabel Figueiredo – Emissão 30-07-2026

    30/07/2026 | 32min
    Neste encontro com Isabel Figueiredo começamos e terminamos a falar de mãos – herança da sua mãe, o toque que revela personalidades, as mãos convidam à proximidade que a entrevistada assume necessitar.
    A escola perdeu uma professora de História, a Igreja católicaganhou uma mulher para quem o serviço e a obediência são estruturantes, sem nunca abdicar da liberdade e do livre arbítrio nas muitas tarefas que foi chamada a realizar.
    Diretora de conteúdos religiosos da Rádio Renascença, ex-diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, assume agora a secretaria da Comissão Episcopal Laicado, Família e Vida, função para onde leva o seu percurso pessoal mas também a escuta atenta de pessoas que querem ser e fazer o seu caminho em Igreja.
    Nos passos de Isabel Figueiredo a certeza de que o mistériode Deus se torna mais acessível pelo amor. Mesmo sendo mistério, um lugar que recentemente ganhou contornos sensíveis na sua vida, convidar as pessoas a uma vida maisplena, aberta à dimensão espiritual, partilhando o seu olhar nas palavras certas que a rádio exige, é uma missão que assume com alegria, porque através da escrita abre espaço para a reflexão que o mundo hoje precisa.
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