O espaço intermédio é um lugar fecundo, onde se intercepta a procura artística, o silêncio e a reflexão que o impacto de uma obra provoca e, para quem encontra na espiritualidade um caminho de reconhecimento, a Teologia pode também ter um papel condutor. O diálogo circular, entre Igreja e artistas, antes até de pertenças definidas, molda relações e aproxima procuras íntimas. Assim acredita o padre Christopher Sousa que deseja participar nesse lugar e diálogo, enquanto artista e enquanto sacerdote.
A formação no Seminário, onde entrou para perceber a sede que tinha sem o projeto de ser padre, mostrou-lhe o lugar onde a sua vocação poderia ser inteira, sem dicotomias, e onde o artista se exprime e o padre procura.
Na Faculdade de Belas Artes, da Universidade do Porto, o pároco de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo, procura caminhos para entrelaçar realidades que ainda persistem diferentes. O imanente e o transcendente, o literal e o metafórico, o pragmático e o místico, o físico e o metafísico são dicotomias ou podem dar uma linguagem à Igreja para se relacionar e estar também no mundo?