Tony Neves, na Cidade do MéxicoAterrei na Cidade do México e, ao sobrevoar, deu para perceber a sua enorme dimensão. Segundo estatísticas, a maior cidade de língua espanhola rondará os 20 milhões de habitantes, se incluirmos as superpovoadas periferias.Estas visitas proporcionam-me sempre um feliz encontro com a história. Andemos mais de 500 anos para trás e tentemos acompanhar Hernan Cortez que, em 1521, tomou Tlatelolco, a cidade Azteca que os espanhóis conquistaram e sobre a qual construíram a atual capital do México. Como sempre faziam, derrubaram as pirâmides (monumentos religiosos aztecas) e construíram uma Igreja. Felizmente, ainda restaram algumas partes das Pirâmides, pelo que temos, hoje, a Praça das Três Culturas, no coração da cidade do México. Pode dizer- se que este é o melhor bilhete de identidade do país. Ao visitar esta zona arqueológica, passeámo-nos, então, por três culturas: as pirâmides levam-nos ao tempo dos Aztecas; a Igreja, construída pelos espanhóis, conduz-nos ao tempo da ‘conquista’; os prédios ultra-modernos mostram-nos os tempos que correm. O século XVI mexicano foi muito investigado a partir desta zona arqueológica. A Praça das Três Culturas ficou ainda para a história por causa do massacre de estudantes feito pelos militares a 2 de Outubro de 1968 ( depois do Maio de 68 de Paris). Por mais incrível que pareça, ainda há processos em curso, mas ninguém acredita que um dia a justiça seja feita.