23 episódios
Episódio 23: Porta-te bem ou habilitas-te a ir para o Livro Negro! Uma conversa com os Universos Paralelos.
17/10/2026 | 2h 26min“Quem é que anda a dar dinheiro a Guy Ritchie?” / “Que realizador teríamos se George Lucas não tivesse cedido a Star Wars?” / “Porque é que o Cinema teima nos remakes e nas sequelas?” / “Quem dá luz verde aos live-actions da Disney?” / “Porque é que ‘Spider-Man: Brand New Day’ é um fenómeno de bilheteira?” / “Porque é que a ‘Bola Preta’, de Tomás Agostinho, é tão polémica?”
Cruzamos espaços e tempos, universos partilhados ou talvez paralelos, numa conversa sem constantes espreitadelas ao relógio, sem cronómetro, apenas ao sabor do momento, nesta noite apertada, com promessas de regabofe num dos bairros mais badalados da noite lisboeta. Acreditamos que existem outras versões de nós, ou talvez não. Afinal, é tudo um produto da Disney para vender mais merchandising, bonecos Funko, exaltar a cultura pop ou marchar contra a nossa vontade em direcção ao fascismo. São conversas soltas com um dos (se não o) podcasts de cinema mais regulares deste país, “Universos Paralelos”. Os membros habituais, António Araújo e José Carlos Maltez, juntam-se ao caloiro da “Wikipédia Bola Preta”, Tomás Agostinho, para despachar conversas e polémicas, hot takes ou provocações. Pelo caminho, abrimos o livro negro, com a lista dos realizadores malcomportados, sobretudo daqueles que incorrem no crime de defraudar expectativas.
Apertem os cintos e venham connosco… Sejam bem-vindos a mais um episódio de “Bola Preta”!
Material de Apoio
Aqui poderão ouvir todos os episódios do podcast Universos Paralelos aqui: https://open.spotify.com/show/1s4tTfhX1e5tMBNaoC41Cu
Mais sobre o romance-sequela de “Donnie Darko” aqui: https://variety.com/2026/film/news/donnie-darko-sequel-book-release-cover-teaser-1236841844/
Para adquirir o “Cadernos da Janela: O cinema expressionista alemão”: https://ajanelaencantada.wordpress.com/cadernos1/
O mencionado artigo da The Economics: https://www.economist.com/culture/2024/08/16/is-western-culture-stopping-people-from-growing-up
Caso quiserem espreitar a referida capa do filme “Anora” do Sean Baker nas edições Criterion: https://www.criterion.com/films/34891-anora
Entrevista a Kris Hitchen, o protagonista de “Sorry We Missed You” de Ken Loach aqui: https://cinematograficamentefalando.com/2019/11/18/existe-uma-especie-de-cao-raivoso-em-mim-falando-com-kris-hitchen-o-actor-de-sorry-we-missed-you/
Entrevista de Alan Moore em que conecta o boom do super-herois com a ascensão do fascismo: https://www.theguardian.com/books/2022/oct/07/watchmen-author-alan-moore-im-definitely-done-with-comics
“Polígrafo”
O papel de “coelho macho” na curta de David Lynch é interpretado por Scott Coffey
Falso. O produtor de “Babylon A.D.” não é Harvey Weinstein.Episódio 22: Cinema português! Salvar ou ficar-nos pela revolta nessa Estrada de Fogo? Uma conversa com Tiago R. Santos.
22/09/2026 | 1h 21minContinuando à procura de soluções … será que conseguimos? O Cinema Português, o nosso orgulho e, igualmente, a nossa cruz, as suas guerras, tribais, diz-se por aí, as tendências estéticas e narrativas e os fracos números, que nos levam a não baixar os braços. Mas onde está o “inimigo”? Por onde lutar? É um episódio, daqueles como sempre prometi, sem respostas, apenas questões lançadas ao ar, com lamentos e desejos. Tiago R. Santos toma a cadeira de convidado para si, em tempos colega crítico da revista Sábado, enquanto, em alternância, argumentista, sobretudo em parceria com António-Pedro Vasconcelos, hoje tido nessa linha, com a escrita de romances e a realização a partilharem espaço na sua dedicação e convicção. “Revolta”, a sua primeira longa-metragem, filme de confinados e confinamentos, com quatro personagens confrontadas com os seus segredos sujos, dilacerando as suas mordomias e confortos, estreou entre nós em pleno pós-Covid, e os números decepcionantes nas bilheteiras levar-nos-iam a debater sobre a fase em que o cinema português entraria, nomeadamente a sua fama junto do público e a colheita de fracos resultados em cada exibição motivado por diversos factores. Avança numa “Última Noite”, mas antes uma paragem pela “Bola Preta”, sob a supervisão dos deuses do cinema, com voz de Bruce Springsteen, o caminho, uma estrada de fogo, aquela que o cinema nosso, aportuguesado, deve percorrer até atingir a plena aceitação do público. Talvez sim, talvez não... mas não basta esperar por D. Sebastião e as suas travessias pelo nevoeiro acima ou reter-nos em somente “Non”, ou “Vã Glória de Mandar. Deverá existir outro trilho, não?
Material de Apoio
Os livros da autoria do nosso convidado: “A Velocidade dos Objectos Metálicos” e “Quarto Nº2”, poderão ser adquiridos aqui.
Crítica a “Revolta”, o filme de Tiago R. Santos: https://cinematograficamentefalando.com/2022/06/01/o-descaramento-indiscreto-da-burguesia/
Sobre o curso da ACT - Escola de Actores: https://act-escoladeactores.com/act/professores/
O livro de David Thomson - “The Whole Equation: A History of Hollywood” - poderá ser adquirido aqui: The Whole Equation: A History of Hollywood : Thomson, David: Amazon.co.uk: BooksEpisódio 21: Citizen Lauro António e as suas manhas submersas. Uma conversa com Frederico Corado
30/08/2026 | 46minTalvez possamos considerar uma das melhores aberturas do cinema português: um comboio negro avança pela paisagem verde, deixando para trás uma corrente de fumo cinzento até à chegada à estação. Um paraíso rapidamente empestado por essa névoa de repressão e austeridade, quando António, ainda criança, é levado pelo destino que lhe traçaram, o de entrar para o seminário e cumprir os trilhos impostos de um “prestigiado” padre. O livro de Vergílio Ferreira encontrou nas mãos de Lauro António uma capacidade visual, uma força cénica e um entranhado sentimento de um país culposo, ainda embutido no obscurantismo. António, o outro, o homem por detrás das câmaras, não foi apenas um realizador, foi uma figura proeminente e reconhecida do cinema neste país. Contudo, a conversa haveria inevitavelmente de cair sobre esse legado, até porque Frederico Corado, detentor de diversos ofícios (tal pai, tal filho!), não poderia escapar à armadilha da sua génese. E assim foi … na Casa do Artista, entre salas de memórias e acervos, cumprimos uma conversa sobre um homem, ou melhor, sobre homens, essa conexão, a homenagem e aquilo que deixamos para o futuro com os abraços do passado. “Manhã Submersa”, é verdade, o livro, o filme, uma parte da História do Cinema Português… esperemos, então, pelo restauro!
Material de Apoio
Fiquem com alguns filmes publicitários protagonizados pelo meu convidado: https://www.youtube.com/watch?v=Wh6MFRS81sI
https://www.youtube.com/watch?v=jaO2d9ObAfc
https://www.youtube.com/watch?v=cLvoEwrNyjU
A conta de Instagram da Casa das Imagens Lauro António, em Setúbal: https://www.instagram.com/casadasimagenslauroantonio/
“Telefona-me!”, a mencionada curta-metragem de Frederico Corado: https://www.youtube.com/watch?v=qHSd_4iRiBk
A Campanha de crowdfunding para o documentário “Citizen Jones”: https://ppl.pt/prj/citizen-jones
Alguns (tele)filmes de Lauro António disponíveis na RTP Arquivo: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/casino-oceano-parte-i/
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/mae-genoveva-parte-i/
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/a-bela-e-a-rosa-parte-i/
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/paisagem-sem-barcos-parte-i/
“Polígrafo”
As “brancas” contra-atacam, o filme realizado por Max Minghella, filho do saudoso Anthony Minghella, com Kate Hudson e Elizabeth Berkley é “Shell”. Como anexo fica o texto crítico: https://cinematograficamentefalando.com/2025/10/23/a-substancia/Episódio 20: Ritrovato, che nostalgia! Uma conversa com Rui Alves de Sousa e Samuel Andrade (+ Luís Miguel Oliveira)
19/08/2026 | 1h 10minAviso à navegação, este episódio foi gravado antes da estreia de “Odyssey”, do Nolan… fica o aviso, porque as menções aqui feitas foram concebidas com o sabor da antecipação. Mas andiamo, porque o que nos levou ao encontro, a este novo episódio, não foi Nolan em si, mas outro evento, Ritrovato, a contar com a sua 40.ª edição, o Festival de Cinema especializado no clássico e restauro, História do Cinema como nova, contou com uma comitiva portuguesa de peso. Eu, neste pedaço de mar plantado, roído de inveja, admito, solicitei uma viagem aos olhos de outros. Os meus convidados fornecem isso, não uma rota turística (nem gastronómica, pois claro), mas antes uma viagem com o seu rigor crítico. Rui Alves de Sousa e Samuel Andrade, já conhecidos deste universo Bola Preta, prestaram testemunho… oh, espera (“estão a gravar?”). Ouve-se uma voz no fundo. “Sim, junta-te.” Saltando para a água, Luís Miguel Oliveira, outro repetente, também esmiuça sobre esta viagem e o que de lá retirou sobre o estado do cinema. Pelo meio, formatos e Nolan, as suas odisseias, porque a cinefilia tem isso mesmo, algo de aventureiro, por vezes saudoso, mas igualmente bravo. Uns quantos hurras à película porque o “digital é necrofilia pura”, disse alguém… segundo a memória fragmentada de alguns, ‘coisas’ da idade.
Material de Apoio
A mencionada crónica de André Filipe Gonçalves sobre as “críticas compradas”: https://cinematograficamentefalando.com/2026/07/08/quando-a-critica-se-confunde-com-marketing-o-caso-nolan/
Texto de Samuel Andrade no FilmSpot em que se confessa “Nolaniano”: https://filmspot.pt/artigo/nolaniano-me-confesso-15037/
“Polígrafo”
Apesar da motivação e promessa durante o episódio, não fomos ver o “Blowing Wild” do Hugo Fregonese.Episódio 19: O Nosso Verbo é Outro, ou como amar o popular contra o popular. Uma conversa com Lília Lopes.
24/07/2026 | 1h 29minQuase se perdeu a alma numa floresta qualquer, em geografias não identificáveis. Pelo meio, o teatro de revista, primeiro ocultado, depois confessado como desejo, porque ser popular não é nefasto, no Cinema a história é outra. Lília Lopes, actriz, escritora e jurada dos Prémios Curtas, falou-nos de algumas delas, numa conversa com birras e milho tostado para o paladar, naquele “lugar do costume”. Foram os processos criativos, as origens e as mulheres fregueses das páginas do seu “O Meu Verbo é Ir”. No final, há o costume da vénia ao título do programa, as Bolas Pretas, ou melhor, à procura delas, deitando mão à popularidade de títulos que constituem o frágil esqueleto dos cinéfilos de ocasião. As coisas movimentam-se, tudo se extingue e o tempo é uma incógnita para as narrações, só que aqui, o Cinema é o propósito, ou a desculpa da conversa … tchim tchim … tilintam os copos, promessas de um regresso, talvez sim, ou talvez não. Ou Ítaca ao longe, mesmo com uns quantos escarros guardados para Nolan. Enquanto isso, vamos defender o popular, a arte de fazer feliz quem dela aproveita … e porque não!?
Material de Apoio
O livro de Lília Lopes, “O Meu Verbo é Ir”, pode ser adquirido aqui: O Meu Verbo é Ir de Lília Lopes - Livro - WOOK
Entrevista a Manuela Serra, realizadora de “O Movimento das Coisas”: https://cinematograficamentefalando.com/2021/06/16/manuela-serra-a-corrida-pelo-desenvolvimento-leva-nos-ao-esquecimento-de-coisas-meramente-importantes/
Canal da banda ‘Os Barbosas’ (O Sindicato da Morte): Os Barbosas (O Sindicato da Morte) - YouTube
O filme “A Floresta das Almas Perdidas” poderá ser visualizado aqui: A Floresta das Almas Perdidas - Filmin
Trailer da mencionada curta “Calhau” de Paulo Abreu: CALHAU TEASER | Vídeos e Filmes no Vimeo e de “Atom & Void” (ou “a curta das Aranhas”) aqui: Atom & Void by Gonçalo Almeida | Vídeos e Filmes no Vimeo
“Polígrafo”
Julie Delpy imita Nina Simone na última sequência de “Before Sunset”
Mais podcasts de Críticas de filmes
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Sobre Bola Preta
"Oh não, mais um 'podcast' de cinema!!" O horror, o horror ... No meio da saturação de vinhetas sobre cinema, estreias e outras constelações previamente alinhadas, vamos conversar, e é exactamente isso que faremos. Uma tertúlia cinematográfica, com a crítica no centro, o Cinema como um todo, e o restante a orbitar, a fervilhar ou a expelir. Contra formalidades: Cinema por "tu", sem filtros nem bandanas.
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