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Geração 40

Júlio Isidro
Geração 40
Último episódio

38 episódios

  • Geração 40

    Io Appolloni: “Era a única atriz que cantava, dançava, representava e se despia. As atrizes portuguesas só davam uns passinhos e pronto”

    24/09/2026 | 58min
    Nasceu numa aldeia da província de Perúgia, na região da Úmbria, Itália. A mudança da família para Roma poderia ter sido um passo na direção dos votos religiosos de pobreza, castidade e obediência dentro de um convento. Mas a futura noviça tinha o desejo das artes do espetáculo. Foi capa de uma revista e conseguiu entrar no Centro Experimental de Cinematografia, onde ganhou visibilidade pelo talento e beleza. Chegou a Portugal em 1965 e foi notícia no país. Mulher de paixões, viveu um caso de amor explosivo com Camilo de Oliveira. Mãe de três filhos frutos de grandes paixões, claro. Desempregada durante dois anos, tirou um curso de cozinha, comprou uma quinta e transformou uma parte da quinta numa fábrica de bolos e por isso hoje também a conhecemos com a rainha do Tiramisù. Atriz, cantora e empresária Io Apolloni, Jusepa Apolloni, é a convidada do novo episódio do podcast Geração 40, conduzido por Júlio Isidro.
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  • Geração 40

    Fernando Gomes: “A minha vida não tem graça porque não tem desgraças. Tem coisas más, mas eu consigo sublimá-las”

    17/09/2026 | 59min
    Nasceu no Bonfim, Porto, a 22 de Janeiro de 1944, com o nome completo Fernando Alberto de Oliveira Gomes. Estava marcado pelo destino para as artes do espetáculo um menino nascido e criado numa família que fazia o culto da música e do teatro. O 'Nandinho', do bairro de São Roque da Lameira, não vivia num lar de muito dinheiro, mas de muita alegria e humor. A desgraça de ontem era o riso de amanhã. Nem toda a gente tem uma tia que nos leva ao teatro. Mas o Fernando teve. O menino tímido começou por gostar do mundo do bailado, ainda deu uns passinhos de dança em espetáculos, na qualidade de aluno, mas a vida foi escrevendo o caminho a seguir. Guiado e protegido por uma estrela, foi à guerra na Guiné-Bissau e voltou pronto para alimentar o seu sonho. Resolveu entrar no mundo fascinante do café-teatro e com colegas do ofício foi o grande impulsionador dessa forma de espetáculo, onde o ator se realiza de olhos nos olhos com o público. Dentro de si, havia um saltimbanco a desejar percorrer o país de terra em terra. No Chapitô, viveu essa experiência, mas nunca teve a tenda. Para Fernando Gomes, o teatro é a sua vida, mas as pessoas são o melhor que a vida lhe tem dado. Ouça a conversa com Júlio Isidro, neste episódio do Geração 40.
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  • Geração 40

    Lenita Gentil: “Com esta idade e com esta carreira, eu ainda quero fazer melhor”

    10/09/2026 | 57min
    Foi batizada como Maria Helena Gentil do Carmo, nascida na Marinha Grande em agosto de 1948. O mundo do espetáculo conhece-a como Lenita Gentil. Cresceu feliz, sem luxos, e mudou-se com a família para o Porto, aos 14 anos. Gosta da cidade Invicta como se lá tivesse nascido. A menina, quando perguntada sobre o que queria ser quando fosse grande, respondia alegremente 'Quero ser médica.' Como é que seria possível se, quando adulta, não consegue ver pinta de sangue? O pai, músico profissional, sabia que a filha tinha voz para o futuro e encorajou-a a seguir carreira em clave de sol.
    Lenita começou a cantar ao microfone com uma cadeira para lá chegar e nunca mais parou. Como cantava nas palavras, em música de Carlos Paião, se 'Eles foram tão longe', também ela tinha o horizonte como meta. Só precisava de espaço. E foi essa sua grande conquista, por sua voz tão especial onde muitas vezes o microfone é apenas um adereço. Lenita não tinha o fado no seu repertório, mas como as coisas acontecem quando há talento e desejo, a cançonetista virou fadista. Foi com riso e ritmo que se estreou em televisão, onde desde 1964 é presença habitual. Conhece meio mundo, que a reconhece e aplaude. E tem também muitos festivais no currículo e milhares de quilómetros para abraçar com música os portugueses.
    Lenita Gentil, numa conversa onde recorda os sapatos emprestados a Amália, a estreia adormecida num palco da Marinha Grande e uma vida inteiramente entregue à canção, com Júlio Isidro no podcast Geração 40. Ouça aqui o novo episódio.
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  • Geração 40

    José Carlos Vasconcelos: “Em 1973 o país estava cheio de cartazes 'Droga, loucura, morte'. Tive processos pidescos com acusações contra pessoas que tinham dado umas passas numa festa de passagem de ano”

    03/09/2026 | 51min
    Nasceu na freguesia de Freamunde, em Paços de Ferreira, em setembro de 1940. É advogado, jornalista, escritor e poeta. O jovem José Carlos sempre viveu na Póvoa de Varzim, onde estudou, fez o Liceu e começou a escrever sobre cultura. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, e bateu-se pelos direitos e liberdades nas lutas académicas de 1961. Como advogado defendeu presos políticos, jornalistas e intelectuais. Com o 25 de Abril, dedicou-se ao jornalismo. Foi um dos fundadores do semanário “Jornal” e criou o “Jornal de Letras, Artes e Ideias”, que dirigiu durante 45 anos. José Carlos Vasconcelos, numa conversa onde revela o seu desejo de uma cama de sol alugada para a eternidade, com Júlio Isidro no podcast Geração 40. Ouça aqui o novo episódio.
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  • Geração 40

    João Botelho: “Fugia todas as noites para o cinema, para ver filmes maus, bons, assim, assim”

    27/08/2026 | 52min
    Nasceu em Lamego, no dia 11 de Maio de 1949, um dos cineastas mais produtivos do cinema português. Poderia ter sido engenheiro. E não foi por um triz, porque não quis. Poderia ter sido artista gráfico com talento para o desenho, fez ilustrações e mais algumas coisas, mas ficou-se por aí. Gostava de ver cinema. Escreveu sobre cinema. Andou à boleia pela Europa para ganhar dinheiro para ir ao cinema e o 25 de Abril abriu lhe as portas do cinema. Diz que, como não sabe fazer policiais franceses, comédias espanholas ou entretenimento à americana, faz cinema português. Tem um culto especial por Manoel de Oliveira e aprendeu muito com o Mestre. Para João Botelho, os filmes são histórias e o cinema é a forma de mostrar. Gosta da noite, do Benfica, das pessoas, da alegria. Não deixa nada por dizer e afirma que vivemos um tempo em que os ignorantes são arrogantes, chegam ao poder e mandam. João Botelho é o convidado desta semana de Geração 40, com Júlio Isidro.
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Sobre Geração 40
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital.Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram? “Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”. Um novo episódio todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida.
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