69 episódios
Guimarães Pinto: “Uma das maiores desilusões com o PSD é a continuação da cultura de boys”
26/09/2026 | 33minCarlos Guimarães Pinto foi o primeiro presidente da Iniciativa Liberal e, na altura, conseguiu atingir o principal objetivo do partido: entrar na Assembleia da República. O eleito acabaria por ser Cotrim Figueiredo e Guimarães Pinto decidiu afastar-se da liderança. Desde então nunca mais voltou aos congressos do partido numa estratégia que acredita ter contribuído para que Cotrim “conseguisse impor as suas ideias”.
A partir do lugar de deputado que conquistou nas eleições seguintes, defende a “redução da burocracia e sobre a fiscalidade” como principais bandeiras dos liberais. Mas também ataca o governo de que o partido até poderia ter feito parte: “Uma das maiores desilusões que temos em relação ao PSD é a forma como continuaram com a cultura de boys. A saúde é um bom exemplo”.
Nesta entrevista ao Facto Político não deixa de assinalar que a atual composição parlamentar “não ajuda” a pôr em prática um programa reformista, mas também tem
dúvidas de que o governo as queira fazer.
Apesar da tentativa de equidistância face à liderança da IL, Carlos Guimarães Pinto não deixa de descrever o “choque” que sentiu quando percebeu que Mariana Leitão tinha retirado a palavra “Liberal” dos nos cartazes de propaganda espalhados pelo país. Apesar de tudo, olha para a estratégia comunicacional como “legítima”.
Sobre as sondagens lembra que partidos semelhantes à IL tiveram os seus melhores resultados eleitorais quando cumpriram uma década de existência. Olhando para os resultados das que têm saído recentemente assume não gostar da estagnação e pede ação: “Temos que começar a correr”.
See omnystudio.com/listener for privacy information.“As dores de crescimento do ministro Fernando Alexandre não são dele — são dos 200 mil alunos que ficaram para trás”
19/09/2026 | 34minPortugal acorda para uma semana em que o caos nas escolas rivaliza com a turbulência política: alunos sem sala, professores sem colocação e um ministro da Educação que tarda em reconhecer o incêndio que arde à sua porta. Fernando Alexandre opera uma revolução silenciosa no ministério — menos organismos, menos pessoas, menos proximidade —, mas os escombros da reforma já têm rosto e têm nome: são as crianças que, com o ano letivo aberto, aguardam em casa por uma cadeira numa sala de aula. A ex-secretária de Estado Alexandra Leitão desmonta o discurso das "dores de crescimento" e lembra que essas dores não são do ministro — são dos 200 mil alunos que as sentem na pele. Enquanto isso, o PS debate internamente quem lidera o partido para as próximas legislativas, os combustíveis continuam a pesar no bolso de quem já não tem bolso, e Lisboa assiste, perplexa, a um presidente de câmara que quer acabar com o sistema Volta porque vê nele um drama social — quando o verdadeiro drama, como sempre, estava à vista e ninguém quis ver.
See omnystudio.com/listener for privacy information.Ricardo Araújo Pereira sobre caso Seinfeld: “Se entrar naquele cartaz significa concordar com um massacre, aqueles humoristas concordaram durante quatro meses”
12/09/2026 | 35minEm entrevista no Facto Político, o humorista Ricardo Araújo Pereira fala sobre a recusa em convidar o líder do Chega para o seu programa com ironia: “Não posso deixar de achar interessante que a nossa sociedade se preocupe mais com o facto de eu não convidar André Ventura do que com o facto de os jornalistas estarem sempre a convidar André Ventura”.
O humorista afasta ainda a ideia de que a sátira ao Chega seja muito comum: “A frequência com que elementos do Chega são satirizados no nosso programa é muito inflacionada por uma espécie de impressão. O que se passa é que sempre que falamos do Chega, o Chega faz uma choradeira”.
Numa semana em que vários humoristas decidiram cancelar a presença num espetáculo de humor por causa da participação de Jerry Seinfeld (conhecido apoiante do governo Israelita de Benjamin Netanyahu), Ricardo Araújo Pereira critica essa posição por considerar que “ninguém foi surpreendido pelas opiniões do Seinfeld” e acrescentando que “se participar naquele cartaz é concordar com um massacre, aqueles humoristas concordaram durante quatro meses”.
Politicamente, assume que continua “a ser de esquerda” e não vê nenhuma razão para deixar de ser” garantindo que nunca votou à direita: “Sou social-democrata porque considero que o capitalismo deve ser regulado”.
See omnystudio.com/listener for privacy information.Castro Almeida admite que crescimento de 3,4% “é muito difícil”. Guerra e tempestades são entraves
11/07/2026 | 35min3,4% era o valor de crescimento a que a economia iria chegar em 2028 nas contas de Luís Montenegro quando se candidatou à liderança do governo. Ainda faltam dois anos, mas as metas definidas para 2024 e 2025 borregaram e o Ministro da Economia já começa a preparar os eleitores para a tarefa “muito difícil” que é cumprir esta promessa. Em entrevista ao Facto Político da SIC Notícias, Manuel Castro Almeida olha para o copo meio cheio: “É verdade que Portugal está a crescer pouco, mas está a crescer bastante acima da média europeia”.
See omnystudio.com/listener for privacy information.- Foi o ministro do governo de António Costa que iniciou o processo de desmantelamento do SEF. Agora, na sequência do debate levantado pela atualização dos números da população residente em Portugal, Eduardo Cabrita vem ao Facto Político defender a reforma socialista: “O país ganhou com o fim do SEF. Não há greves nos aeroportos”.
A entrada de estrangeiros em Portugal nos últimos três anos, fez a população disparar para mais de 11 milhões de pessoas, um “sinal de sucesso do país”, defende o antigo Ministro da Administração Interna.
Numa entrevista onde pediu a Montenegro que “apresente contas pelo abrandamento da atividade económica”, guardou elogios para dois ministros da AD: Luís Neves e Graça Carvalho que, no entender do socialista, “são exceções num governo perigoso para o país”.
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Sobre Facto Político
Entre todos os factos que nos passam pelas mãos, os factos políticos são os nossos favoritos. Com o jornalista Diogo Teixeira Pereira, vamos tentar descobri-los nas entrelinhas dos discursos e nas conversas com os protagonistas da semana política. No final, fazemos uma previsão da meteorologia política para os dias seguintes que, se tudo correr como o previsto, vai falhar quase sempre. Facto Político, todos os sábados na SIC Notícias e em podcast.
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