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- Na semana em que o governo atinge um dos pontos de pressão mais fortes por causa da crise no setor da habitação, Eduardo Ferro Rodrigues vem ao Facto Político defender o legado de António Costa. Na opinião do antigo Presidente da Assembleia da República, o atual Presidente do Conselho Europeu “acordou a tempo para a crise na habitação”, mas era difícil que o resultado fosse outro por causa dos fluxos migratórios que fizeram entrar muitas pessoas em Portugal.
Ferro Rodrigues critica a estratégia política que tem sido seguida por muitos protagonistas e lamenta que se tenha feito uma luta partidária: “É infantilizar o eleitorado”. Assumindo que tem mais “simpatia” pelos manifestantes do que pela polícia, o antigo Presidente do Parlamento lembra que “tem de haver regras”.
Depois de, em 1983, ter apoiado o bloco central, Ferro Rodrigues alerta para a possibilidade de PS e PSD estarem a chegar a um momento em que é preciso repetir o entendimento: “A única forma de a democracia se bater contra a extrema-direita é havendo um compromisso entre o PS e o PSD para que haja uma governação estável”. Questionado diretamente sobre se está a falar do bloco central, responde sem rodeios: “Sim”.
See omnystudio.com/listener for privacy information. - Na semana em que a TAP é vendida aos alemães da Lufthansa, o ministro da Defesa vem ao Facto Político com poucos detalhes sobre os 500 milhões de euros que os novos donos da companhia portuguesa vão investir em Tancos. “Obviamente que Tancos não vai perder o uso militar”, garante Nuno Melo. Sobre a formação de pilotos militares, o ministro explica que os pilotos da Força Aérea continuarão a ser formados pela Força Aérea.
Tendo em conta o investimento avultado, sabe-se apenas que a pista será modernizada e alargada para permitir a aterragem de aviões comerciais, aproveitando uma “oportunidade para assegurar a modernização” que permitirá ao exército ficar “dotado de uma base muito sofisticada”.
Nesta entrevista, o Ministro da Defesa falou ainda sobre os investimentos na área da Defesa, afastando a ideia de falta de transparência naquele que vai ser o maior investimento da história das forças armadas portuguesas. Quando questionado sobre a ausência de escrutínio da Comissão de Acompanhamento dos Investimentos na Defesa à compra das fragatas italianas, Nuno Melo devolve com uma pergunta: “Acha que alguma comissão me vai dizer a mim se eu escolho bem ou mal? Isto é alguma democracia popular?”
See omnystudio.com/listener for privacy information. Pedro Pinto sobre assalto ao Chega: “Ponho as mãos no fogo por qualquer um dos meus 60 deputados”
10/10/2026 | 36minO Orçamento do Estado já entrou na Assembleia da República e vai começar a ser discutido no Parlamento em breve com a viabilização garantida pela abstenção do Partido Socialista. Ainda por confirmar oficialmente está a posição do Chega, mas a avaliar pelas declarações do Líder Parlamentar do partido ao Facto Político, a decisão será igual à do ano passado: “Este orçamento é insensível à crise. é um orçamento que não podemos apoiar”.
Ao contrário de André Ventura, Pedro Pinto não aponta responsabilidades a Donald Trump pelo preço que os portugueses estão a pagar pelos combustíveis: “Não é por causa de Donald Trump que estamos a pagar mais pelos combustíveis. O barril de petróleo estava mais caro quando começou a guerra na ucrânia do que está hoje, por isso há aqui alguém que está ganhar com esta crise, nomeadamente o estado”.
Mais de três meses depois do assalto ao gabinete de André Ventura na Assembleia da República, o líder parlamentar do Chega diz que põe “as mãos no fogo por qualquer um dos 60 deputados”.
Assumindo que os gabinetes do Chega continuam de portas destrancadas, lembra que o partido avisou várias vezes para as “ameaças de morte” que tinham sido deixadas “debaixo da porta”, lamentando que tenham sido desvalorizadas.
Olhando para o futuro, assume que “se Ventura fôr constituído arguido tem condições para continuar presidente do Chega. Ser arguido não é ser condenado”.
See omnystudio.com/listener for privacy information.Brilhante Dias garante que o PS não está a “dar carta branca ao governo” no Orçamento
03/10/2026 | 37minNa semana em que José Luís Carneiro anunciou a viabilização do Orçamento do Estado sem olhar para o documento, o líder parlamentar socialista vem ao Facto Político garantir que não está a “dar carta branca ao governo”.
Assumindo a “estabilidade política como elemento central” da decisão do Secretário-Geral do PS, Eurico Brilhante Dias anuncia que “quer o IVA 0 do cabaz alimentar, quer o IVA dos combustíveis terão uma aproximação orçamental do PS em sede de especialidade”.
A definição destas medidas não é revelada, mas Brilhante Dias antecipa propostas menos ambiciosas: “A proposta dos 132 milhões tinha um espaço orçamental até 31 de dezembro, não colocando em causa a estabilidade orçamental”.
Sobre se a pressa na viabilização do orçamento está relacionada com o medo do PS em avançar para eleições antecipadas, Brilhante Dias garante: “Não temos medo, temos um compromisso que é de estabilidade do país num tempo de crise.
See omnystudio.com/listener for privacy information.Guimarães Pinto: “Uma das maiores desilusões com o PSD é a continuação da cultura de boys”
26/09/2026 | 33minCarlos Guimarães Pinto foi o primeiro presidente da Iniciativa Liberal e, na altura, conseguiu atingir o principal objetivo do partido: entrar na Assembleia da República. O eleito acabaria por ser Cotrim Figueiredo e Guimarães Pinto decidiu afastar-se da liderança. Desde então nunca mais voltou aos congressos do partido numa estratégia que acredita ter contribuído para que Cotrim “conseguisse impor as suas ideias”.
A partir do lugar de deputado que conquistou nas eleições seguintes, defende a “redução da burocracia e sobre a fiscalidade” como principais bandeiras dos liberais. Mas também ataca o governo de que o partido até poderia ter feito parte: “Uma das maiores desilusões que temos em relação ao PSD é a forma como continuaram com a cultura de boys. A saúde é um bom exemplo”.
Nesta entrevista ao Facto Político não deixa de assinalar que a atual composição parlamentar “não ajuda” a pôr em prática um programa reformista, mas também tem
dúvidas de que o governo as queira fazer.
Apesar da tentativa de equidistância face à liderança da IL, Carlos Guimarães Pinto não deixa de descrever o “choque” que sentiu quando percebeu que Mariana Leitão tinha retirado a palavra “Liberal” dos nos cartazes de propaganda espalhados pelo país. Apesar de tudo, olha para a estratégia comunicacional como “legítima”.
Sobre as sondagens lembra que partidos semelhantes à IL tiveram os seus melhores resultados eleitorais quando cumpriram uma década de existência. Olhando para os resultados das que têm saído recentemente assume não gostar da estagnação e pede ação: “Temos que começar a correr”.
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Sobre Facto Político
Entre todos os factos que nos passam pelas mãos, os factos políticos são os nossos favoritos. Com o jornalista Diogo Teixeira Pereira, vamos tentar descobri-los nas entrelinhas dos discursos e nas conversas com os protagonistas da semana política. No final, fazemos uma previsão da meteorologia política para os dias seguintes que, se tudo correr como o previsto, vai falhar quase sempre. Facto Político, todos os sábados na SIC Notícias e em podcast.
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