Esta semana abordamos Memórias Póstumas de Brás Cubas, relato de um homem que só foi verdadeiramente honesto depois de morrer. Entre vaidades persistentes, afectos falhados e ambições inúteis, confirma-se que o ego sobrevive a quase tudo, inclusive ao tempo.
Dois séculos depois, continua desconfortavelmente actual. Afinal, mudam-se os tempos, mas o ego segue imortal.
A diferença é que agora chamamos a isto lucidez.