Cire Ndiaye, atriz, performer, violinista clássica, sonoplasta, membro da banda rock As Docinhas e, ainda, técnica de serviços funerários, passou pelo TEATRA para conversar com a Mariana Maia de Oliveira.
Num registo íntimo, Cire reflete sobre o seu percurso artístico e partilha detalhes da metodologia que desenvolveu para investigar e trabalhar temas ligados à violência e ao trauma. A partir de práticas de reconhecimento, autoconsciência e consentimento informado, explica como encontrou uma forma de tornar os processos criativos mais estáveis.
Revisitamos o seu caminho no teatro, desde o primeiro contacto através da peça 'Carta', de Mónica Calle, até à participação mais recente em 'Auto das Anfitriãs', de Inês Vaz e Pedro Baptista. Um percurso quase inteiramente ligado ao Teatro Nacional D. Maria II, com experiências que lhe permitiram refletir sobre identidade, racismo, memória e disciplina, e onde o Teatro se tornou o lugar onde conseguiu juntar todas as dimensões da sua vida.
Houve ainda tempo para relembrar a infância em Viana do Castelo, o encontro com o violino e a importância da música na sua formação, das aprendizagens que trouxe dos serviços funerários e da forma como continua a reinventar a sua prática artística e a sua relação com o mundo.
Uma conversa para ouvir na íntegra, nas plataformas digitais.
Sugestão Cultural:
📖'Instruções para o Cozinheiro Zen', Eihei Dōgen