No centro de Lisboa, “vendem-se tangas, vende-se muito estilo e pouca uva”, afirma Ricardo Felner, que tem estado a comer melhor nos bairros da periferia como Camarate. Lá, nesse “vão de escada do aeroporto de Lisboa”, encontrou pérolas como o Tita & Mamã Preta, onde come barriga de atum grelhada e polvo guisado são-tomense, ou a oficina de koji de João Alves.
É nos bairros dos subúrbios, muitas vezes esquecidos e desleixados pelas autarquias, onde se encontram os restaurantes com mais alma, onde as iguarias cozinhadas com paixão valem bem a viagem. Será que o futuro da gastronomia da capital passa pela periferia?
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