
Eduardo Sá: "Se eu mandasse, destacava a poesia da língua portuguesa e fazia uma disciplina obrigatória de poesia ao longo de toda a formação escolar. "
09/1/2026 | 1h 21min
"Eu acho que a primeira função de qualquer ser humano é ser mãe, seja homem ou mulher."Eduardo Sá é psicólogo clínico e psicanalista, professor da Universidade de Coimbra e do ISPA, em Lisboa. Autor de vários livros e presença regular na imprensa, assina actualmente um programa diário na rádio Observador. Começou cedo a ler, mas também a escrever poesia, de tal modo que quando era adolescente lhe passou pela cabeça deixar de estudar para se dedicar à escrita, porque tinha a intenção de vir a ser poeta. É esse o ponto de partida para esta conversa, que foi gravada ao vivo na livraria Arquivo, em Leiria. A partir de alguns dos poemas de que mais gosta, conversamos sobre o seu percurso e a sua vida, mas também sobre as crianças, os adolescentes e a importância da educação familiar e escolar, e, claro, sobre saúde mental. Poemas:1 - O amor como em casa - Manuel António Pina2 - Perdidamente - Florbela Espanca3 - Tabacaria - Álvaro de Campos 4 - Quase - Mario Sa Carneiro5 - Para o meu coração - Pablo Neruda6 - Manuel Bandeira - O ultimo poema7 - Eugénio de Andrade - É urgente o amor8 - Daniel Faria - As mulheres aspiram a casa para dentrodos pulmões 9 - Não sei se me interessei pelo rapaz - Adília Lopes

Alexandre Quintanilha: "Na minha experiência, os que têm conhecimento mais profundo sobre os diferentes temas, normalmente são pessoas muito humildes. "
02/1/2026 | 2h 5min
Quase 6 anos depois de ter sito o primeiro convidado do podcast, Alexandre Quintanilha regressa para uma conversa com Raquel Marinho, que atravessa a sua vida e o livro A Última Lição de Alexandre Quintanilha, recentemente editado pela Contraponto. É um homem das ciências, que defende o diálogo com as outras áreas do conhecimento, e que acredita que as pessoas que têm um "conhecimento mais profundo sobre os diferentes temas, normalmente sãopessoas muito humildes."Ao longo desta longa conversa, atravessamos a sua vida e as suas reflexões. Também aquilo que acredita que pode deixar como relfexões, e preocupações, para as gerações mais novas. Poemas:

Leituras com Pedro Mexia: "Embora haja boas razões para ter uma ideia catastrófica da história, também sabemos que a história não acontece sempre da mesma maneira."
19/12/2025 | 1h 11min
Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia sugere 2 livros:Legião Estrangeira, de Clarice Lispecto, edição Companhia das letrasAquele Belo Rapaz, de k. P. Kaváfis, tradução de José Luís Costa, posfácio de Tatiana Faia e edição Assírio & Alvim.Como acontece regularmente nestas conversas, muitas outras referências se juntam. Por exemplo, Fernando Pessoa, Ezra Pound, T. S. Eliot, Dino Buzzati, William Turner, Homero, Carlos Drummond de Andrade, Agustina Bessa-Luís, FerreiraGullar, Chico Buarque, Maria Bethânia, Condessa de Segur, Eça de Queiroz, Camilo Castello Branco, Franz Kafka, Charles Baudelaire, Georges Perec ou Charles Bukowski.

Madalena Sá Fernandes: "Para mim, um bom poema é um poema que me inquieta, que não percebo totalmente e quero perceber, que me desconcerta, que me perturba."
12/12/2025 | 1h 32min
"Na escola, assim que percebi que havia poesia, quis logo começar a imitar. E então, na altura, as composições que eu fazia eram sempre poesia."Madalena Sá Fernandes nasceu em Lisboa, em 1993. Licenciou-se em Línguas, Literaturas e Culturas pela Universidade Nova de Lisboa.É cronista no jornal Público.O seu primeiro livro, Leme, vai na 8ª edição. Poemas:Três, Anne CarsonAlfabeto, Inger ChristensenPara Claude, Nuno JúdiceAfter great pain, a formal feeling comes, Emily DickinsonHomenagem à Literatura, Fiama Hasse Pais BrandãoO Problema da Habitação, Ruy Belo

Pedro Abrunhosa: "Muitas vezes, a poesia serve de espoleta para a minha própria escrita."
05/12/2025 | 1h 25min
"Estar no meio da floresta a ouvir o vento na copa das árvores, ou os pássaros, ou a chuva. É silencio. O silencio é isso. Não é ausência, não é o vazio. É a presença de qualquer outra coisa."Pedro Abrunhosa é um dos artistas e escritores de canções mais reconhecidos do nosso país. Nasceu em 1960, e começou a estudar música muito cedo. Contrabaixista, fundador da Escola de Jazz do Porto, estreou-se aos 34 anos com o disco Viagens, eleito, em 2024, o Melhor Disco da Música Portuguesa dos últimos 40 anos por júri da BLITZ com 170 personalidades. Acaba de lançar um livro que inclui todas as letras que escreveu desde o início da carreira artística chamado Vem Abrir a Porta à Noite, edição Contraponto. Para guiar a nossa conversa escolheu, como costuma acontecer aqui, alguns dos poemas de que mais gosta. São eles:José Tolentino Mendonça – Paga-me um café e conto-te a minha vidaJosé Gomes Ferreira – nunca encontrei um pássaro morto naflorestaDaniel Faria - EstuárioCanção – Jorge Sousa BragaAna Hatherly – Esta gente, essa genteJorge de Sena – No país dos sacanas David Mourão-Ferreira – E por vezesFernando Assis Pacheco – Este ministro é um mentirosoRenato Filipe Cardoso – Amor nominal brutoMiguel Martins – Da LiteraturaGolgona Anghel – somos daqueles que limpam os ouvidos com a chave do MercedesRita Neto - Petingas em promoção



O Poema Ensina a Cair