São três da manhã. Está acordada, o tecto está no sítio certo, e os pensamentos definitivamente não.
Já tentou o truque das respirações, o chá de camomila, o telefone virado para baixo. Nada. E se a insónia não fosse o problema mas a única altura do dia em que o eu interior consegue, finalmente, falar?
A insónia assusta. Mas talvez não seja uma falha do corpo, talvez seja um recado da alma, a única voz suficientemente teimosa para nos fazer parar quando ignoramos tudo o resto.
Neste episódio, exploramos o que se esconde por trás das noites sem sono: as perguntas que adiamos, os pensamentos que não tiveram espaço durante o dia, e o que acontece quando finalmente nos sentamos com eles.
Uma conversa sobre silêncio, sobre o que o escuro revela e sobre porque é que pensar com vagar pode ser o único remédio que realmente funciona.
No Monte das Lages, a noite alentejana ensina exactamente isso: há coisas que só se ouvem quando o mundo se cala.
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