83 episódios
- O que nos ensina o verão de São Martinho sobre dar sem nos esvaziarmos?
Neste episódio 82 do Tudo com Vagar, parto da lenda de São Martinho para falar de generosidade na medida certa, de magustos e da luz dourada de novembro no Alentejo.
Há dias de novembro que parecem um engano no calendário. Esperamos nevoeiro e chuva miúda e, de repente, acordamos com um sol radioso. As vacas deitam-se ao sol como turistas na praia.
Chamamos a isto o verão de São Martinho.Conta a lenda que Martinho, um soldado romano, se cruzou num dia de chuva e lama com um homem a tremer de frio. Não tinha dinheiro nem comida. Pegou na espada, cortou a capa ao meio e deu-lhe metade. Nesse momento, a chuva parou e o sol apareceu para aquecer os dois.
O que me encanta nesta história não é o sol. É a metade. Martinho não deu a capa inteira, nem ficou ele a tremer. Quem dá tudo de uma só vez fica sem nada muito depressa, e no campo sabemos bem isso: a terra que nunca descansa deixa de dar fruto, e o poço de onde só se tira água acaba por secar.
O QUE VAI ENCONTRAR
• A lenda de São Martinho e a capa cortada ao meio.
• Porque é que dar tudo nos pode paralisar.
• Generosidade à escala humana: metade de um lanche, de uma tarde, da atenção.
• Os magustos, as castanhas, a água-pé e o vinho novo.
• A luz de novembro e o outono no Monte das Lages.
• Um desafio para dar uma parte do que tem, sem pedir nada em troca.
Novembro é um mês bonito no monte. O sol, mais inclinado, atravessa os campos e pinta-os de dourado e acobreado, enquanto o feno começa a despontar verde. Há menos gente, os dias são mais curtos e há tempo para serões à volta da mesa, antes da azáfama do Natal.
DESAFIO: DAR METADE
Escolha uma coisa que possa partilhar: uma refeição, uma hora do seu tempo, a sua atenção. Ofereça essa parte a alguém que não esteja à espera, sem pedir nada em troca. Durante a semana, repare também num pequeno verão que lhe chegue às mãos, algo bom e inesperado. Escreva num papel o que sentiu. É provavelmente o que os outros vão sentir quando lhes oferecer o seu gesto.
CONTE-ME COMO FOI
O que vai partilhar ao meio esta semana? Deixe nos comentários. Se este episódio lhe fez lembrar alguém, partilhe-o com essa pessoa. Subscreva o canal, deixe o seu gosto e acompanhe o Tudo com Vagar também no Spotify. À sexta-feira, há sempre um novo convite para abrandar.
Pode ainda receber as novidades do Monte das Lages na nossa newsletter mensal
www.montedaslages.com
https://www.instagram.com/montedaslages/
https://www.facebook.com/montedaslages/
www.montedaslages.com/newsletter
https://www.linkedin.com/company/106588826/CAPÍTULOS
00:00 Um verão fora do calendário
01:09 Dias de sol em novembro
01:46 A lenda de São Martinho
02:43 A metade da capa
03:08 Quando dar tudo nos paralisa
03:46 Dar na medida certa
04:19 A terra também precisa de descansar
04:51 Uma trégua antes do inverno
05:53 Magustos, castanhas e água-pé
06:43 No dia de São Martinho, vai à adega
07:31 A luz dourada de novembro
08:41 Novembro no Monte das Lages
09:29 Desafio: dar metade
10:28 Basta uma pequena parte - A mudança da hora trouxe uma hora a mais.
Conseguiu vivê-la com vagar ou desapareceu entre tarefas e ecrãs?
Convido-o a fazer as pazes com o escuro e a recuperar o prazer dos serões.
No outono, os fins de tarde chegam mais cedo e a noite parece ocupar espaço de repente.
Há quem sinta falta dos dias longos, quem estranhe sair do trabalho já sem sol e quem tenha dificuldade em encontrar um novo ritmo. Mas poderá este tempo abrir espaço para algo de que andamos a sentir falta?
No monte, a vida segue a luz.
As vacas, o galo e os outros animais continuam os seus dias sem olhar para o relógio.
É desse contraste entre a pressa humana e o ritmo da natureza que nasce esta reflexão sobre tempo, descanso e a forma como escolhemos passar as nossas noites.
Ao longo do episódio, regressamos ao serão alentejano: a conversa à lareira, as castanhas, o chá, as histórias repetidas e o silêncio partilhado. Momentos sem uma meta para cumprir, mas com lugar para estar perto de quem importa. O convite é recuperar esse espaço de encontro nas noites de hoje, também em casa, na cidade. Porque estar na mesma sala nem sempre é estar junto.
Entre a televisão, o telemóvel e as conversas à distância, pode faltar atenção para a pessoa ao nosso lado. E, quando estamos sós, também pode faltar uma pausa para nos ouvirmos, sem preencher cada minuto com mais uma tarefa ou mais um ecrã.
Neste episódio, há espaço para pensar: • O que fizemos com a hora que recebemos na mudança para o horário de inverno. • Como acolher as noites mais longas sem as encher de obrigações. • O que podemos recuperar do convívio dos antigos serões. • Como dar mais atenção às pessoas com quem partilhamos a casa. • Que pequenos gestos podem tornar o fim do dia mais calmo.
No Monte das Lages, o outono tem passeios no frio, o regresso ao calor da lareira e um livro antes do jantar. São imagens simples que nos ajudam a olhar para esta estação com outros olhos. A noite pode ser um lugar de aconchego, de conversa e de pausa, mesmo quando sentimos saudades da luz.
O desafio desta semana é fácil de experimentar: escolha uma noite e guarde uma hora depois do pôr do sol. Desligue os ecrãs, baixe as luzes e deixe esse tempo livre da obrigação de render. Pode conversar, ler, fazer tricô, ouvir música, beber um chá ou ficar em silêncio. No fim, repare no que sentiu.
Se procura uma reflexão em português sobre viver sem pressa, tempo em família e a chegada do inverno, fique por aqui.
Este episódio oferece companhia para olhar para as suas noites e escolher o que quer trazer para elas. Talvez uma hora com menos estímulos dê lugar a uma presença mais inteira.
Ouça até ao fim e conte-me: como seria o seu serão ideal? Partilhe este episódio com alguém com quem gostaria de passar uma hora sem telemóvel.
Siga o Tudo Com Vagar no Spotify e acompanhe os próximos episódios.
A newsletter mensal do Monte das Lages leva-lhe também novidades deste lugar no Alentejo.
Tem vagar para me ouvir?
Site Instagram Facebook
CAPÍTULOS
00:00 A hora que nos devolveram
00:43 Os relógios andaram para trás
01:32 Porque não sabemos receber tempo
02:21 Noite às seis da tarde
02:51 Os animais seguem o sol
03:18 O escuro e a melatonina
04:11 Os ecrãs e a luz azul
04:35 Os serões do Alentejo
06:05 Noites cheias de ecrãs
06:34 A noite como lugar de encontro
07:38 Os relógios mudam, a luz não
08:26 O outono no Monte das Lages
09:30 Desafio: fazer as pazes com o escuro
10:08 Uma hora para cuidar de si - Copo meio cheio ou meio vazio?
Talvez a pergunta mais útil seja outra: o que pode fazer para o encher?
No episódio 80 do Tudo com Vagar, convido-o a olhar para o otimismo, a confiança e a capacidade de agir de uma forma mais próxima da vida real.
Há dias em que vemos o que temos. Noutros, pesa mais aquilo que nos falta. Mas ficar a olhar para o copo, mesmo com uns óculos muito cor-de-rosa, não faz a água subir.
Entre ver o lado bom e mudar alguma coisa, há um caminho de aprendizagem, coragem e pequenos gestos.
Neste episódio, partilho uma reflexão sobre a forma como enfrentamos os problemas no trabalho, nas relações e no dia a dia. Não precisamos de ter todas as respostas à partida. Podemos começar por reconhecer os recursos que já temos, perceber o que nos falta e procurar formas de aprender, experimentar e pedir ajuda.
A vida no Alentejo ajuda-me a dar corpo a esta ideia.
Uma barragem com pouca água no fim do verão lembra-nos que é preciso conhecer os recursos disponíveis e saber geri-los.
Esperar pela chuva faz parte do ciclo, mas conhecer a situação também conta. Olhar para a água que resta é apenas uma parte da história.
Uma vinha nova traz outra imagem: no início, precisa de mais cuidado e de mais rega. Com o tempo, as raízes crescem e alcançam a água com maior facilidade.
Também nós vamos criando recursos, fortalecendo capacidades e ganhando confiança à medida que vivemos, praticamos e aprendemos com as tentativas.
Falamos de capacidades que parecem pequenas, mas que fazem diferença: dizer não, pedir apoio, falar quando custa, descansar e cuidar do corpo sem culpa.
São gestos que se aprendem e se ensaiam.
Não temos de os dominar todos hoje, nem de fazer este caminho sem companhia.
E se a sua vida está difícil, ouvir que basta pensar positivo pode saber a pouco. Há circunstâncias externas e problemas que não dependem de nós.
A reflexão deste episódio abre espaço para essa dificuldade. A pergunta deixa de ser apenas «estou a ver o lado bom?» e passa a incluir «de que preciso?» e «qual é o próximo passo que posso dar?».
Não se trata de repetir que querer é poder.
Trata-se de perceber que podemos aprender, procurar um ponto de partida e contar com outras pessoas. Nem tudo se resolve depressa, nem tudo está nas nossas mãos. Cuidar de nós e respeitar o nosso ritmo também fazem parte deste caminho.
O desafio da semana é escolher um «copo» da sua vida e escrever o que gostaria de aprender, saber ou fazer.
Depois, encontre um pequeno gesto de 10 a 15 minutos que ajude a acrescentar um dedo de água a esse copo.
Pergunte-se também o que lhe dá força para continuar.
Este é um episódio sobre desenvolvimento pessoal, autoconhecimento e confiança para agir, contado com exemplos simples do campo e da vida. Uma pausa para pensar na diferença entre desejar que algo mude e começar a construir condições para essa mudança, respeitando o tempo de que precisa.
Se esta reflexão lhe fizer companhia, siga o Tudo com Vagar no Spotify e partilhe o episódio com alguém com quem gostaria de conversar sobre este tema.
Pode também deixar a sua avaliação e ajudar outras pessoas a encontrar o podcast.
E leve consigo esta pergunta: o que pode fazer pelo seu copo, hoje?
Pode assinar a nossa newsletter aqui
Site Instagram Facebook
CAPÍTULOS
00:00 Copo meio cheio ou meio vazio?
00:45 Uma pergunta para lá do otimismo
02:09 Os limites dos óculos cor-de-rosa
03:44 O que precisa para encher o copo?
05:01 A barragem e a gestão dos recursos
06:22 Aprender capacidades e pedir ajuda
07:39 A vinha nova e as raízes que crescem
08:35 Dizer não e descansar sem culpa
09:37 Quando as dificuldades não dependem de nós
10:53 Por onde começar, ao seu ritmo
12:31 O desafio dos 10 a 15 minutos - Há portas que fechamos para nos proteger do calor.
E há outras que fechamos dentro de nós para nos protegermos daquilo que custa sentir.
Neste episódio do Tudo com Vagar, parto de uma imagem muito alentejana: as portadas fechadas das casas caiadas de branco nos dias quentes de verão. Fecham-se cedo para conservar o fresco da noite e impedir que o calor entre. Também nós temos portadas interiores.
Na psicologia, chamamos-lhes muitas vezes mecanismos de defesa: estratégias, frequentemente inconscientes, que usamos para evitar emoções difíceis, pensamentos desconfortáveis, medos, inseguranças ou partes de nós próprios com as quais ainda não estamos preparados para lidar.
E o mais curioso é que nem sempre reconhecemos essas defesas.
Podem esconder-se atrás da necessidade de mostrar sucesso e grandiosidade. Da vontade de estar sempre de acordo com os outros em nome do “bom senso”. De uma agenda cheia, de trabalho constante, exercício, compromissos e projetos sucessivos. Da dificuldade em estar em silêncio. Ou até da forma como nos relacionamos com os outros quando estamos magoados, inseguros ou emocionalmente frágeis.
Vivemos numa época em que se fala constantemente de desenvolvimento pessoal, autoconhecimento, inteligência emocional e saúde mental. Queremos conhecer-nos melhor, perceber quem somos e viver de acordo com os nossos valores. Mas conhecer-nos verdadeiramente implica também encontrar aquilo que preferíamos não ver.
Porque há uma diferença entre pensar sobre nós próprios e ter coragem para olhar para aquilo que aparece quando fazemos silêncio.
Neste episódio falo de diferentes mecanismos de defesa, da sua relação com a nossa infância, as nossas experiências e feridas emocionais e, sobretudo, da importância de os observar sem julgamento.
Não se trata de eliminar todas as nossas defesas. Elas existem por alguma razão e, muitas vezes, ajudaram-nos a atravessar momentos difíceis. Trata-se de reconhecer quando continuam a proteger-nos de um perigo que já não existe.
No final do episódio deixo-lhe um pequeno desafio: durante alguns minutos, não faça nada. Sem telemóvel, sem livro, sem tarefas, sem distrações. Sente-se simplesmente em silêncio consigo.
E repare: qual é a portada que lhe apetece fechar? Talvez seja aí que comece uma parte importante do caminho de regresso à sua essência.
O Tudo com Vagar é um podcast sobre slow living, autoconhecimento, bem-estar emocional, relações humanas, presença, natureza e a arte de viver com menos pressa. Porque abrandar não significa parar. Às vezes significa apenas criar espaço suficiente para finalmente nos conseguirmos ouvir.
Assine a nossa Newsletter
Site
Instagram
Facebook
Linkedin
CAPÍTULOS
00:00 Os nossos mecanismos de defesa
00:56 As portadas fechadas do Alentejo
01:31 O que são mecanismos de defesa
02:05 Porque desistimos a meio do caminho
04:05 A grandiosidade
05:23 O bom senso
06:35 A defesa maníaca: sempre a correr
07:58 A defesa sádica
09:19 A defesa masoquista
10:18 Não nasce de maldade
11:09 Um trabalho para a vida inteira
12:01 Desafio: sentar-se em silêncio - Como lidar com o stress quando tudo pede uma resposta e a cabeça não pára?
Neste episódio de Tudo Com Vagar, convido-o a olhar para esse alarme interno e a criar espaço para respirar.
Uma conversa sobre stress no dia a dia, descanso mental, intuição e vida com vagar, ao ritmo do Alentejo.
O ponto de partida é uma cena no montado: uma vaca ouve um ruído, afasta-se e volta a pastar quando o perigo passa. A partir desta imagem, falo da resposta de luta ou fuga e da forma como o corpo reage quando sente uma ameaça.
O alarme tem uma função, mas nem sempre encontra uma pausa.
Hoje, os alertas chegam por outras vias.
São os e-mails urgentes, as notificações, o trânsito, o barulho e a falta de tempo.
Uma reunião difícil pode deixar-nos em tensão, mesmo quando não podemos fugir nem agir por impulso.
E cada pequeno pedido pode somar-se ao anterior, até o dia parecer uma longa corrida sem fim à vista.
O episódio aborda o cansaço, o sono que não chega, a irritação e as reações grandes a problemas pequenos.
Reflito sobre o peso de querer responder a tudo: no trabalho, em casa, com os filhos ou com os pais.
Querer ajudar e cumprir pode dar satisfação, mas também pode levar-nos além do que conseguimos fazer num dia.
O que acontece à intuição quando vivemos sempre com pressa? Para mim, ela é uma bússola que precisa de calma para se fazer ouvir.
A imagem da água de uma barragem ajuda a explicar esta ideia: com vento, custa ver o fundo; quando a água fica límpida, o olhar ganha clareza.
A pausa abre espaço para pensar antes de agir.
Descansar o corpo chega, se a mente continua cheia de tarefas?
A conversa distingue estar deitado de ter um verdadeiro descanso mental.
Mesmo no sofá, a cabeça pode continuar presa ao que falta fazer, às notas mentais e aos temas em atraso. O convite é dar atenção a esse ruído e reconhecer quando precisamos de abrandar por dentro.
Entre as propostas do episódio está o brain dump: pegar num caderno e escrever o que ocupa a cabeça, para voltar a esses temas mais tarde.
Falo também da meditação e de deixar os pensamentos passar, como viajantes que entram e saem. São formas de criar uma pausa no meio de tantas solicitações, sem tentar resolver tudo ao mesmo tempo.
A vida no monte traz outra perspetiva.
Quem chega com vontade de ver tudo e fazer tudo vai, aos poucos, descobrindo o vagar.
A piscina, os passeios a pé e o contacto com a natureza surgem nesta reflexão sobre estar presente. Com menos rede e menos notificações, há mais espaço para aproveitar cada momento e deixar a cabeça respirar.
O desafio da semana é simples: num momento de sobrecarga, parar, respirar e começar por uma tarefa de cada vez. A proposta é observar o que muda quando damos ao corpo tempo para serenar antes de decidir. O stress é apresentado como um alarme antigo, que pede atenção e equilíbrio, e não como prova de que estamos a falhar.
Oiça este episódio sobre gestão do stress, respiração e descanso mental no Spotify ou no YouTube.
Partilhe-o com quem anda sempre a correr e deixe um comentário: que momento do seu dia pede mais vagar?
Até sexta-feira, para mais uma pausa e inspiração no Tudo Com Vagar.
Assine a newsletter do Monte das Lages para estar sempre a par das novidades.
Site Instagram Facebook Newsletter Linkedin
CAPÍTULOS
00:00 Stress: o nosso alarme interno
01:00 A vaca no montado
01:33 Luta ou fuga
03:56 Quando a tensão fica dentro de nós
05:21 Em alerta constante
07:13 Respostas mais duras
08:41 A intuição e a água da barragem
10:04 Descansar o corpo e a mente
11:06 Pensamentos como viajantes
11:31 O vagar no Monte das Lages
12:32 Desafio: parar e respirar
Mais podcasts de Lazer
Podcasts em tendência em Lazer
Sobre Tudo com vagar
TUDO COM VAGAR é um podcast semanal que convida a desacelerar ea descobrir a magia do Alentejo, do campo e da simplicidade.Em cada episódio mergulhamos no conceito do slowliving, da conexão profunda com a natureza e na arte de viver com propósito. Aqui celebramos os pequenos detalhes, os momentos de paz e da vida longe do stress e dos écrans.Junta-te a nós todas as sextas feiras e descobre como o ritmo com vagar pode transformar o teu dia a dia.www.montedaslages.ptInstagramLinkedin
Sítio Web de podcastOuve Tudo com vagar, Plug-in e muitos outros podcasts de todo o mundo com a aplicação radio.pt

Obtenha a aplicação gratuita radio.pt
- Guardar rádios e podcasts favoritos
- Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
- Carplay & Android Audo compatìvel
- E ainda mais funções
Obtenha a aplicação gratuita radio.pt
- Guardar rádios e podcasts favoritos
- Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
- Carplay & Android Audo compatìvel
- E ainda mais funções


Tudo com vagar
Leia o código,
descarregue a aplicação,
ouça.
descarregue a aplicação,
ouça.





































