72 episódios
- Vivemos obcecados em medir cada segundo, transformando a nossa existência num relatório de desempenho.
Mas e se o segredo para uma vida com sentido estivesse precisamente naquilo que não se pode, nem se deve, medir?
Neste episódio do Tudo com Vagar, mergulhamos numa reflexão profunda sobre um verbo que se instalou silenciosamente nas nossas rotinas: a busca incessante por melhorar cada detalhe da nossa existência.
Das horas de sono ao número de passos, da organização da despensa à eficácia das nossas férias, parece que tudo precisa de ser medido, comparado e superado.
Mas a que custo?
Convida-vos a olhar para a natureza e para o ritmo do Alentejo para encontrar uma perspetiva diferente.
No Monte das Lages, aprendemos que as coisas mais importantes não aceitam métricas.
Não conseguimos ditar o volume da chuva que alimenta a terra, nem apressar o tempo que as galinhas levam a pôr um ovo, nem controlar onde o vento decide semear uma árvore que, um dia, nos dará a melhor sombra.
A natureza não vive em linha reta nem em crescimento constante; ela vive em ciclos, com estações de pausa e momentos de colheita.
Ao tentarmos transformar a nossa vida num sistema de alta eficácia, acabamos por desconfiar do tempo e perder a capacidade de habitar o presente.
Um passeio torna-se uma contagem de passos e uma refeição com amigos transforma-se num cálculo de calorias.
Este episódio é um apelo para recuperarmos a soberania sobre o nosso tempo, trocando a escravidão dos ecrãs pela liberdade do silêncio e da observação.
Desafio da Semana: Escolha um momento do seu dia que costuma monitorizar ,seja o exercício, o sono ou a alimentação e viva-o plenamente, sem abrir o telemóvel ou consultar qualquer aplicação. Sinta o momento, sem relatórios, e descubra como a vida volta a ter fôlego quando deixamos de a tentar medir.
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Linkedin - Hoje recebemos a Sofia Castro Fernandes, uma mulher que há mais de duas décadas trocou 'a escuta das leis pela escuta das pessoas'.
Licenciada em Direito, a Sofia percebeu cedo que a sua verdadeira vocação era compreender o que move e o que bloqueia o ser humano.
Fundadora do blogue Às Nove em 2005 e autora de sete livros, ela é hoje uma das vozes mais respeitadas em Portugal no desenvolvimento pessoal, unindo o rigor da Psicologia Positiva e de metodologias de produtividade como o GTD a uma abordagem profundamente humana.
Mas, acima de tudo, a Sofia é alguém que teima em acreditar no lado luminoso da vida e na importância de estarmos presentes no agora.
Oiça a entrevista neste episódio.
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Linkedin - Existem palavras que carregamos como pedras, esperando por um "momento certo" que nunca parece chegar.
Mas o que acontece ao que calamos enquanto o tempo passa?
Neste episódio, convido-o a esvaziar os bolsos e a descobrir a leveza de uma conversa que já devia ter acontecido.
Neste episódio do Tudo com Vagar, sentamo-nos à sombra da honestidade para falar sobre as conversas que adiamos.
Quantas vezes guardamos palavras como se fossem pedras pesadas num bolso, acreditando que o silêncio protege, quando, na verdade, ele corrompe?
Do meu refúgio no Alentejo, observo como a natureza não hesita: se há fome, come-se; se há cansaço, descansa-se. No entanto, nós, humanos, muitas vezes mascaramos o que sentimos com um "está tudo bem" dito entre dentes, permitindo que pequenas mágoas se tornem pedregulhos impossíveis de carregar.
Partilho convosco a minha própria dificuldade com o conflito e como tenho aprendido que a paciência, tantas vezes, é apenas uma fuga disfarçada.
No Monte das Lages, aprendemos que, se não podarmos a vinha na altura certa, ela nasce torta.
O mesmo acontece com os nossos afetos. Falar não é apenas resolver um problema; é abrir uma janela para que entre ar novo - um ar que pode ser frio no início, mas que refresca e renova a alma.
Exploro a diferença entre o silêncio que cura, aquele que sentimos ao fim da tarde no campo, e o silêncio que nos mói por dentro.
Deixo-lhe um desafio prático para esta semana: tire o peso da imaginação e passe-o para o papel.
Marque esse encontro, faça esse telefonema. O alívio que mora do outro lado de uma conversa honesta é o caminho mais curto para a paz interior que tanto procuramos.
Venha daí, respire fundo e descubra como habitar o seu tempo com mais verdade e menos pressa.
Site Instagram Facebook newsletter Linkedin - Quantas vezes nos esforçamos para parecer fortes, carregando uma armadura que, na verdade, nos enfraquece?
Neste episódio, convido-vos a desvendar a exaustão de fingir força e a descobrir como o reconhecimento das nossas fragilidades é o caminho para uma resiliência autêntica.
Venha abrandar e encontrar a sua verdadeira força.
Vivemos numa sociedade que muitas vezes nos impõe a necessidade de sermos pilares inabaláveis, sempre disponíveis e sem falhas. Mas o que acontece quando essa armadura que construímos à nossa volta se torna um peso insuportável, drenando a nossa energia e a nossa essência?
Neste convite à introspeção, exploro a ideia de que fingir força é, paradoxalmente, aquilo que nos enfraquece.
Através de analogias com a natureza alentejana, como a cortiça protetora do sobreiro que precisa de ser retirada para a árvore se renovar, ou a flexibilidade dos juncos que se dobram mas não quebram, somos levados a compreender que a vulnerabilidade não é um sinal de fraqueza, mas sim um caminho para a verdadeira resiliência.
Partilho a minha própria experiência, sublinhando a importância de ouvir os sinais do corpo e de aceitar que ninguém consegue ser forte todos os dias.
O episódio desafia-nos a desconstruir a crença de que pedir ajuda ou dizer "não" nos diminui. Pelo contrário, é no reconhecimento das nossas fragilidades que encontramos a capacidade de nos fortalecermos, de nos levantarmos após as quedas e de aprendermos com cada momento.
A sabedoria da terra, que nos ensina que "a terra que descansa é a terra que dá mais trigo", ecoa a necessidade de pausas e de autocuidado.
Proponho um desafio semanal simples: admitir quando não estamos bem, escrever sobre isso e agir em conformidade, permitindo-nos recarregar energias e voltar com mais vitalidade.
Deixe-se inspirar pela serenidade do Monte das Lages e descubra como abraçar a sua vulnerabilidade pode ser o seu maior superpoder.
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Newsletter - A diferença entre tirar férias para descansar verdadeiramente e apenas fugir da rotina.
Será que estamos a regressar mais leves ou apenas mais bronzeados, mas com o mesmo peso no peito?
Descubra como abraçar o verdadeiro vagar nas suas pausas.
Uma reflexão essencial sobre o verdadeiro significado das férias.
Muitas vezes, partimos para o descanso com a bagagem cheia de tarefas e a mente repleta de planos, transformando a pausa numa extensão da rotina.
Mas será que estamos realmente a descansar ou apenas a mudar de cenário, levando connosco o mesmo peso e a mesma pressa?
Neste convite ao abrandamento, exploramos a diferença crucial entre "fazer férias" e "fugir".
Partilho a minha própria experiência e a observação dos hóspedes no Monte das Lages, revelando como a ânsia de aproveitar tudo ao máximo ou a necessidade de provar a nossa presença através de fotografias incessantes podem roubar-nos o verdadeiro encontro connosco próprios.
O Alentejo, com o seu ritmo lento e a sabedoria ancestral de que "quem tem pressa não chega a lugar nenhum, só chega mais cansado", serve de pano de fundo para esta conversa sobre a importância de desprogramar, de dar espaço ao corpo e à mente para se reconectarem.
As férias, afinal, não são sobre o destino, mas sobre a forma como as vivemos.
São um tempo para libertar o corpo das tensões, a cabeça das listas infindáveis e o coração da culpa.
É a oportunidade de nos perdermos em caminhos, de descobrir o inesperado e de simplesmente SER, sem a obrigação de fazer.
Um desafia a deixar o telemóvel de lado, a avisar que estaremos "off" e a permitir que o tempo flua sem agenda, redescobrindo o prazer de não fazer nada e de observar o mundo à nossa volta.
Venha descobrir como transformar as suas próximas férias num verdadeiro refúgio de vagar e bem-estar, talvez até inspirando-se na serenidade que se encontra no Monte das Lages.
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Sobre Tudo com vagar
TUDO COM VAGAR é um podcast semanal que convida a desacelerar ea descobrir a magia do Alentejo, do campo e da simplicidade.Em cada episódio mergulhamos no conceito do slowliving, da conexão profunda com a natureza e na arte de viver com propósito. Aqui celebramos os pequenos detalhes, os momentos de paz e da vida longe do stress e dos écrans.Junta-te a nós todas as sextas feiras e descobre como o ritmo com vagar pode transformar o teu dia a dia.www.montedaslages.ptInstagramLinkedin
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