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- O comentário bem-humorado de Simone Mendes sobre precisar “fugir” do marido porque ele está “toda hora atrás” pode abrir uma conversa sobre uma situação muito mais comum do que parece: duas pessoas que se amam, mas vivem ritmos de desejo sexual diferentes.
Não existe uma quantidade universal de sexo que determine se uma relação é saudável. No programa, vamos discutir a ideia de que “sexo é hábito”, como disse Kaká Diniz, marido de Simone, e até que ponto manter a intimidade pode ser positivo sem transformar o sexo em obrigação.
Afinal, desejo não funciona como um interruptor: para algumas pessoas, ele pode surgir justamente depois que a intimidade começa.
Para acompanhar outros conteúdos, siga o Interessa no Instagram (https://www.instagram.com/programainteressa/) e no TikTok (https://www.tiktok.com/@interessa.otempo). - O Brasil está tendo menos filhos e isso pode estar mudando não apenas o tamanho das famílias, mas também a maneira como os adultos convivem com crianças. Em quatro décadas, a taxa de fecundidade brasileira caiu de 4,35 para 1,55 filho por mulher, enquanto a proporção de casais sem filhos dobrou entre 2000 e 2022, segundo o IBGE. Mas será que, com menos crianças por perto, também estamos perdendo a familiaridade para conversar, brincar e estabelecer limites com elas?
A pauta parte de uma situação cada vez mais comum: adultos que convivem pouco com crianças e ficam inseguros quando precisam interagir com os filhos de amigos ou familiares. Ao mesmo tempo, a redução da convivência comunitária e a expansão de espaços child-free levantam outra questão: até que ponto estamos criando uma intolerância maior ao barulho, à espontaneidade e à presença infantil? Não querer ter filhos ou preferir ambientes sem crianças é legítimo. Mas quando essa preferência se transforma em rejeição à própria infância?
No programa, vamos discutir como estabelecer limites sem transformar criança em incômodo, qual é o papel dos adultos que não são pais e até onde eles podem intervir diante de um comportamento inadequado. Afinal, criança pode fazer barulho? Pode brincar em espaços públicos? E será que precisamos reaprender a conviver com elas?
Para acompanhar outros conteúdos, siga o Interessa no Instagram (https://www.instagram.com/programainteressa/) e no TikTok (https://www.tiktok.com/@interessa.otempo). - Tem gente que resolve os problemas da família, organiza a vida dos amigos, assume responsabilidades no trabalho, lembra de tudo e está sempre disponível para ajudar. Mas o que acontece quando essa pessoa percebe que construiu sua identidade em torno de ser indispensável?
A chamada “síndrome da pessoa necessária”, termo popularizado nas redes sociais, descreve um padrão em que a autoestima passa a depender da capacidade de cuidar, resolver e estar presente para os outros. Muitas pessoas sentem culpa ao dizer não, dificuldade para delegar tarefas ou desconforto quando não são procuradas. Em alguns casos, essa forma de se relacionar pode estar ligada a aprendizados familiares, experiências de vida e também a expectativas sociais, especialmente sobre as mulheres, frequentemente ensinadas desde cedo a antecipar necessidades e manter tudo funcionando.
No programa, vamos discutir quando o cuidado deixa de ser uma expressão de afeto e se transforma em uma busca constante por aprovação, pertencimento ou amor. Afinal, quem é você quando ninguém precisa de você?
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18/08/2026 | 57minE se você pudesse comprar, apostar e acompanhar uma entrega sem gastar... absolutamente nada? Essa é a proposta dos chamados “Dopamine Sites”, plataformas que ganharam força entre a Geração Z e já chegaram ao Brasil. Nelas, usuários simulam compras, montam carrinhos, acompanham entregas fictícias e até participam de jogos de aposta sem colocar dinheiro de verdade em jogo.
A lógica por trás dessas plataformas está menos no produto comprado e mais na expectativa da recompensa. Pesquisar, escolher, colocar algo no carrinho e imaginar que aquilo está chegando podem proporcionar uma sensação momentânea de prazer e aliviar tédio, ansiedade ou frustração. Mas quando o celular se transforma na principal ferramenta para escapar de qualquer desconforto, onde termina o passatempo e começa um comportamento compulsivo?
No programa, a bancada feminina vai discutir por que estamos tão acostumados a respostas rápidas e recompensas instantâneas e como recuperar a capacidade de lidar com espera, tédio e frustração sem precisar de um estímulo a cada poucos segundos. Afinal, será que estamos comprando alguma coisa - ou tentando comprar alguns minutos de felicidade?
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17/08/2026 | 59minOuvir bem não significa, necessariamente, compreender bem o que se ouve. Esse é um dos pontos centrais do Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC), condição em que os exames de audição podem estar normais, mas o cérebro encontra dificuldade para organizar, interpretar e dar significado aos sons.
O caso de Alex, filho da jornalista Queila Ariadne, ajuda a ilustrar o desafio: foram cerca de sete anos de acompanhamento com fonoaudiólogos até que a condição fosse identificada e tratada. Durante esse período, as dificuldades foram confundidas com desatenção, problemas de aprendizagem e até dislexia. Segundo a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA), alterações no processamento auditivo podem atingir entre 2% e 5% das crianças em idade escolar.
No programa, vamos explicar como o TPAC pode aparecer na infância, na vida adulta e também entre idosos, além de discutir seus sinais, diagnóstico e tratamento. Crianças podem ter dificuldade para acompanhar explicações e aulas; adultos podem sofrer para acompanhar reuniões, conversas longas ou ambientes barulhentos.
Para ajudar a gente a entender o que é o TPAC, como ele é diagnosticado e tratado e por que ele pode ser confundido com TDAH e dislexia, recebemos a fonoaudióloga Letícia Maria Martins Vasconcelos Parreira, mestre em Ciências da Saúde pela UFMG, especialista em audiologia clínica e em processamento auditivo central e professora do curso de fonoaudiologia das Faculdades de Ciências Médicas de Minas Gerais.
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