670 episódios
- Trinta e seis segundos num elevador, uma mulher a compor o cabelo ao espelho e uma noite de chuva em Saquarema, nos arredores do Rio de Janeiro, Brasil. Rosalina Ribeiro, secretária pessoal e companheira do milionário Lúcio Tomé Feteira, falecido em 2000, saiu para jantar a 150 metros de casa e nunca mais voltou.
Levaram-lhe a pasta com os documentos e deixaram-lhe o relógio e os brincos, porque quem a matou não queria o que ela tinha, queria o que ela sabia.
Durante dez dias, enquanto as amigas colavam cartazes a alertar para o seu desaparecimento pelas ruas do bairro de Flamengo, o seu corpo foi apenas uma etiqueta, com o número 608, numa morgue do Rio de Janeiro.
Neste primeiro episódio do podcast Quem Matou Rosalina?, ouvimos Rosemary Gomes, a testemunha que ouviu os tiros, a fadista Maria Alcina, amiga de Rosalina, que sonhou com o pedido de socorro, e entrevistamos o jornalista Plínio Fraga, autor da reportagem Dostoiévski em Saquarema, que reconstitui o caso e nos apresenta Duarte Lima, o homem que se adiantou à polícia com o envio de um fax que ninguém lhe pediu.
O lançamento deste podcast narrativo coincide com o início do julgamento de Duarte Lima, no tribunal de Sintra, a 5 de Novembro. O antigo deputado do PSD foi acusado pelo homicídio de Rosalina Ribeiro, no Brasil, a 7 de Dezembro de 2009.
Quem Matou Rosalina? é uma produção da Coimbra Coolectiva em exclusivo para o PÚBLICO, com a colaboração do Globo. A narração é de José Martins e a banda sonora é dos Belle Chase Hotel.
See omnystudio.com/listener for privacy information. - No encerramento do debate da generalidade do Orçamento do Estado para 2026, Leitão Amaro referiu-se ao perigo "da subversão". Garante não estar a falar "dos milhões de portugueses preocupados com a habitação, nem dos muitos que pacificamente se manifestaram". E recupera as palavras do Presidente da República: "Lei e liberdade não são incompatíveis, bem pelo contrário" e "para exercermos liberdade temos de nos respeitar a todos, e para nos respeitarmos todos, temos de cumprir a lei". Mas será que o Governo quer fazer querer os portugueses de que voltámos a um tempo parecido ao do PREC?
See omnystudio.com/listener for privacy information. - No discurso de abertura do debate desta terça-feira, no Parlamento, Luís Montenegro não perdeu tempo em abordar as manifestações das acções policiais nos protestos pela crise da habitação para defender que "em nenhum momento se impediu em Portugal o exercício do direito de reunião e manifestação nos termos da lei contudo, [esse direito têm] que se conformar com a lei e com o justo equilíbrio de outros direitos como a livre circulação, ordem, segurança, tranquilidade e mesmo a salubridade públicas."
Montenegro prossegui para elogiar as operações levadas a cabo pela PSP nas acampadas que tiveram lugar nas últimas semanas: "Presto público reconhecimento aos nossos polícias pela pedagogia, pelo profissionalismo, pelo equilíbrio e pela razoabilidade das suas actuações em cumprimento dos princípios da necessidade, da adequação e da proporcionalidade".
No dia em que o Presidente da República, António José Seguro, também falou analisamos o que disse Seguro e Montenegro neste episódio do podcast Soundbite.
See omnystudio.com/listener for privacy information. - A PSP voltou, na madrugada deste domingo, a retirar todas as tendas que tinham sido montadas por quem protestava pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, recorrendo à força para fazer recuar os participantes. Enquanto a PSP fala em 11 feridos causados pela sua própria intervenção, três deles polícias, as organizações das duas acampadas referem mais de 50: pelo menos 20 em Lisboa, 30 no Porto. Ainda não é certo quantos são os feridos graves. Para já, o Governo continua a mostrar querer continuar a reprimir as manifestações pela habitação em vez de optar pela desescalada da tensão. O Governo só descansa quando o PSD cair a pique nas sondagens? Estão os sociais-democratas de acordo com a gestão do ausente Luís Montenegro? Temas para análise neste episódio do Soundbite.
See omnystudio.com/listener for privacy information. Os jovens já não estão "disponíveis para o sacríficio" que os seus pais fizeram para ter uma casa?
23/10/2026 | 8minO presidente Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, Benjamim Pereira, disse aos jornalistas nesta quinta-feira, quando questionado sobre as manifestações que têm ocorrido sobretudo no Porto e Lisboa, que “já fomos todos jovens, não é? (...) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade actual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse o presidente do IHRU em Vila Nova de Gaia. Uma declaração infeliz ou um comentário que vai ainda mais alimentar os protestos pela habitação?
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Os sons que marcam o dia político em análise por Ana Sá Lopes e Helena Pereira, num podcast do PÚBLICO com moderação de Ruben Martins.
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