PodcastsEnriquecimento individualA Vida não é o que Aparece

A Vida não é o que Aparece

Inês Duarte Freitas/PÚBLICO
A Vida não é o que Aparece
Último episódio

18 episódios

  • A Vida não é o que Aparece

    Bárbara Tinoco: “Odiei estar grávida, acho que não há mal nenhum nisso. E amei ser mãe”

    19/05/2026 | 57min
    Bárbara Tinoco é inseparável da sua própria música. Diz que escreve canções sobre o que sente na esperança de que alguém já tenha sentido o mesmo. Tem sido assim desde Antes Dela Dizer Que Sim, a canção que lançou a sua carreira, em 2019. Em menos de uma década tornou-se uma das vozes mais conhecidas da sua geração e a única portuguesa a ter um concerto na Disney+, gravado na Meo Arena, quando estava grávida da sua filha, Masha, a quem dedica o novo álbum Hormonal. E quanto às redes sociais, tem 324 mil seguidores só no Instagram e mais de 420 mil ouvintes mensais no Spotify.
    “Acho que é impossível ser a mesma pessoa depois de ter um bebé. É uma experiência demasiado transformadora e ainda bem”, declara a cantora, que, um mês e meio depois de ser mãe, regressou à estrada para dar concertos. “Sempre quis ser mãe nova e a mim não me retirou nada — apenas acrescentou muitas coisas”, insiste a última convidada da primeira temporada de A Vida Não é o Que Aparece, que até vai mais longe: “Nunca tinha sido tão feliz até ser mãe.”
    Nem tudo são rosas e a gravidez foi uma fase difícil em que se sentiu mais “vulnerável” do que nunca. “Odiei estar grávida, mas acho que não há mal nenhum nisso. Odiei estar grávida e amei ser mãe”, reforça. Este é o “período mais hormonal” da vida de uma mulher, motivo por que chamou ao seu terceiro disco Hormonal, levando também um toque de ironia. “É este insulto que é dito a nós mulheres desde sempre. Quando estás muito apaixonada na adolescência, dizem que são as hormonas. Quando estás muito chateada, estás com o período. E quando és mãe estás sempre hormonal — que é verdade — mas é dito de forma forma pejorativa.”
    O novo disco é também uma carta para a filha, que conta a história de amor entre Bárbara Tinoco e o namorado, o guitarrista Feodor Bivol. “O meu maior objectivo enquanto mãe é que a minha filha, independentemente do que ela fizer na vida, o erro mais estúpido que ela fizer, saiba que me pode sempre ligar. 'Mãe, eu fiz isto, o que é que eu faço?' Ela sabe que a mãe vai entender”, diz Tinoco.
    Preocupa-se com educar uma filha nesta era das redes sociais, que a própria Bárbara Tinoco evita em alguns momentos, apesar de reconhecer a sua importância para a divulgação da música. “Não sei lidar muito bem com a parte negativa das redes sociais”, desabafa. “Acho que não fomos feitos para ler aquilo que pensam sobre nós o tempo todo”.
    Siga o podcast A Vida Não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts ou noutras aplicações para podcasts.
    See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • A Vida não é o que Aparece

    Bruno Gonçalves. "O politicamente correcto destruiu a base do diálogo" nas redes sociais

    12/05/2026 | 1h 5min
    Bruno Gonçalves é natural de Braga e, nos intervalos de uma formação em Engenharia Mecânica, assumiu cargos de liderança na Juventude Socialista, foi membro do Conselho Nacional de Juventude, deputado da Assembleia Municipal de Braga e um dos vice-presidentes mais jovens da Internacional Socialista. Em 2024, foi eleito eurodeputado pelo Partido Socialista. Isto tudo antes de fazer 30 anos. Acaba ainda de lançar o movimento Bora sobre o discurso de ódio nas redes sociais. Tem mais de 96 mil seguidores no TikTok e 83 mil no Instagram.
    A presença digital foi a resposta directa ao crescimento dos populismos nestas plataformas digitais, reconhece o socialista, que é o 16.º convidado do podcast A Vida Não É o Que Aparece. “O espaço democrático – não digo só a esquerda, acho que é o espaço democrático moderado – estava completamente alheado de uma esfera da sociedade que é a esfera digital”, declara, defendendo: “É muito importante que, aconteça o que aconteça do ponto de vista da evolução tecnológica, a política não fique para trás. Porque, se não, vai parecer antiquada, vai parecer velha e vai parecer desactualizada”.
    Nesse ímpeto de levar a política às redes sociais e sobretudo aos mais jovens, apercebeu-se que o “discurso inflamado e reaccionário” é o que mais vende nestas plataformas. Foi daí que nasceu o movimento Bora, que levou a nove escolas secundárias debates sobre a polarização de temas como imigração, cultura de cancelamento, liberdade de expressão, privacidade online ou redes sociais e algoritmo, que serão partilhados em breve nas plataformas digitais. “O mais importante é ter a habilidade de conversar. E as redes sociais tiraram muito disso, porque uma pessoa que não quer perder três minutos a escrever um comentário com um conjunto de dados, não se inibe de escrever em três segundos o que acha desprezível naquela ideia, naquela pessoa ou naquele vídeo”, lamenta.
    É por isso que defende que deve haver “uma responsabilização maior” sobre o discurso de ódio nas redes sociais, apesar de não querer limitar a liberdade de expressão. “Gostava de replicar nas redes sociais o que se passa no mundo real. Os jovens quando estão a falar cara a cara têm muito mais espaço para a empatia. Só que eles raramente têm espaço e tempo para falarem uns com os outros.” É que, conclui, “a maior ilusão que [as redes sociais] nos vendem é que não há vida além delas, quando é exactamente o contrário”.
    Siga o podcast A Vida não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.
    See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • A Vida não é o que Aparece

    Filipa Gomes: “Pus-me no papel da mãe que tudo pode. Mas não somos capazes durante muito tempo”

    05/05/2026 | 55min
    Filipa Gomes cresceu no campo, como a própria diz, entre vacas e couves. Sempre adorou comer, mas só começou a cozinhar muito mais tarde. Quis ser designer de moda e acabou se tornar publicitária. Isto até ao dia em que participou num casting do 24Kitchen e se tornou apresentadora do Prato do Dia. Seguiram-se Cozinha com Twist e Os Cadernos da Filipa, transformados também em livros de receitas. Hoje é um dos rostos mais conhecidos da culinária portuguesa e também ensina a cozinhar os seus mais de 525 mil seguidores.
    Foi há mais de uma década que Filipa Gomes apareceu no ecrã e a sua imagem, bem como o tom coloquial que utilizava nos programas, surpreenderam os mais conservadores do meio da cozinha – nunca se intitulou chef e ainda hoje prefere ser chamada de cozinheira e criadora de conteúdos. “Por que é que tens as unhas pintadas? Por que é que estás de batom? Por que é que estás assim vestida? Por que é que estás tão arranjada?”, reproduz, falando de algumas críticas que ouvia, muitas vezes sobre o seu corpo.
    O seu corpo ainda continua a ser tema nas caixas de comentários, até nos vídeos de receitas, onde os seguidores sentem “legitimidade” para falar da sua forma física, diz. “É um tema muito delicado para mim. É pública a minha luta constante com o peso, com as minhas medidas, o ser gorda ou não…”, desabafa no podcast A Vida Não É o Que Aparece, onde garante que nunca deixou que as inseguranças se reflectissem no trabalho, apesar de pesarem na saúde mental.
    Foi sempre essa a sua prioridade: dar o melhor no trabalho. “Tinha muita urgência em não deixar cair os pratos todos que tinha posto no ar. Mais o peso de querer ser a mãe perfeita. Queria que tudo fosse perfeito e isso passou uma factura muito grande a nível psicológico”, conta, falando de um burnout por que passou recentemente. “Pareço sempre esta pessoa superalegre e superentusiasmada, mas tenho uma tendência para a melancolia e para a tristeza”, confessa, deixando uma mensagem : “Pus-me muito nesse papel da mãe que tudo pode. Não é preciso”.
    See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • A Vida não é o que Aparece

    António Raminhos: “Tenho piadas superagressivas que nasceram em tempo de tensão”

    28/04/2026 | 59min
    António Raminhos foi jornalista de Desporto n’A Capital, mas há já 20 anos percebeu que, se calhar, este ofício era demasiado sério para si. Estreou-se na comédia stand-up em 2006 e nunca mais parou. Na televisão foi um dos rostos do 5 para a Meia-Noite, na RTP, e nos palcos já fez espectáculos como As Marias sobre a sua dinâmica familiar ou mais recentemente Volto Já sobre o seu medo de morrer. É ainda autor do podcast Somos Todos Malucos e, só no Instagram, tem mais de um milhão de seguidores.
    Foi com o humor sobre a parentalidade que Raminhos (como prefere que o chamem) se tornou conhecido dos portugueses. Fazia vídeos com as duas filhas mais velhas que colocava no YouTube, onde atingiam os milhares de visualizações, numa altura em que “não sabíamos tanto” sobre os perigos da exposição das crianças. “Quando comecei a ter mais noção de o que são as redes sociais, comecei a pensar muitas vezes que tinham ficado traumatizadas. Por outro lado, sei que não aconteceu porque elas gostam de ver os vídeos”, analisa o humorista, em entrevista no podcast A Vida Não É o Que Aparece.
    Apesar de já não partilhar tanto a rotina familiar, ainda mantém o humor como uma ferramenta de parentalidade. “É simplesmente uma maneira de relativizar e tirar algum peso a momentos que são deveras difíceis”, defende, explicando como vai educando as três filhas para os perigos das redes sociais. “Faço questão de lhes mostrar as mensagens agressivas que me mandam para entenderem que os amigos reais fazem muito mais sentido do que os virtuais. Há muita gente que está atrás do teclado e utiliza essa camuflagem para deitar cá para fora coisas que deviam ser feitas em terapia”, lamenta.
    Ainda assim, nunca bloqueou ninguém no Instagram, nem pretende fazê-lo, apesar de receber comentários de ódio diariamente até sobre a sua saúde mental — sofre de perturbação obsessivo-compulsiva e fala sobre o tema não só nas redes sociais, como nos seus espectáculos. “Disseram-me: ‘Este gajo como não tinha graça nenhuma agora diz que tem problemas de saúde mental para ver se ganha dinheiro’”, exemplifica.
    No humor não há temas “seguros”, nem temas proibidos, diz, considerando “o limite acaba por ser se tem piada ou não”. E declara: “O humor depende muito mais de quem o recebe do que de quem o faz”. Independentemente do conteúdo, Raminhos reconhece que o humor é uma estratégia de defesa não só para lidarmos com os nossos fantasmas, mas também com o mundo. “A única maneira de combater a loucura em que o mundo está é relativizar para termos alguma normalidade. Há piadas muito agressivas que nasceram em tempo de tensão.”
    Siga o podcast A Vida não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.
    See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • A Vida não é o que Aparece

    João Manzarra: “Causa-me tristeza que a experiência da vida seja a olhar para um ecrã”

    21/04/2026 | 49min
    João Manzarra estreou-se na televisão portuguesa há quase 20 anos no Curto Circuito da SIC Radical. Não demorou até chegar a voos mais altos e foi apresentador do concurso de talentos Ídolos na SIC. Seguiram-se programas como A Máscara ou Vale Tudo. Fora do ecrã, quem o quer ver feliz é a escalar uma qualquer montanha pelo mundo e até tem partilhado as viagens com os seus seguidores, descobrindo uma faceta de Youtuber. Tem mais de 20 mil subscritores no canal de viagens e no Instagram são 513 mil seguidores.
    Gosta de viajar pelo mundo sozinho pela “pura liberdade” e “adrenalina” que experiencia nesses momentos. E de preferência prefere fazê-lo sem o telemóvel, sendo especialmente crítico desse pequeno aparelho que diz dominar as nossas vidas. “Acho o estar ao telemóvel uma coisa feia. É uma coisa que a mim não me atrai num ser humano”, declara no podcast A Vida Não é o Que Aparece. “Se vejo alguém à minha volta com um telemóvel há ali qualquer coisa que parece que aquela pessoa se está a afastar do melhor dela, de uma vida melhor que poderia estar a ter naquele momento”.
    Ao mesmo tempo, reconhece que é uma ferramenta de comunicação, que o próprio usa, confessando viver num “paradoxo”. Consciente dos perigos das redes sociais ou dessa utilização permanente daquele dispositivo, prefere moderar a sua utilização, motivo por que não partilha tanto. “Preocupa-me que as redes sociais sejam quase um exclusivo da atenção humana. O mundo passa a ser um ecrã e isso deixa-me triste. Causa-me alguma tristeza perceber que a experiência da vida seja a olhar para um ecrã”, lamenta.
    Até porque as redes sociais estão cheias de ilusões e de “vidas editadas”, um tema para o qual devemos estar conscientes, diz o apresentador. “Nós convivemos com a televisão que também é a mesma coisa. O que muda é o espaço em que as coisas são apresentadas. Agora, nas redes sociais, há muita gente com esse poder de iludir.”
    Assim, tenta levar temas importantes para as redes sociais, como a sustentabilidade e já foi alvo de críticas pela sua postura em prol do ambiente. “Como as minhas intenções eram todas boas realmente sofri um bocadinho quando percebi que estava a criar tanta irritação noutras pessoas”, desabafa em entrevista ao PÚBLICO. “Muitas destas pessoas até olham para as minhas acções e há um lado que admiram, mas, como não conseguem ser assim, acho que isso levanta nelas uma irritação.”
    Siga o podcast A Vida Não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.
    See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mais podcasts de Enriquecimento individual
Sobre A Vida não é o que Aparece
Entrevistas sobre a vida que vemos e mostramos nas redes sociais, com Inês Duarte de Freitas.
Sítio Web de podcast

Ouve A Vida não é o que Aparece, anything goes with emma chamberlain e muitos outros podcasts de todo o mundo com a aplicação radio.pt

Obtenha a aplicação gratuita radio.pt

  • Guardar rádios e podcasts favoritos
  • Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
  • Carplay & Android Audo compatìvel
  • E ainda mais funções
Aplicações
Social
v8.10.0| © 2007-2026 radio.de GmbH
Generated: 6/20/2026 - 1:52:27 PM