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Manuel João Vieira: “Pode-se aprender o amor, mas nós teremos sempre dentro de nós algum amor torto”
29/08/2026 | 49minManuel João Vieira é conhecido por ser o inesperado candidato à Presidência da República que traz para a mesa do debate temas pouco expectáveis na política, como o amor, a arte, o álcool e reflexões existenciais sobre a vida.
A sua carreira política já conta com cinco candidaturas a este cargo e a mais recente, em 2026, mereceu mesmo um artigo no jornal britânico The Guardian, com o título “Ferraris para todos e vinho canalizado: candidato satírico faz tremer as eleições presidenciais portuguesas”. E, apesar de ser reconhecido o tom humorístico das suas intervenções, nesse mesmo ano a sua campanha valeu-lhe 1,08% dos votos.
No Alta Definição, vamos conhecê-lo de uma outra forma. Como foi a sua infância? Como foram os seus primeiros namoros? Que problemas de saúde tem? E será que a sua candidatura política é apenas uma sátira ou representa verdadeiramente aquilo que pensa?
O também vocalista dos Ena Pá 2000 reconhece, neste programa, que já teve problemas com o álcool e explica como estes se relacionavam com a sua vida artística. “Recorria muito à bebida para subir ao palco. Agora tento não beber um copinho ou um café com bagaço antes do espetáculo. Já consegui libertar-me dessa necessidade.” A conselho da sua médica, está a tentar não beber há quatro meses e reconhece estar melhor assim, apesar de ainda pensar no “bife de lombo com um copo de vinho” que espera apreciar daqui a outros quatro meses, “sem abusar”.
Sobre a infância e o seu passado, recorda as histórias com o primo, a mãe que sofreu de tuberculose e o pai distante. “Eu não consigo compreender a minha infância, fiz alguma psicanálise, mas os grandes problemas que existem a nível emocional são muito complicados”, admite. Quando Daniel Oliveira lhe pergunta se, mesmo assim, ainda é possível aprender a amar, responde: “Pode-se aprender, mas nós teremos sempre dentro de nós algum amor torto.”
Ouça a conversa em formato podcast, emitida na SIC a 29 de agosto.
See omnystudio.com/listener for privacy information.- Aos 12 anos, Rui Bandeira fugiu de casa para ir viver com a mãe. Nesta conversa, o cantor revisita uma infância marcada pela separação dos pais, os anos em que viveu longe da mãe, os conflitos familiares que o levaram a fugir de casa e o papel decisivo da música e da fé na sua vida.
Fala ainda do avô que o inspirou a ser músico, do sucesso no Festival da Canção, das dificuldades da pandemia, da relação com a mulher e de como os filhos se tornaram a sua maior conquista. Um testemunho emotivo que vale a pena ouvir no Alta Definição emitido na SIC em 22 de agosto de 2026.
See omnystudio.com/listener for privacy information. Carlos Lopes: “Nunca tive medo que o cancro da boca pudesse correr mal. Já passei por tanta coisa, ia ter medo de quê?”
16/08/2026 | 49minNascido em Rio de Moinhos, numa família humilde com oito irmãos, Carlos Lopes abandonou a escola aos 13 anos para ajudar financeiramente os pais, percorrendo vários ofícios antes de se fixar na serralharia. Foi por acaso, numa noitada com amigos, que descobriu o atletismo — uma “brincadeira de miúdos” que o levaria ao topo do mundo. A conversa com Daniel Oliveira revela um homem que nunca separou o esforço quotidiano da sua filosofia de vida, recordando que chegou a treinar até às 22h00 depois de um dia inteiro de trabalho, e que os quase dez anos de paragem forçada por lesão no tendão de Aquiles nunca abalaram a sua convicção de que voltaria a competir ao mais alto nível. O Alta Definição foi exibido a 15 de agosto na SIC.
See omnystudio.com/listener for privacy information.“Nunca tive um brinquedo, andei descalço até aos oito anos”: a infância pobre que moldou o homem por trás do chapéu de cowboy
08/08/2026 | 48min“Andei descalço quase sempre em criança.” É assim, sem rodeios, que Zé Amaro resume uma infância vivida entre a pobreza rural de Citânia de Briteiros, o peso da lenha carregada ao monte antes da escola e o sonho impossível de um miúdo que nunca comeu um iogurte mas ouvia música escondido numa sala. Sétimo de dez irmãos, filho de um pai de olhar terno e uma mãe de mão de ferro, cresceu a trocar os brinquedos pelo trabalho, os cadernos pela sobrevivência. Aos 13 anos entrou numa fábrica de calçado. Aos 15 já subia a palcos. Aos 30 apostou tudo na música. E quando finalmente tinha o mundo a seus pés, um medicamento destruiu-lhe o fígado e colocou-o a dias de morrer. Foi um transplante — e um dador anónimo — que lhe devolveu a vida. Hoje, chapéu na cabeça e botas nos pés, Zé Amaro sobe ao palco e chora por dentro. Sabe, melhor do que ninguém, o que custou chegar ali.
See omnystudio.com/listener for privacy information.Nuno Markl: “Estava à rasca, tinha medo de morrer, mas não tinha bem a noção do quão perto estava”
01/08/2026 | 1h 6minO humorista Nuno Markl é o convidado de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. O locutor das “Manhãs da Comercial” e apresentador do programa “Taskmaster Portugal” partilha, pela primeira vez, a experiência que mudou a sua vida: os dois AVCs sofridos no espaço de poucas semanas. Foi o seu filho Pedro que ligou para o 112, recusando-se a aceitar a sugestão do pai de que “podia ser só cansaço”. “Não sei o que teria acontecido se não fosse ele”, admite Markl. O humorista recorda a tristeza demolidora da dependência total e o medo de nunca mais voltar a mexer o braço ou andar sem apoio. “As pessoas talvez não tenham noção do nível atómico de tristeza e solidão que se pode sentir sozinho num quarto de hospital, cheio de incertezas”, explica. Markl reflete sobre a habitual rotina antes do acidente, que descreve como “uma cavalgada insana”, o hábito de ignorar os sinais do corpo e o medo de ir ao médico. O processo de recuperação, que descreve como “o projeto mais importante da minha vida”, ensinou-lhe a valorizar as pequenas vitórias diárias e a aprender a dizer 'não'. “Antes disto acontecer, quando descansava sentia culpa por não estar a fazer mais. Agora já não.” O humorista fala ainda sobre o amor e a amizade que o sustentaram nestes meses, sobre a relação com a namorada Teresa, com a mãe, com a irmã e com os amigos que encheram o seu quarto de hospital. Ouça a conversa intimista no Alta Definição, emitido na SIC a 1 de agosto.
*A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa
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Sobre Alta Definição
Entrevistas intimistas conduzidas por Daniel Oliveira. Todas as semanas um novo convidado no 'Alta Definição', um programa da SIC
Veja a versão vídeo deste programa em Opto.sic.pt
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