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Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente

Fundação Francisco Manuel dos Santos
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    POLÍTICA | O que perde o país com a desconfiança social?

    11/06/2026 | 38min
    Sabia que somos o segundo país mais desconfiado da Europa? O que diz este dado sobre a nossa realidade política e social? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem exploram o que a (des)confiança social revela sobre o desenvolvimento, a justiça ou a economia em Portugal, e no mundo.
     De acordo com o Estudo Europeu de Valores, 8 em cada 10 portugueses desconfiam de pessoas que não conhecem - um valor ultrapassado apenas pela Albânia. No extremo oposto está a Escandinávia, onde mais de 70% dos inquiridos dizem confiar nos outros.
    O politólogo e a humorista analisam o que acontece quando a desconfiança se instala nas relações entre cidadãos, nas instituições e no espaço público. Será que a fonte é a desigualdade económica? Ou pesa mais a herança histórica de sociedades hierarquizadas e com o poder centralizado? E porque é que a burocracia e a desconfiança andam de mãos dadas? 
    A partir da evidência de que os países mais desenvolvidos revelam uma maior confiança social, a dupla aborda ainda possíveis soluções para combater a desconfiança – da implementação de políticas universalistas à distribuição justa e imparcial de recursos.
    Desconfiamos que não vai perder este [IN]Pertinente.
    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
    AGHION, P., ALGAN, Y., CAHUC, P., & SHLEIFER, A., «Regulation and distrust» (The Quarterly Journal of Economics, (125(3), 1015-1049 2010)
    PUTNAM, R. D., NANETTI, R. Y., & LEONARDI, R. «Making Democracy Work: Civic Traditions in Modern Italy» (Princeton: Princeton University Press, 1994)
    PASSDA, «Portugal no European Social Survey: Atitudes Sociais nos Últimos 20 Anos» (2022)
    BIOS
    Pedro Magalhães
    Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros. 
    Luana do Bem
    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
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    ECONOMIA | Produtividade: o motor invisível da economia

    04/06/2026 | 41min
    O século XXI é o mais produtivo de sempre, mas alguns países são mais produtivos do que outros. Porquê? Como é que se mede a produtividade do nosso trabalho? E de que forma o que produzimos influencia o nosso salário?
    Neste episódio, o economista João Duarte explica porque é que ser produtivo não significa trabalhar mais horas e porque é que tudo começou com a Revolução Industrial – o PIB per capita mundial era quase plano até 1800 e disparou a partir daí.
    Ao longo da conversa, distinguem-se conceitos que são muitas vezes confundidos, tais como, «produtividade do trabalho», «PIB per capita» ou «produtividade total dos fatores», e analisa-se porque é que é difícil medir a produtividade de um médico, ou de um professor, entre outras profissões que não têm preço de mercado.
    A dupla explica ainda a «Regra dos 70» no crescimento económico e mostra como pequenas percentagens têm grande impacto: sabia que, se crescer 1% ao ano, o PIB per capita duplica em 70 anos? E se crescer 2% duplica em apenas 35 anos?
    Por fim, explora-se um dos grandes temas da economia atual: porque é que a produtividade disparou nos EUA e a Europa ficou para trás?
    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
    OCDE — GDP per hour worked (cross-checked com Wikipedia «List of countries by labour productivity», atualizado a partir dos dados OCDE 2023, USD PPP).
    OCDE — Average annual wages (cross-checked com Wikipedia «List of countries by average wage», dados 2024, USD PPP).
    OECD – «Measuring Productivity» (OECD Manual: Measurement of Aggregate and Industry-level Productivity Growth, OECD Publishing, Paris, 2001)
    BUIATTI, DUARTE, SÁENZ, «Europe Falling Behind: Structural Transformation & Labor Productivity» (Journal of International Economics, 2026)
    LEVINSON, «The Box: How the Shipping Container Made the World Smaller and the World Economy Bigger» (Princeton University Press, (2006)
    DAVID, P., «The Dynamo and the Computer: An Historical Perspective on the Modern Productivity Paradox», (American Economic Review 80(2), 1990)
    BOLT & VAN ZANDEN (2025), «Maddison-style estimates of the evolution of the world economy: A new 2023 update» (Journal of Economic Surveys) 
    BIOS
    João Duarte
    Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics. 
    Manel Rosa
    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
     Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.
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    CIÊNCIA | Falha de memória ou demência?

    28/05/2026 | 44min
    Sabia que 45% dos casos de demência podem ser evitados? Será que viver mais anos implica perder capacidades cognitivas? A neurologista Raquel Gil-Gouveia e Filipa Galrão analisam os processos cerebrais – naturais e patológicos - à medida que a idade avança.
    Estima-se que, em 2050, cerca de 90 milhões de pessoas no mundo terão Alzheimer. Numa população cada vez mais envelhecida, o aumento de casos de demência parece inevitável. Mas qual é a fronteira entre o envelhecimento normal e as doenças neurodegenerativas?
    Nesta conversa, a neurologista explora os sinais de alerta dos processos patológicos do cérebro e explica o que distingue a demência das doenças neurodegenerativas.
    Entre fatores genéticos e a influência do estilo de vida, a especialista fala sobre a  importância da alimentação, do exercício físico, do controlo cardiovascular e da estimulação cognitiva na redução do risco de demência.
    Além do impacto nos doentes, a dupla aborda também o peso emocional e físico sentido por cuidadores e familiares. São milhares os casos de exaustão e cerca de um terço desenvolve sintomas depressivos.
    Entre conselhos práticos, há ainda espaço para revelar os avanços científicos mais recentes e as novas terapêuticas que estão a transformar o tratamento do Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum.
    Para saber como proteger a saúde cerebral não perca este episódio [IN]Pertinente.
    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
    «Alzheimer – os avanços da ciência contra a doença do esquecimento» (Segredos do Cérebro, National Geographic, 2024)
    «Annual U.S. Dementia Cases projected to rise to 1 million by 2060» (Scientific American)
    «Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet standing Commission» (The Lancet, 2024)
    «Controversial New Alzheimer’s Drugs Offer Hope—But at a High Cost» (Nature, 2025)
    «Still Alice», Filme sobre Alzheimer,  de Richard Glatzer
    «Robin’s Wish», Documentário sobre Doença Corpos Lewy, de Tylor Norwood
    Associações de doentes: 
    - https://alzheimerportugal.org/
    - https://parkinson.pt/
    BIOS
    Raquel Gil-Gouveia
    Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica.
    Filipa Galrão 
    Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
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    SOCIEDADE | Trabalho e ensino na era da IA

    21/05/2026 | 46min
    Quais são as profissões mais ameaçadas pela inteligência artificial? E de que forma a IA pode transformar o ensino? Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os sinais da automação no mercado de trabalho e na educação das gerações futuras.
    Nos últimos três anos, as vagas para juniores em áreas mais expostas à IA caíram 30% a 40%, à medida que tarefas repetitivas, analíticas e administrativas são substituídas por algoritmos. Mas estarão apenas os empregos menos qualificados em risco?
    Neste episódio, o especialista em IA e o comunicador observam que também as profissões altamente especializadas estão ameaçadas – a começar, ironicamente, pelos engenheiros tecnológicos, mas atingindo, igualmente, advogados, consultores e médicos, sobretudo em especialidades de diagnóstico.
    Mas nem tudo são más notícias: numa época em que o desemprego se mantém em níveis historicamente baixos, a IA também pode ter impactos positivos na educação, ao democratizar o acesso à informação entre diferentes estratos sociais.
    A dupla discute ainda os desafios e oportunidades desta revolução — e porque é que o pensamento crítico, uma visão integrada do mundo e a «motivação intrínseca» serão competências decisivas no futuro.
    Para acompanhar a velocidade das transformações em curso, não perca este episódio do [IN]Pertinente.
    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
    BASTANI et al., «Generative AI without guardrails can harm learning: Evidence from high school mathematics», (PNAS 122(26), 2025)
    BRYNJOLFSSON, CHANDAR & CHEN, «Canaries in the Coal Mine?» (Stanford Digital Economy Lab, 2025)
    DELL'ACQUA, MOLLICK et al., «Navigating the Jagged Technological Frontier» (Harvard/BCG, 2023)
    KESTIN et al., «AI tutoring outperforms in-class active learning: an RCT», (Scientific Reports, 2025)
    DE SIMONE et al., «From Chalkboards to Chatbots: Evaluating the Impact of Generative AI on Learning Outcomes in Nigeria», (World Bank WPS 11125, 2025)
    ACEMOGLU, Autor & JOHNSON, «The Direction of AI», (NBER WP 34854, 2026)
    GARICANO-RAYO, «AI and the Expertise Leverage Ratio», (CEPR DP 20634, 9/9, 2025)
    LEE et al. (Microsoft + CMU), «The Impact of Generative AI on Critical Thinking», (CHI 2025)
    CAPLAN, «The Case Against Education» (Princeton UP, 2018)
    BJORK & BJORK, «Making things hard on yourself, but in a good way», (Gernsbacher et al., Psychology and the Real World, 2011)
    RYAN & DECI, «Self-Determination Theory», (American Psychologist, 2000)
    RISKO & GILBERT, «Cognitive offloading», (Trends in Cognitive Sciences, 2016)
    MOLLICK & MOLLICK, «Assigning AI: Seven Approaches for Students, with Prompts», (SSRN 4475995, 2023)
    BIOS
    Bernardo Caldas
    Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo.
    Hugo van der Ding 
    Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
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    POLÍTICA | Estamos mais polarizados?

    14/05/2026 | 44min
    Será que os partidos, e as pessoas, estão cada vez mais polarizados? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem analisam a tão debatida «polarização» - das suas várias aceções aos fatores que a explicam e aos efeitos que tem na nossa vida.
    Nos anos 60, os partidos radicais, à esquerda e à direita, somavam na Europa, em média, pouco mais de 10%. Hoje, somam 30%.
    A «polarização» anda nas bocas do mundo e parece não haver dúvidas de que há cada vez mais distância entre pessoas, partidos e grupos. Mas o que diz a evidência científica sobre esta matéria?
    O politólogo Pedro Magalhães distingue cinco tipos de polarização - sim, cinco - da ideológica à partidária, da afetiva à entre elites. Mas, ao contrário do que se julga, nem todas têm aumentado.
    Entre estudos e estatísticas, surgem questões inesperadas: porque é que as redes sociais tendem, cada vez mais, a extremar opiniões? Que impacto tem a polarização nos encontros familiares? Que papel tem a música country na divisão política norte-americana? 
    Para uma opinião informada, com contexto e despolarizada, não perca este [IN]Pertinente.
    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
    MCCARTY, N. «Polarization: What everyone needs to know» (New York: Oxford University Press, 2019)
    COMELLAS, J. M., & TORCAL, M. «Ideological identity, issue-based ideology and bipolar affective polarization in multiparty systems: The cases of Argentina, Chile, Italy, Portugal and Spain» (Electoral Studies, 83, 102615, 2023). 
    FERREIRA DA SILVA, F. «Polarização afetiva em Portugal» (In Lobo, M. C., & Espírito-Santo, A. (eds.), «O eleitorado português no século XXI» Tinta da China, 2025) 
    BIOS
    Pedro Magalhães
    Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros. 
    Luana do Bem
    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
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4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira
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Generated: 6/13/2026 - 12:55:07 AM