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Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente

Fundação Francisco Manuel dos Santos
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Último episódio

288 episódios

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    POLÍTICA | Pode haver política sem políticos?

    03/09/2026 | 46min
    Será que nos sentimos realmente representados pelos políticos que elegemos? Conseguirá a democracia representativa refletir, de forma fidedigna, a diversidade da sociedade? 
    Entre o desencanto com um sistema onde 'os políticos são todos iguais' e a busca de soluções de inovação democrática, a politóloga e a humorista debruçam-se sobre as propostas que têm surgido nas últimas décadas para reforçar a participação cidadã e criar novos espaços de deliberação.
    Sabe o que são as Assembleias de Cidadãos? Nesta conversa ficamos a saber como funcionam e porque podem produzir resultados mais eficazes e criativos na resolução de problemas. Mas a democracia deliberativa também enfrenta críticas: desde a seleção aleatória dos participantes, que revela falhas, à falta de tempo do cidadão comum para se dedicar à atividade política. 
    Será que o caminho é uma «democracia híbrida», que combine representação, deliberação e democracia direta? E estarão os políticos preparados para partilhar poder com cidadãos comuns e novas instituições?
    Para saber se a democracia pode ser reinventada, não perca este [IN]Pertinente.
    Referências úteis
    Elliott, K. J. «Democracy for busy people» (University of Chicago Press, 2023) 
    Landemore, H. «Politics without politicians: The case for citizen rule» (Penguin, 2026). 
    Jacquet, V. (2017) «Explaining non-participation in deliberative mini-publics» (European Journal of Political Research, 56(3), 640–659) 
    Pilet, J.-B., Bol, D., Vittori, D., & Paulis, E. (2023) «Public support for deliberative citizens' assemblies selected through sortition: Evidence from 15 countries» (European Journal of Political Research, 62(3), 873–902) 
    Pilet, J.-B., Bedock, C., Talukder, D., & Rangoni, S. (2024) «Support for deliberative mini-publics among the losers of representative democracy» (British Journal of Political Science, 54(2), 295–312) 
    Ipsos. (2025, 14 de novembro). «The state of democracy 2025: Fake news, lack of accountability, extremism and corruption seen as top threats to democracy across Europe and the US» 
    Renwick, A., Lauderdale, B., Russell, M., & Cleaver, J. (2022). «What kind of democracy do people want? Results of a survey of the UK population» (First Report of the Democracy in the UK after Brexit Project). The Constitution Unit, University College London. 
    European Data Journalism Network. (2024, 1 de março). «The non-voter time bomb»
    Pordata. (n.d.). «População residente com idade entre 16 e 89 anos: Total e por nível de escolaridade completo mais elevado» (Fundação Francisco Manuel dos Santos. Consultado a 16 de agosto de 2026)
    Observatório Internacional da Democracia Participativa. (n.d.). «The Ostbelgien model: A long-term Citizens' Council combined with short-term Citizens' Assemblies» (Consultado a 15 de agosto de 2026)
    BIOS
    Sofia Serra-Silva
    Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital. 
    Luana do Bem
    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
  • Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente

    ECONOMIA | A produtividade compra felicidade?

    27/08/2026 | 39min
    Ao longo da História, o aumento da produtividade permitiu-nos enriquecer e conquistar mais tempo livre – a prova é que hoje trabalharmos metade do tempo dos nossos bisavós. Mas será que esta tendência se vai manter?
    Neste episódio, o economista João Duarte analisa o impacto da produtividade nas horas que trabalhamos e no tempo de férias que temos. Sabia que na Europa se trabalha menos do que nos Estados Unidos, apesar de Portugal estar mais próximo da realidade americana do que da europeia?
    A dupla debruça-se também sobre o impacto que o teletrabalho ou a semana de 4 dias pode ter na produtividade e reflete sobre como podemos usar a riqueza que produzimos para comprar bem-estar, educação, lazer e solidariedade.
    Num mundo onde a riqueza tende a concentrar-se nas mãos de poucos, discute-se ainda o papel da redistribuição e explicam-se conceitos como o «multiplicador social do lazer» e o «rendimento básico universal».
    No fim, fica a pergunta: será que ter mais tempo livre também nos pode tornar mais produtivos? 
    Para perceber se é possível trabalhar menos e ganhar mais (qualidade de vida), não perca este [IN]Pertinente.
    REFERÊNCIAS ÚTEIS
    Keynes, J. M. «Economic Possibilities for our Grandchildren», (Essays in Persuasion, 1931) 
    Becker, G. S. «A Theory of the Allocation of Time» (The Economic Journal 75(299):493-517, (1965) 
    Boppart, T. & Krusell, P. (2020). «Labor Supply in the Past, Present, and Future: A Balanced-Growth Perspective» (Journal of Political Economy 128(1):118-157)
    Huberman, M. & Minns, C. (2007). «The times they are not changin’…» (Explorations in Economic History 44(4):538-567)
    Ramey, V. & Francis, N. (2009). «A Century of Work and Leisure» (AEJ: Macroeconomics 1(2):189-224.)
    Giattino, C. & Ortiz-Ospina, E. «Are we working more than ever?», (Our World in Data) 
    Greenwood, J., Seshadri, A. & Yorukoglu, M. (2005). «Engines of Liberation» (Review of Economic Studies 72(1):109-133.) 
    Prescott, E. (2004). «Why Do Americans Work So Much More Than Europeans?». Minneapolis Fed Quarterly Review 28(1). 
    Alesina, A., Glaeser, E. & Sacerdote, B. (2005). «Work and Leisure in the US and Europe». NBER Macroeconomics Annual 20:1-64.
    Blanchard, O. (2004). «The Economic Future of Europe». Journal of Economic Perspectives 18(4):3-26. 
    Russell, B. (1932). «Em Louvor do Ócio»;
    Skidelsky, R. & E. (2012). «How Much is Enough?» (Allen Lane). 
    Reid, D. (1976). «The Decline of Saint Monday», 1766-1876». Past & Present 71:76-101. 
    BIOS
    João Duarte
    Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics. 
    Manel Rosa
    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
     Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.
  • Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente

    CIÊNCIA | Enfarte e AVC: sobreviver, recuperar e prevenir

    20/08/2026 | 40min
    O que fazer em caso de enfarte? E de AVC? Até que ponto se pode recuperar de um destes episódios? À conversa com Filipa Galrão, a cardiologista Cristina Gavina explica o que acontece quando o coração e o cérebro falham - e como a vida pode continuar, mesmo depois de um evento agudo.
    Sabia que, há 30 anos, em Portugal, 30% dos casos de enfarte eram fatais e que hoje a mortalidade se situa abaixo dos 5%? Neste episódio, a cardiologista Cristina Gavina descodifica as várias dimensões da doença cardiovascular em Portugal, explica por que razão o país se destaca pela positiva no tratamento - mas não na prevenção -, e alerta para o que se deve fazer nos minutos que decidem tudo.
    Além de desmontar mitos recorrentes, a dupla esclarece qual a relação entre doença cardiovascular, depressão e ansiedade e como o código postal influencia o prognóstico.
    No fim, fica a mensagem: reconhecer (e não desvalorizar) os sintomas, ligar o 112 sem hesitar, não largar a medicação, cuidar do corpo e da mente, são gestos simples que mudam e salvam vidas.
    Um episódio [IN]Pertinente, a não perder, para ver e partilhar.
    Referências úteis
    Saver JL. «Time Is Brain – Quantified» (Stroke; 37(1):263-266, 2006)
    Anderson L, Thompson DR, Oldridge N, et al. «Exercise-Based Cardiac Rehabilitation for Coronary Heart Disease: Cochrane Systematic Review and Meta-Analysis» (J Am Coll Cardiol. 2016;67(1):1-12)
    Bansilal S, Castellano JM, Garrido E, et al. «Adherence Tradeoff to Multiple Preventive Therapies and All-Cause Mortality After Acute Myocardial Infarction» (J Am Coll Cardiol. 2017;70(15):1290-1301)
    Lichtman JH, Froelicher ES, Blumenthal JA, et al. «Depression as a Risk Factor for Poor Prognosis Among Patients With Acute Coronary Syndrome: Systematic Review and Recommendations - A Scientific Statement From the American Heart Association» (Circulation, 2014;129(12):1350-1369)
    Havranek EP, Mujahid MS, Barr DA, et al. «Social Determinants of Risk and Outcomes for Cardiovascular Disease: A Scientific Statement From the American Heart Association» (Circulation. 2015;132(9):873-898.) 
    Bios
    Cristina Gavina
    Cristina Gavina é cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). Professora na Faculdade de Medicina do Porto, onde se doutorou, fez o Mestrado em Ensaios Clínicos em Oxford. Fellow da ESC e do ACC, é autora de mais de 80 artigos e investigadora principal em ensaios clínicos internacionais. Dedica-se à insuficiência cardíaca, à prevenção cardiovascular e à equidade no acesso aos cuidados.
    Filipa Galrão
    A Filipa vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - “Que Estranho!” - e 2 filhos.
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    SOCIEDADE | Como é que um jovem se torna violento?

    13/08/2026 | 43min
    Quando falamos de violência entre jovens, a tendência é procurar culpados. Mas a resposta não é linear. Depois de um raio-x ao que se sabe sobre a violência entre os jovens, o psicólogo Ricardo Barroso olha para os possíveis fatores de risco - sejam individuais, familiares, grupais ou culturais –, e como muitas vezes se conjugam.
    Pelo caminho, também se destacam os «fatores protetores», e a diferença que um adulto de referência pode fazer na vida de um jovem em risco.
    A dupla aborda ainda as inseguranças, confusões e revoltas que se forjam na adolescência - uma fase com propensão para o conflito, mas extremamente sensível à ideia de ‘grupo’, à necessidade de validação e ao impacto da humilhação.  
    Da violência em contexto escolar às suas manifestações no mundo digital, levantam-se outras questões: porque é que a violência online pode ser tão devastadora? E o que torna a «masculinidade tóxica» tão apelativa para alguns adolescentes?
    Para compreender melhor um fenómeno (ainda) rodeado de preconceitos, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder.
    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
    Lösel, Friedrich, Farrington, David P., (2012) «Direct Protective and Buffering Protective Factors in the Development of Youth Violence» 
    Reynolds, Jason  «Olha para os Dois Lados» (Fábula, 2021) 
    Série «This Is England» 
    Filme «Inside Out» 
    Canal YouTube «School of Life»
    «Adolescência não é assim tão simples», com Lisa Damour (FFMS)
    BIOS
    Ricardo Barroso
    Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto. 
    Hugo van der Ding 
    Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
  • Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente

    POLÍTICA | Como se faz uma lei em Portugal?

    06/08/2026 | 45min
    Da ideia inicial à entrada em vigor, fazer uma lei em Portugal é um caminho longo e complexo. Quem pode propor uma lei? Quem decide se ela avança ou se fica pelo caminho? E onde entra o cidadão comum neste labirinto?
    Neste episódio, a politóloga Sofia Serra-Silva e a humorista Luana do Bem percorrem os bastidores do processo legislativo português e explicam o papel – e competências – dos seus três grandes protagonistas: o Parlamento, o Governo e o Presidente da República. Mas não só. Esclarecem que também as Assembleias Legislativas Regionais e os cidadãos podem intervir no processo.
    Pelo caminho, ficamos também a saber para que servem as comissões parlamentares e porque é que uma proposta legislativa pode demorar até dois anos a transformar-se em lei.
    Para descobrir quem manda nas leis que mandam em nós, não perca este [IN]Pertinente.
    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
    Assembleia da República. (2005) «Constituição da República Portuguesa: VII revisão constitucional» 
    Assembleia da República. (n.d.). «Regimento da Assembleia da República» 
    Becker, R., & Saalfeld, T. (2004). «The life and times of bills» (In H. Döring & M. Hallerberg (Eds.), Patterns of parliamentary behaviour: Passage of legislation across Western Europe (pp. 57–90). Ashgate)
    Direção de Informação Legislativa e Parlamentar. (2022). «Tempo médio de aprovação» (N.º 44). Assembleia da República
    Governo de Portugal. (2019). Decreto-Lei n.º 169-B/2019, de 3 de dezembro: Lei orgânica do XXII Governo Constitucional
    Parlamento. (n.d.). «Como funciona o Parlamento» (Assembleia da República)
    Serra-Silva, S., & Gaio e Silva, J. (2025). «Empowering the people: The evolution and impact of Portugal's citizens' legislative initiatives in a comparative perspective» (Parliamentary Affairs, 78(4), 741–766) 
    Serra-Silva, S. (2024) «Parlamento de portas abertas? A relação da Assembleia da República com os cidadãos» (Assembleia da República)
    BIOS
    Sofia Serra-Silva
    Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital. 
    Luana do Bem
    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
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4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira
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