
Episódio 0097: Um homem de 68 anos apresenta episódios intermitentes de hematúria indolor há cerca de uma semana.
27/9/2025 | 10min
Um homem de 68 anos apresenta episódios intermitentes de hematúria indolor há cerca de uma semana. Como antecedentes, tem Hipertensao arterial, dislipidemia e perturbação depressiva. A medicação habitual inclui lisinopril + indapamida, atorvastatina e sertralina. Os hábitos incluem carga tabagica de 35UMA e bebe 10g de álcool por dia desde os 25 anos de idade. Nega disúria, dor lombar ou febre. Refere, no entanto, levantar-se 2 a 3 vezes por noite para urinar e dificuldade em iniciar a micção, ocasionalmente.O exame físico é inocente, exceptuando o toque retal que evidencia uma próstata aumentada e globosa, regular. Tensão arterial 127/71, Frequência cardíaca 78 bpm, SpO2 97% em ar ambiente. Qual é o exame complementar gold standard para confirmar a suspeita diagnóstico?Não fiques só a ouvir, resolve os casos por ti.Responde e vê as respostas dos teus colegas aqui: https://www.medapprentice.org/cc-visita Créditos:Pedro Teixeira (origem da pergunta)João Diogo + David Campos + Luís Neves + Maria João Ribeiro (responde)Barbara Pinto (edição de som)Segue-nos nas redes sociais em @medapprentice

Episódio 0096: Homem de 60 anos recorre ao médico assistente com queixas de fraqueza muscular com cerca de 5 meses de duração. Refere dificuldades em pentear-se de manhã.
01/8/2025 | 12min
Homem de 60 anos, recentemente divorciado e informático de profissão que trabalha atualmente a partir de casa, recorre ao médico assistente com queixas de fraqueza muscular com cerca de 5 meses de duração.Refere dificuldades em pentear-se de manhã. Adiciona que tem dificuldades também ao levantar-se da cadeira da sua secretária após horas de trabalho no seu computador, que desvaloriza “Passo muitas horas sentado, penso que sejanormal depois ser difícil levantar-me” (sic).Adicionalmente, relata que o seu filho de 10 anos, quandopassa lá os fins de semana, comenta em tom de brincadeira quando o vê: “o miúdo diz que pareço um guaxinim. Não tenho dormido muito, deve ser isso.” (sic).Ao ser questionado quanto a ressonar, refere que a sua ex-mulher nunca referiu isso. Nega traumatismos.Fumador 40 UMA, nega hábitos alcoólicos.Antecedentes pessoais e familiares irrelevantes.Ao exame objetivo: IMC: 24 kg/m2, força muscular grau 3 em5 nos segmentos proximais dos membros superiores e cintura pélvica, reflexos osteotendinosos mantidos, sem alterações de sensibilidade térmica, álgica e tátil ou outra sintomatologia.Erupção eritematosa nas pálpebras superiores.Tendo em conta o diagnóstico mais provável, qual o melhorpróximo passo? Não fiques só a ouvir, resolve os casos por ti.Responde e vê as respostas dos teus colegas aqui: https://www.medapprentice.org/cc-visita Créditos:Maria João Ribeiro (origem da pergunta)João Diogo Soares + David Campos + Luís Neves + Pedro Teixeira(responde)Barbara Pinto (edição de som)Segue-nos nas redes sociais em @medapprentice

Episódio 0095: Mulher de 65 anos com queixas de diminuição da força muscular e da sensibilidade dos membros esquerdos há 30 minutos, sem outros sintomas associados
04/7/2025 | 12min
Uma mulher de 65 anos vem ao serviço de urgência pordiminuição da força muscular e da sensibilidade dos membros esquerdos há 30 minutos, sem outros sintomas associados. Como antecedentes apresenta HTA e dislipidemia, realizando azilsartan + clorotalidona 40/12,5mg e atorvastatina 20 mg. Ao exame objetivo, apresenta bom estado geral, exameneurológico sumário sem alterações (NIHSS 0). À auscultação cardíaca constata-se presença de S1 e S2 rítmicos, com extrassistolia. A auscultação pulmonar e exame abdominal não apresentam alterações. A inspeção dos membros inferiores revela veias varicosas bilateralmente, sem sinais de tromboflebites ou trombose venosa profunda. Em termos de sinais vitais apresenta: TA: 165/87 mmHg, Fc 100 bpm, SpO2 96% em ar ambiente, temperatura timpânica de 37,3ºC e glicemia capilar de 80mg/dL. Realizou ECG que revelou ritmo sinusal com alteraçõesinespecíficas da repolarização ventricular, análises com parâmetros dentro dos intervalos de referência e TC-CE com sinais de leucoencefalopatia, sem outras alterações. A doente foi internada na Unidade de AVC para vigilância eestudo etiológico deste evento cardiovascular do qual, apenas se destaca a presença de placa ateromatosa fibrocalcificada na artéria carótida interna direita que condiciona estenose de 60% do seu lúmen. Qual a próxima melhor abordagem para prevenir um novo evento cerebrovascular nesta doente? Não fiques só a ouvir, resolve os casos por ti.Responde e vê as respostas dos teus colegas aqui: https://www.medapprentice.org/cc-visita Créditos:Luís Miguel Neves (origem da pergunta)João Diogo Soares + David Campos (responde)Barbara Pinto (edição de som)Segue-nos nas redes sociais em @medapprentice

Episódio 0094: Homem de 46 anos com queixas de ansiedade
24/4/2025 | 10min
Doente de 46 anos, trabalhador na construção civil, com antecedente pessoal relevante de patologia ansiosa e tabagismo ativo (cerca de 20 cigarros/ dia), recorre a uma consulta no centro de saúde por queixas de ansiedade com ataques de pânico durante os quais experiencia sensação de opressão torácica, dispneia, tremores e sudorese. Já teria estes episódios no passado, tendo inclusive tomado paroxetina para controlo desse quadro. Suspendeu a medicação por iniciativa própria há cerca de 6 meses, por já não sentir necessidade de a tomar. Relata que este problema tem grande repercussão nas suas atividades quotidianas nomeadamente na sua ocupação profissional e esfera sexual. Ao exame objetivo constata-se um homem aparentemente ansioso, com TA: 133/92 mmHg, Fc 82 bpm, altura 166 cm, peso 90 kg, IMC 32,7. À auscultação cardíaca constata-se presença de S1 e S2 rítmicos, sem extrassons e a auscultação pulmonar apresenta murmúrio vesicular mantido, sem ruídos adventícios. Nega medicação habitual, consumo etílico ou de outras substâncias para além do tabaco. Qual seria o tratamento farmacológico mais indicado para este doente? Não fiques só a ouvir, resolve os casos por ti.Responde e vê as respostas dos teus colegas aqui: https://www.medapprentice.org/cc-visita Créditos:Luís Miguel Neves (origem da pergunta)Filipa Fonseca Dias + João Nuno Soares (responde)Barbara Pinto (edição de som)Segue-nos nas redes sociais em @medapprentice

Episódio 0093: Homem de 70 anos com desorientação e “tremores”
11/4/2024 | 18min
Um doente de 70 anos, sexo masculino vem ao Serviço de Urgência acompanhado pela esposa por desorientação e “tremores” com 2 dias de evolução. A esposa refere que o doente está diferente do habitual com períodos de desorientação. Quando questionado, o doente refere que tem dejeções de fezes pretas em “borra de café” com 2 dias de evolução e terá notado um aumento dimensional do perímetro abdominal. Tem antecedentes pessoais de cirrose hepática de etiologia alcoólica Child-Pugh C seguido em consulta externa de Hepatologia. Realizou EDA há 3 anos com presença de varizes de pequenas dimensões, não tendo realizado nova EDA. Tem hábitos etílicos acentuados de 100 g álcool / dia com 20 anos de evolução terá cessado abruptamente consumos há 2 dias. Está medicado com Carvedilol 12,5 mg 1 comprimido por dia, furosemida 40 mg 1 comprimido por dia e espironolactona 100 mg 1 comprimido por dia. Sinais vitais: TA 120/60 mmHg; FC 70 bpm; Apirético. SpO2 (aa): 95%. Ao exame objetivo, doente consciente, colaborante, desorientado no tempo e espaço, orientado na pessoa. Apresenta tremor no punho quando em dorsiflexão. Mucosas descoradas, mas hidratadas. Eupneico em aa. ACP sem alterações. Abdómen distendido, com timpanismo central e macicez nos flancos, sem tensão, indolor à palpação. Foi requisitado um estudo analítico que revelou anemia 7,1 g/dL, Htc 29%, VGM 80 fL, CHCM 25 g/dL, reticulócitos 3%, leucócitos 7.000 / mm3, plaq 100.000 / mm3, ionograma Na+ 140 mEq/L; K+ 4 mEq/L; Cl- 100 mEq /L. Creat 2,0 mg/dL (basal 1,5); Ureia 30 mg/dL; TGO e TGP normais. Albumina 1,5; PCR 2 mg/dL. Foi realizada reposição volémica com soro fisiológico, oxazepam, suplementação com tiamina EV e pedidos níveis de amónia. Qual o próximo passo mais adequado neste doente?Não fiques só a ouvir, resolve os casos por ti.Responde e vê as respostas dos teus colegas aqui:https://www.medapprentice.org/cc-visitaCréditos:António Bastos (origem da pergunta) Pedro Teixeira + Filipa Fonseca Dias (responde)Pedro Fialho (edição de som)Segue-nos nas redes socais em @medapprentice.



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