
"Também se reza gritando a nossa dor", D. António Marto
19/12/2025 | 1h 9min
O cardeal D. António Marto é o convidado do primeiro episódio da segunda temporada do podcast do Santuário de Fátima Ora h, que mensalmente vai refletir sobre a oração como lugar de encontro privilegiado com Deus, apartir de experiências e histórias de vida.Numa conversa próxima, bispo emérito de Leiria-Fátima partilha a importância que a oração teve e tem na sua vida, desde a sua infância em Tronco, Chaves, onde a fé lhe foi transmitida no seio familiar e pelo encanto inocente das preces ensinadas pela avó, passando pelo período de seminário, até aos desafios da vida adulta e do ministério episcopal.O convidado fala do contraponto entre a fé excessivamente intelectual e "desencarnada” que os estudos lhe proporcionaram e a piedade pura e profunda que aprendeu com o pai; do momento em que descobriu Fátima e a seriedade e a transparência da sua Mensagem e de como a oração do Terço lhe serviu de âncora em momentos de dúvida e sofrimento.Como pano de fundo de toda a conversa, ao longo de cerca de uma hora, esteve a oração, vivida por D. António Marto na espontaneidade de quem fala com Deus, habitado por dúvidas, dores e esperanças.“A gente reza com as dúvidas que traz em si e que confia ao Senhor. É preciso ver que também se reza gritando a Deus, gritando a nossa dor, gritando as dores do mundo”, assume o cardeal D. António Marto, que neste primeiro episódio da segunda temporada partilha também a experiência de oração durante o Conclave que elegeu o Papa Leão XIV, no qual participou.

“O palco das minhas impotências”, Cátia Tuna
12/9/2024 | 42min
Neste sexto episódio do ORA h, Cátia Tuna, professora na Faculdade de Teologia da Universidade Católica, na área de História do Cristianismo, fala da oração como um lugar de sofrimento e intercessão. "A oração é o palco das minhas impotências", confessa, ao perspetivar o ato de rezar como momento de acolhimento do sofrimento dos outros, vivência empática para qual a recente maternidade a despertou. Cátia Tuna reflete sobre a importância da imaginação, da honestidade e da humildade na oração, sempre segura da confiança na misericórdia divina. Nesta conversa, a convidada canta e fala do fado, género que investigou e no qual descobriu uma espécie de oração popular.

"Escutar o bem no dia a dia", Pedro Valinho Gomes
18/7/2024 | 32min
Teólogo e professor, Pedro Valinho Gomes vive atualmente na Bélgica e dá aulas em França. Entre 2012 e 2019 esteve no Santuário de Fátima, onde colaborou na Postulação da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta Marto, participou na comissão de preparação do Centenário das Aparições de Fátima e coordenou o Departamento de Peregrinos. Ainda antes, foi missionário em África, onde teve oportunidade de contactar com o lado festivo da oração: uma experiência que o levou a perceber que este “momento íntimo” pode ser partilhável e aberto ao outro. Casado e pai de três filhos, reza em família: na escuta da Palavra, na partilha e ao som de música. O quotidiano agitado também é lugar de encontro com Deus, num contacto estabelecido por meio de “telegramas orantes” e na atenção do que possa ser o bem no dia a dia.

"Rezar a partir de coisas simples", Ana Rute Santos
04/7/2024 | 22min
Neste quarto episódio do ORA h, Rute Santos, esposa e mãe de dois filhos, fala da forma como a oração é vivida em família. O importante é falar com Deus a partir das coisas simples do dia a dia: uma receita que sacia a alma nas refeições, em viagem e na hora de ir dormir, assegura. Guiados por uma pagela ou ao ritmo de uma música, lá em casa a oração diz-se, lê-se e inventa-se, mas é sobretudo uma oportunidade de agradecer o dom da vida, a família e os amigos, e um lugar onde, juntos, se encontram com Deus.

“Quando eu deixei de rezar, eu morri”, padre Rui Santiago
20/6/2024 | 33min
O padre Rui Santiago, missionário redentorista, é o convidado do terceiro episódio do podcast “ORA h”. Numa conversa de meia hora, o sacerdote fala da importância que a oração tem na sua vida, já desde a infância, e do trabalho de missão, onde cada vez mais pessoas lhe pedem para ensinar a rezar. Natural da aldeia de Videmonte, na Guarda, Rui Santiago passou a infância no parque natural da Serra da Estrela, onde o contacto privilegiado com a Natureza o tornou “feito daquele lugar”. Foi a tatear os troncos das árvores e a saciar, de joelhos, a sede, na fraga, que teve as primeiras experiências de adoração. Hoje, leva o Evangelho a comunidades de adultos batizados, suscitando a mudança pela oração pessoal e comunitária, numa relação e enamoramento com Deus. “A oração não é ir ao ginásio, (…) implica um envolvimento numa relação. Isto não é uma coisa de marcar na agenda”, afirma o convidado deste episódio, que já experimentou o vazio da vida sem oração. “Quando eu deixei de rezar, eu morri, eu sequei”, conta, numa conversa de meia hora onde conta a sua experiência pessoal da oração como lugar de encontro privilegiado com Deus.



ORA h