11 episódios
- Marcelo Tas já foi Ernesto Varela, Professor Tibúrcio, Telekid, apresentador do CQC e, hoje, está à frente do Provoca. Engenheiro formado pela USP, passou por diferentes mídias, linguagens e personagens sem deixar de ser reconhecível em nenhuma delas.
Neste episódio, conversamos sobre essa capacidade de mudar. O que nos faz querer começar de novo? Quanto de liberdade existe na reinvenção e quanto pode haver de medo de ficar para trás?
Falamos também sobre família, acolhimento e paternidade. Marcelo conta o que mudou em sua maneira de olhar para o amor depois de ser pai.
A morte dos pais, com apenas cinco meses de diferença, trouxe outra mudança: a de se tornar a geração mais velha da família. Falamos sobre luto, legado e sobre aquilo que passa a fazer parte de nós depois que alguém vai embora.
Um episódio sobre mudança, identidade, humor, comunicação e sobre o que ainda cabe a nós fazer em um mundo cada vez mais mediado por máquinas. - Sônia Guajajara é liderança indígena, a primeira ministra dos Povos Indígenas e uma das vozes mais importantes da luta pelos direitos originários no Brasil. Nascida na aldeia Lagoa Quieta, no Maranhão, ela saiu de casa aos dez anos para trabalhar como babá e poder estudar, o início de uma vida inteira feita de partidas e retornos.
Neste episódio, Sônia fala sobre os fins que moldaram sua trajetória: a infância que precisou terminar cedo, a perda da filha Intaniara para uma doença que uma vacina teria evitado, o fim de um casamento de 18 anos e a recente saída do ministério, em mais um ciclo de sair para voltar.
Também falamos sobre pioneirismo, solidão e o peso de ser sempre "a primeira" a abrir portas que ninguém antes havia aberto. E sobre o que significa, para quem viveu entre dois mundos, existir inteira em cada um deles.
Um episódio sobre desterro, memória e os recomeços que nascem de cada despedida. - Bela Gil é apresentadora, escritora, ativista agroecológica e uma das vozes mais relevantes do país quando o assunto é alimentação, comportamento e transformação social. Conhecida inicialmente por aproximar o público de uma relação mais consciente com a comida, ela vem ampliando seu espaço de fala como apresentadora do Saia Justa.
Neste episódio, Bela Gil fala sobre os fins que marcaram sua vida e os recomeços que vieram depois deles. A conversa passa pelo luto pela irmã, Preta Gil, pelo fim de um casamento e pela forma como sua família aprendeu a respeitar os ciclos.
Também falamos sobre identidade, ancestralidade, maternidade e a construção de um caminho próprio para além da cozinha – honrando as origens sem deixar de se reinventar.
Um episódio sobre despedidas, coragem e os sentidos que permanecem quando tudo parece ter chegado ao fim. - Milly Lacombe é jornalista, escritora e uma das vozes mais influentes da crítica esportiva brasileira. Primeira mulher a comentar futebol na televisão aberta do país, construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo, pela defesa do feminismo e pela disposição de questionar algumas das certezas mais arraigadas da cultura brasileira.
A partir dessa trajetória, conversamos sobre as transformações do futebol brasileiro e o que elas revelam sobre o país. Partimos de uma lembrança da infância, quando Milly foi impedida pela escola de jogar futebol por ser menina, para refletir sobre pertencimento, exclusão e os papéis de gênero construídos em torno do esporte. Tendo como pano de fundo uma pergunta central deste episódio: estaríamos vivendo o fim da ideia de Brasil como o país do futebol?
Falamos do futebol para além da lógica de mercado que hoje também molda o esporte, e das mudanças que o feminismo vem provocando nas formas tradicionais de masculinidade. Uma conversa sobre esporte, cultura, identidade e o esgotamento de narrativas mais tradicionais. - Natalia Timerman é psiquiatra, psicoterapeuta e escritora. Doutoranda em Literatura pela USP, trabalhou por mais de uma década como psiquiatra no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário e colaborou com veículos como Quatro Cinco Um e Cult. Na literatura, é uma das vozes mais singulares de sua geração - com o romance Copo Vazio, no qual investiga a fragilidade dos vínculos, a violência silenciosa das perdas e a complexidade do luto.
Neste episódio, conversamos sobre tempo, finitude, culpa e desamparo. E sobre o luto não como processo linear ou edificante, mas como experiência que desmonta narrativas prontas - inclusive as do amor. Falamos da escrita como ferramenta de elaboração sem promessa de cura, da convivência com perdas que não se organizam e da tensão entre a necessidade de nomear a dor e o direito de deixá-la sem destino.
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Sobre Depois do Fim, com Filipe Batista
Apresentado por Filipe Batista, psiquiatra e escritor, Depois do Fim é um podcast que investiga o que permanece quando algo acaba: uma relação, uma terapia, um ciclo, uma carreira... Qualquer fim que, em vez de simplesmente se encerrar, pode se desdobrar.
A cada episódio, convidados compartilham experiências, transformações e as novas possibilidades que surgem depois do fim – esse lugar que, longe de ser encerramento, pode ser transformador e catalisador de novos começos.
Então, o que fica depois do fim? E como recomeçamos a partir dele?
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Depois do Fim, com Filipe Batista
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