Investir em criptomoedas continua a atrair cada vez mais investidores, mas também continua a ser uma das áreas mais arriscadas dos mercados financeiros. A forte volatilidade, a ausência de valor intrínseco na maioria dos criptoativos, o risco de fraude e os ciberataques tornam essencial escolher bem a plataforma onde se compra, vende e guarda criptomoedas.
Neste episódio do POD Investir, com Adelino Gonçalves, especialista da DECO PROteste Investe, a jornalista Filipa Rendo explora o que são criptoativos e como funcionam através da tecnologia blockchain, um sistema descentralizado que regista transações de forma segura e praticamente imutável. Ao contrário dos ativos financeiros tradicionais, como ações ou fundos, as criptomoedas funcionam sem bancos centrais e podem ser negociadas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Neste episódio, também se analisam as diferenças entre:
✔️ plataformas centralizadas (como Binance ou Coinbase) e descentralizadas;
✔️ hot wallets e cold wallets;
✔️ custódia própria vs. custódia por terceiros.
Na escolha de uma plataforma, os critérios mais importantes passam pela segurança, regulação, reputação, liquidez, facilidade de utilização e transparência nos custos. Além das comissões de compra e venda, há que considerar custos indiretos, como spreads e taxas de rede (“gas fees”), que podem variar bastante consoante a blockchain utilizada.
O episódio aborda ainda:
✔️ regulação europeia MiCA;
✔️ papel da CMVM e do Banco de Portugal;
✔️ riscos das plataformas não reguladas;
✔️ principais esquemas fraudulentos no universo cripto;
✔️ fiscalidade das criptomoedas em Portugal.
Por fim, reforça-se uma ideia central: criptomoedas devem representar apenas uma pequena parcela da carteira de investimento, especialmente para investidores com menor tolerância ao risco.