1877 episódios
- Convidados: Eduardo Graça, colunista e repórter do jornal O Globo e responsável pelo blog Trump 2.0, e Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador do Carnegie Endowment. Ainda na noite de terça-feira (3), o presidente americano disse à imprensa que aceita a derrota e que irá precisar negociar com os democratas. O resultado das urnas foi tão avassalador para o partido Republicano que não deixou margem para contestações. No Senado, o partido Democrata virou sete cadeiras e tem maioria garantida, com 54 de 100 senadores (e ainda pode conquistar mais duas posições; Alasca e Mississipi ainda apuram os votos). Na Câmara, a projeção do jornal The New York Times para o placar final aponta mais de 250 cadeiras para os democratas, mais do que o suficiente para alcançar a maioria, com 218 (atualmente, o partido tem 214 representantes). Os democratas elegeram também, pela primeira vez na história americana, uma governadora negra, uma senadora indígena, um senador abertamente gay e um senador muçulmano. Neste episódio, Victor Boyadjian recebe dois convidados. Primeiro, ele fala com o jornalista Eduardo Graça, que, diretamente dos EUA, conta o que ouviu dos eleitores e revela o que apurou nos bastidores dos partidos Democrata e Republicano. Depois, Oliver Stuenkel analisa o que esperar dos próximos dois anos de governo Trump, inclusive na política externa e nas relações com o Brasil.
- Convidado: Thomás Zicman de Barros, cientista político, professor, pesquisador associado ao Centro de Pesquisas Políticas da Sciences Po Paris e autor do livro 'Do que falamos quando falamos de populismo'. Quando a espanhola Maricarmen Abascal, de 87 anos, foi despejada da casa onde vivia há mais de sete décadas por não ter condições de arcar com o aluguel, milhares de pessoas começaram a ir às ruas na Espanha. Na mesma época, meados de setembro, estudantes secundaristas iniciaram uma série de protestos na França contra as más condições das escolas públicas – um movimento que chegou a levar mais de 500 mil pessoas aos atos em um só dia. O efeito contagioso das manifestações chegou a vários países, como Alemanha, Itália, Bélgica, Albânia e Sérvia, onde o movimento estudantil conseguiu vencer nas urnas o partido do presidente Aleksandar Vučić, que governava o país desde 2014. O estopim dos protestos é diferente em cada país, mas todos compartilham o mesmo espírito do tempo: o custo de vida ficou caro demais. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com o cientista político que estuda movimentos populistas Thomás Zicman de Barros. Thomás descreve o que há de comum e o que há de específico nestes protestos e explica a comparação com os protestos de Maio de 1968. Ele também analisa as potenciais consequências dessa onda de manifestações para a democracia europeia.
- Convidados: Guga Chacra, comentarista em Nova York da Globonews, TV Globo, rádio CBN e jornal O Globo; e Filipe Figueiredo, historiador, apresentador do podcast Xadrez Verbal e colunista do jornal O Estado de São Paulo e da rádio CBN. Nesta terça-feira (3), os eleitores americanos vão às urnas para votar nas midterms, ou seja, nas eleições realizadas quando o mandato presidencial está pela metade. Esta votação é vista como uma espécie de referendo da população sobre o desempenho do presidente: quanto melhor sua avaliação, maior a chance de construir maioria no Congresso e de eleger seus aliados nos estados. Estão em jogo todas as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais. Hoje, o partido Republicano, de Donald Trump, controla as duas casas com maioria apertada. Mas as pesquisas de opinião apontam que o presidente americano está em seus níveis mais baixos de aprovação e indicam que o partido Democrata pode impor uma derrota dupla a Trump. Neste episódio, Victor Boyadjian recebe dois convidados. Ele conversa com o jornalista Guga Chacra, que analisa, diretamente de Nova York, o mapa eleitoral americano e a influência da política externa de Trump para o humor do eleitor. Victor entrevista também o historiador Filipe Figueiredo, que analisa todos os cenários possíveis para o Congresso americano e suas consequências para o mundo.
- Brian Winter, analista político e editor-chefe da revista Americas Quarterly, e Roberto Jaguaribe, diplomata, ex-embaixador na China, Alemanha e Reino Unido, e conselheiro consultivo e internacional do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). Os olhos do mundo estavam virados para o Brasil no último domingo (25). Diante de uma onda de candidatos de direita vencedores nas mais recentes eleições na América Latina e de uma possível interferência de Donald Trump por aqui, havia uma grande expectativa sobre que caminho os brasileiros escolheriam para os próximos quatro anos. A vitória de Lula (PT) – seguida pela fuga do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL) – coloca de vez o Brasil em rota contrária à do governo americano e dos vizinhos latino-americanos, mas aproxima o país de outros parceiros globais, como China e União Europeia. Neste episódio, Victor Boyadjian recebe dois convidados para analisar o lugar do Brasil no tabuleiro global. Ele conversa com o analista político Brian Winter sobre como a vitória de Lula virou um exemplo de como enfrentar Trump. Depois, o diplomata Roberto Jaguaribe explica como deve ficar a relação do país com seus principais parceiros.
- Convidadas: Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo e âncora e comentarista da rádio CBN, e Isabela Kalil, coordenadora do Observatório da Extrema Direita e autora dos livros "Política Sintética" e "Cartografia da Extrema Direita". O candidato derrotado na eleição deixou o Brasil pela fronteira argentina, voou até o Equador e, de lá, partiu para sua última parada: Miami. Já nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma carta ao povo brasileiro na qual afirma ter visto, no domingo (25), uma "fraude eleitoral" e se reivindica "como o verdadeiro presidente eleito do Brasil" – trecho que foi substituído minutos depois por "líder do Brasil". A fuga do senador surpreendeu até seus aliados, como reconheceu o também senador Rogério Marinho (PL-RN), que foi seu coordenador de campanha, e deixou a oposição sem uma liderança clara. Nos EUA, o governo Trump concedeu visto humanitário para Flávio e o presidente americano afirmou que deu a autorização para ele entrar no país, mas que "não vai se envolver" sobre as denúncias sem prova do candidato derrotado. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista duas convidadas. Primeiro, ele conversa com a jornalista Vera Magalhães sobre o teor da carta de Flávio e o vácuo que o senador deixa na direita ao fugir para os EUA. Depois, quem participa é Isabela Kalil, coordenadora do Observatório da Extrema Direita, sobre a rede internacional formada pelos Bolsonaros, Donald Trump e mais líderes, como Javier Milei, da Argentina.
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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo.
O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify:
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