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    Malu Gatto: por que mulheres são minoria na política

    16/08/2026 | 34min
    A eleição deste ano será a primeira deste século sem mulheres em chapas presidenciais competitivas. Elas ainda ocupam pouco espaço na política. Os motivos para não se candidatarem incluem a violência de gênero, o desrespeito às cotas, a falta sistemática de investimento em candidaturas femininas pelos partidos, entre outros temas que a cientista política Malu Gatto, pesquisadora do tema, traz ao novo episódio do Podcast da Semana, da Gama.
    Malu A. C. Gatto é doutora em ciência política pela Universidade de Oxford e Professora de Política latino-americana no Instituto das Américas da University College London (UCL). Com uma pesquisa que explora questões relacionadas às dinâmicas de gênero nas áreas de comportamento eleitoral, representação política e políticas públicas, ela é autora "Resistance to Gender Quotas in Latin America" (Oxford University Press, 2025) e coautora, com Débora Thomé, de "Candidatas: os primeiros passos das mulheres na política no Brasil" (FGV Editora, 2024), selecionado pela Associação Brasileira de Ciência Política como um dos melhores livros do biênio 2024-2025.
    Na conversa com Gama, ela fala das dificuldades enfrentadas pelas mulheres que desejam se candidatar, do quanto elas precisam ser mais escolarizadas para que consigam disputar e de como partidos conservadores instrumentalizam candidaturas femininas.
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    Maurício Pereira: filhos e música

    09/08/2026 | 37min
    “Ter tido tanto contato com as crianças e com essa coisa ancestral que é criar um filho… Imagina um artista ter chance de vivenciar essa proximidade com o universo louco de uma criança e ser obrigado a trazer a tua tradição junto. E, ao mesmo tempo, eu acho que o artista, Maurício Pereira, estava lá, trabalhando no subsolo.”
    A declaração é do cantor, compositor, letrista e saxofonista Maurício Pereira, convidado do Podcast da Semana do Dia dos Pais. Na entrevista, ele fala sobre seu novo álbum, “O Dia da Girafa”, que tem a participação dos filhos.
    O Mauricio Pereira é músico desde os anos 1980 e ficou conhecido como integrante da dupla Mulheres Negras, com o André Abujamra. Logo depois, já partiu numa carreira solo que rendeu algumas das letras mais famosas da música paulistana. Ele ficou conhecido como um letrista-cronista, por falar do cotidiano da cidade como poucos. No novo álbum, no entanto, as crônicas são menos sobre as ruas e mais sobre o que passa na sua cabeça.
    Feito a partir de escritos da pandemia, “O Dia da Girafa” é o primeiro primeiro álbum de inéditas de Pereira desde 2018 e reúne uma série de colaborações de artistas de gerações mais jovens. Entre eles, estão os filhos o violonista Chico Bernardes, que assina a coprodução e a mixagem, e Tim Bernardes de O Terno. Os dois fizeram arranjos e compuseram junto ao pai.
    A Gama, Pereira fala sobre como é trabalhar com os filhos, como é vê-los seguindo o mesmo caminho que você trilhou, e como é a experiência de ser pai e artista, algo que o Maurício também já colocou em suas letras.
    “Trabalhar com o Chico nesse disco me mostrou facetas dele, ele foi muito importante na costura musical, como instrumentista. (…) Com o Tim sempre teve muita troca musical também, é um moleque do século 21, muito multidisciplinar”, conta.
    Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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    Lucas Bulamah: sexo e traição

    02/08/2026 | 36min
    É difícil ver a traição como algo que não seja ruim ou imoral. Mas e se a traição for algo inescapável ou até mesmo positiva para a saúde de um relacionamento? É sobre isso que gira o episódio desta semana do Podcast da Semana, que recebe o psicanalista Lucas Bulamah para conversar sobre sexo.

    “O sexual, por excelência, não pode caber numa relação amorosa, monogâmica. Ele não faz parte da relação. O sexual é, por excelência, traição, ele necessariamente tem que estar fora da relação. E a relação é protegida por essa busca, esse deslocamento do sujeito para um outro lugar, um outro analista, um amante, que visa proteger esse espaço de harmonia, esse espaço de familiaridade que é a relação principal, monogâmica, o casamento, o namoro”, afirma a Gama.
    Doutor em psicologia clínica pela USP, o psicólogo e psicanalista está lançando “Do Amor e seu Avesso: Uma apologia da traição” (Paidós), em que as razões da traição, algo que pode ser menos complicado que os acordos da não monogamia. Neste livro de ensaios, ele mescla conceitos da psicanálise, com filmes, letras e música e a própria experiência clínica.
    Na conversa que você ouve nas plataformas de áudio, Lucas fala sobre os acordos de um casamento, sobre caos e prazer e diz que para trair, muitas vezes, não é preciso nem fazer sexo. “A traição prescinde do ato, do corpo de delito. É o que resgata no sujeito algum tipo de circulação erótica”, diz na entrevista.
    Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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    Sharon Sanz Simon: longevidade hoje

    26/07/2026 | 31min
    Até que ponto é possível construir a maneira como queremos envelhecer? Para a neurocientista e psicóloga Sharon Sanz Simon, entrevistada deste episódio, o importante é pensar que o envelhecimento é algo que começa hoje, nas nossas escolhas relacionadas à saúde e bem-estar que fazemos a cada dia.
    Sharon Sanz Simon é professora e pesquisadora do Krieger Klein Alzheimer’s Research Center, da Universidade Rutgers (EUA), onde dirige o EngAGING Lab. Doutora pela Faculdade de Medicina da USP, foi fellow em Harvard e fez pós-doutorado na Universidade Columbia.
    Em seu livro "Longevidade Hoje: o que a neurociência e a psicologia falam sobre envelhecer bem em qualquer idade" (Fósforo, 2026), escrito em parceria com Ilana Pinsky, ela parte de dados científicos para apresentar o envelhecimento como um processo que se constrói ao longo de toda a vida.
    Na conversa com Gama, ela trata da relação entre demência, Alzheimer e a passagem dos anos, sobre os caminhos possíveis que a ciência indica para uma manutenção da nossa memória, da importância de se manter uma comunidade e como lidar com o envelhecimento daqueles que amamos – e de nós mesmos.
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    Paulliny Tort: Literatura, imaginação e ciência em "Os Imortais"

    19/07/2026 | 31min
    Foram cinco anos de trabalho para que a escritora e jornalista Paulliny Tort concluísse “Os Imortais”, romance que narra o encontro de um clã de neandertais com um grupo de homo sapiens. O livro, lançado no começo deste ano, já é a maior febre literária do ano e Tort é uma das presenças mais esperadas na edição de 24ª Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty.
    Na entrevista ao Podcast da Semana, a escritora conta como chegou à linguagem crua e precisa do livro. “Limpei o texto de todos os anacronismos. Por exemplo, não tem o verbo sapatear porque, embora eles usem calçados, não são sapatos. Fiz uma pesquisa etimológica e limpei as figuras de linguagem. Foi um processo bem interessante e foi importante ele ter passado por esse estado de crueza. Mas depois eu fui voltando com as figuras de linguagem e com o que era mais sonoro e mais fluído para mim.”
    Mestre em Comunicação e Sociedade pela UnB, Tort é também autora de “Erva Brava” (Fósforo, 2024), seu primeiro livro de contos, que foi vencedor do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e finalista do prêmio Jabuti 2022; e de “Allegro ma non troppo” (Oito e Meio, 2016), semifinalista do Prêmio Oceanos de Literatura.
    Ainda recente, “Os Imortais” já pode ser descrito como uma febre. Original e surpreendente, virou tema frequente nas redes sociais e fora delas. “A literatura toca no outro pela sensibilidade. Você pode se emocionar com um personagem que talvez você não concordasse com a forma como ele vive. Esse lugar da imaginação e do sentir que a literatura oferece é o que mais me interessa”, diz.
    Estudiosa da biologia (Tort fez cursos na área e um estágio em primatologia), conta que não pesquisou exatamente para escrever o livro, mas chegou a passar dias caminhando e fazendo jejum para reproduzir o que vivem seus personagens. “O jejum é um processo fisiológico e psíquico muito interessante, que não acontece só no corpo, mas na mente também, e muda a nossa percepção e a nossa relação com o tempo”, afirma.
    Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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