
Maya Eigenmann: filhos e convivência
11/1/2026 | 29min
Com as férias escolares, pais e cuidadores acabam passando mais tempo com os filhos – muitos conciliando com a rotina do trabalho. Essa relação intensa traz questões, culpa, desafios, mas também aprendizados e tentativas de acertar. Neste episódio, a educadora parental e neuropedagoga Maya Eigennmann trata dos desafios desse período de recesso escolar e do processo de volta às aulas.Maya Eigenmann é neuropedagoga com pós-graduação em Educação Positiva, educadora parental e autora de livros como “A Raiva não Educa. A Calma Educa: Por uma geração de adultos e crianças com mais saúde emocional” (Astral Cultural, 2022) e “Pais Feridos. Filhos Sobreviventes: e como quebrar esse ciclo” (idem, 2023). Eigenmann é ainda sócia e professora da Escola da Educação Positiva, focada em educação parental.Na conversa com Gama, trata dos desafios de uma convivência mais intensa nesses tempos de recesso escolar, de como lidar com as variações emocionais das crianças, aborda também o processo de readaptação e das expectativas em relação à volta às aulasRoteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

Marina Nogueira: só vale corpo magro?
04/1/2026 | 32min
Com a chegada dos dias quentes o assunto corpo se torna mais presente. A liberdade do verão parece que evapora com a busca por padrões, por um controle do que o outro está comendo ou quanto de exercício físico está fazendo. Mas como lembra a nutricionista Marina Nogueira, entrevistada deste episódio do Podcast da Semana, os corpos são diversos e há muitas maneiras de cuidar da saúde – sem cair em tendências ou neuras.Marina Nogueira é nutricionista que pesquisa transtornos alimentares. Ela trabalha com foco em mudança de comportamento alimentar e na melhora do nosso relacionamento com o corpo. É autora da newsletter e do perfil no instagram Não Conto Calorias.Na conversa com Gama, a especialista discute o uso de medicamentos para emagrecer e os caminhos possíveis para a construção de novos hábitos.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

Monge Satyanatha: como ter esperança
14/12/2025 | 36min
Ter esperança é algo que faz parte do seu dia a dia, da maneira como você encara as diferentes questões? O convidado deste episódio do Podcast da Semana, o Monge Satyanatha, fala desse sentimento como uma possibilidade de aprendizado e de que as coisas podem ser vistas de outra maneira. "Essa busca de esperança ela é, na minha impressão, um mergulho interno para que, como aprendi no monastério, eu possa viver um terço fora e dois terços dentro", diz o monge, que é autor de "Seja monge: A arte da meditação" (Fontanar, 2019).Satyanatha viveu por mais de sete anos no Monastério hindu Kauai Adheenam, no Havaí, com mais de 2.200 anos de tradição. Até que sentiu um chamado para viajar o mundo e divulgar os conhecimentos que aprendeu lá, entre eles a meditação. Hoje, o monge coordena o programa de mindfulness e meditação para os quatro mil alunos da Escola Móbile, em São Paulo, e é criador do aplicativo Atma, de meditação e bem-estar.Na conversa com Gama ele propõe caminhos para pensar na lista de desejos pro ano que chega, fala da importância do contato com a natureza para a nossa saúde mental, trata de esperança, intuição e de como todos nós podemos ser um pouco monge todos os dias.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

Hugo Monteiro Ferreira: o ócio na infância e na adolescência
07/12/2025 | 32min
Estamos todos tão acelerados que hoje até as crianças têm agendas de executivos. Mas o que elas perdem quando não têm tempo para o ócio? “O ócio, essa palavra que remete a não fazer nada, significa de fato e de direito fazer tudo em prol de si próprio. Quando a criança aprende a viver essa atividade, ela tem melhor compreensão sobre a vida”, afirma o educador e psicólogo Hugo Ferreira Monteiro, o entrevistado desta edição do Podcast da Semana.“Você vai ver criança que não tem tempo nem para acordar. Chega na escola, entra na sala de aula, começa a tarefa; sai da tarefa, vai pro inglês; sai do inglês, vai pro balé; sai do balé, vai pro jogo; chega em casa cansadíssima”, afirma na entrevista a Gama.Monteiro acaba de lançar “Agora o meu Chão São as Nuvens: As famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes” (Ed. Autêntica, 2025), em que discute situações de violência. Com formação multidisciplinar em psicologia, educação e letras, é professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), diretor do Instituto Menino Miguel e coordenador do Núcleo do Cuidado Humano.Na entrevista, ele discute a diferença entre ócio e tédio e dá dicas sobre como os adultos das famílias podem ensinar às crianças a aprender a relaxar. A principal delas é que se aprende pelo exemplo. “Chamo a atenção para a brincadeira com a natureza. Nós, adultos, precisamos também retomar isso em nós, porque a gente está a mil por hora. É impressionante a quantidade de adulto que não escuta áudio na rotação mais lenta, por exemplo”, diz. Ele fala também como o humor é uma estratégia poderosa na educação.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

Eliana Sousa: segurança pública e trauma
30/11/2025 | 30min
A morte de 121 pessoas no Complexo do Alemão e Penha, na operação policial mais letal do estado do Rio de Janeiro, nos convidou a pensar nos adultos e crianças que vivem nessas comunidades e que têm a rotina, a saúde mental, a vida impactada por operações policiais cada vez mais frequentes -- além daquelas que sofrem diferentes tipos de violências e perdem entes queridos. É sobre esse tema o episódio com Eliana Sousa Silva, convidada do Podcast da Semana, da Gama.Eliana Sousa Silva é fundadora e diretora da Redes da Maré, uma instituição da sociedade civil que produz ações em busca de qualidade de vida e garantia de direitos para os mais de 140 mil moradores das 15 favelas da Maré. Pesquisadora em segurança pública, tem graduação em Letras, mestrado em Educação e doutorado em Serviço Social. Faz parte da Cátedra Patrícia Acioli (UFRJ) e integra o Centro de Estudos de Cidades - Laboratório Arq. Futuro do Insper. É Doutora Honoris Causa pela Queen Mary University of London e fez parte da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura, Ciência e Educação, no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA). Eliana chegou em Nova Holanda, uma das favelas do Complexo da Maré com a família aos 7 anos, onde morou por 30 anos.Na conversa com Gama, ela diz que operações policiais são reflexo de uma ausência anterior do estado, fala do dia a dia das populações das comunidades cariocas e traz caminhos possíveis de transformação dessa realidade de violência e abandono.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic



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